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A produção textual do relato de prática - 3º passo

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Diga-me com quem conversas e eu te direi como contar

1. Essa história (não) é bem pra mim!

Você deve se lembrar de várias situações em que, ao ouvir ou ler uma história, sentiu que “isso foi dito/escrito pra mim!” ou “isso não me diz muita coisa; com quem essa pessoa está falando? Isso foi escrito para outras pessoas!”

Quando nos dirigimos a alguém que conhecemos, a experiência prévia compartilhada com essa pessoa nos dá pistas sobre o que podemos dizer e como melhor dizer para alcançar determinado objetivo. Em outras palavras, vamos ajustando o jeito de contar, projetando determinados efeitos de sentido do que dizemos tendo em vista aquela pessoa específica. Às vezes não acertamos de primeira, e avaliamos nossos próprios objetivos mediante o que vai se configurando como o que foi possível naquele momento, calibramos e depois “redizemos”.

Pense nos dois áudios que gravou e também no primeiro texto que escreveu e responda às seguintes questões:

  • A quem mesmo você estava se dirigindo?
  • Que interlocutor você tinha de fato projetado ao dizer o seu texto?
  • Que partes do texto dão pistas dessa interlocução projetada?

2. O que dizemos revela com quem conversamos

Que tal conhecer mais alguns relatos de prática e pensar sobre a configuração de leitores(as) a quem as professoras-autoras querem endereçar o texto, a sua interlocução projetada. Escolha o(s) relato(s) a que você quer assistir ou ler. Logo abaixo dos relatos, há uma sugestão de questões para que você reflita sobre elas enquanto assiste ou lê os relatos de prática. Se quiser, vá fazendo anotações para discutir com os/as colegas sobre o que achou mais interessante no(s) relato(s) e o que mais você gostaria de saber sobre ele(s).

Relatos de prática

  • Relato 1: Assista ao relato de Joana D’Arc (Aliança - PE) sobre o projeto que desenvolveu com uma turma de 1º ano do Ensino Médio. (Acervo: Programa Escrevendo o Futuro Cenpec)
  • Relato 2: Clique aqui e leia o relato Vencendo resistências, de Suzana Mouta Rodrigues Lemos (Boa Vista - RR), sobre o projeto que desenvolveu com uma turma de 5º ano.
  • Relato 3: Leia aqui o relato Trajetórias - o resgate da história de um lugar: uma vírgula onde era o ponto final, de Cleide da Silva Magesk (Duque de Caxias - RJ), sobre o projeto que desenvolveu com uma turma de Ensino Médio.

Questões para refletir: (clique aqui)❯ 

  • O que você aprendeu com este relato? Você já vivenciou algo semelhante?
  • Que história(s) você teria para contar a partir do ponto de reflexão que o relato propõe?
  • Quais cenas de sua experiência se relacionam à cena da experiência da professora-autora? Como se distinguem? Como se assemelham?
  • Por que você acha que esse aspecto específico foi importante para ela? Para você também é? Por que sim ou por que não?
  • Para quem ela está contando essa história? Como você sabe?
  • Quais ações da sua prática você selecionaria para contribuir ou refutar a reflexão proposta?
  • Há alguma outra voz que você gostaria de conhecer para compreender melhor o que aconteceu?
  • Quais outros detalhes você gostaria de saber para entender melhor o que aconteceu? Se você estivesse ouvindo a história na presença da professora, o que você perguntaria para ela?

3. A sintonia fina de todo dia: com quem posso conversar

Converse com colegas o que você observou em relação à configuração da interlocução no(s) relato(s) que você leu ou assistiu. Para esse diálogo, considere as questões abaixo:

  • o que você aprendeu com o(s) relato(s) a que assistiu ou leu;
  • a interlocução projetada pela autora: para quem ela está contando essa história? Como você sabe?
  • possíveis dificuldades que você sente em delimitar o interlocutor de seu relato de prática;
  • estratégias que você usa para lidar com esse desafio na produção textual.

4. Configurar a interlocução que quero é selecionar o que contar e como contar

Talvez você tenha sentido que algum dos relatos que acaba de ler e discutir se endereçou a você mais diretamente do que outros. Isso pode ter sido por maior ou menor proximidade com as condições de trabalho, o tipo de turma etc... No entanto, é possível que algum deles tenha te tocado de perto, mesmo que as realidades sejam muito distintas. Por exemplo, por conta do questionamento em foco no relato que, tratando de um caso concreto, evoca questões de relevância mais ampla para a reflexão sobre a prática educacional.

Podemos imaginar diferentes interlocutores e interlocutoras para o nosso texto. Essa interlocução pode ser representada, por exemplo:

  1. por alguém próximo de você, um(a) colega da escola, alguém da sua família, um amigo ou uma amiga a quem você queira dar um vislumbre da sua atividade profissional;
  2. por alguém mais distante, um coordenador ou uma coordenadora na secretaria de educação, um diretor ou uma diretora de uma escola para onde você tem planos de se transferir, um avaliador ou uma avaliadora de um concurso de práticas inovadoras na educação, alguém, enfim, a quem você queira prestar contas sobre a sua atividade educacional ao mostrar dificuldades, desafios e soluções que desenvolve na sua prática de ensino;
  3. ou ainda um professor ou uma professora de Língua Portuguesa em uma escola pública em outra região do País, que trabalha com perfis de estudantes diferente dos seus, a quem você queira oferecer o fruto do seu esforço de reflexão pessoal sobre a sua rica prática educacional, com vistas a fomentar o desenvolvimento profissional coletivo.

Pé na estrada

Retome a versão mais recente do seu relato de prática e imagine que você está se endereçando a cada um dos exemplos de interlocução descritos acima, um por vez. O que haveria para retirar, acrescentar ou ajustar na linguagem utilizada conforme cada interlocução projetada?

Em seguida, considere o terceiro perfil de interlocução projetada (um professor ou uma professora de Língua Portuguesa em uma escola pública em outra região do País), revise a redação do seu relato de prática uma vez mais, fazendo ajustes no texto de modo a endereçar aquele colega professor ou professora de Língua Portuguesa que, como você, faz a diferença. Queira dar a ele ou ela todos os elementos que você acredita serem necessários para que o/a colega desfrute plenamente do seu esforço de reflexão pessoal sobre a sua prática situada – a experiência única que você tem no lugar onde ensina e aprende – com vistas a subsidiar o nosso desenvolvimento profissional coletivo.

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