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sua prática / sala de professoras

Driblando a falta de recursos

Portal Escrevendo o futuro

01 de agosto de 2023

Driblando a falta de recursos

Driblando a falta de recursos

Olá professora Olímpia!

Sou professora de 6º ao 9º ano e de 3° ano do ensino médio. Nas escolas onde trabalho todos seguem o conteúdo que o livro didático oferece para cada série. Não há um planejamento para que todos trabalhem de forma que o outro possa dar continuidade na série seguinte. A questão é: tenho alunos do Fundamental II que leem e escrevem mal, porém não temos livro didático para mais da metade deles, não temos biblioteca e a escola fica na zona rural (um pouco distante da cidade). Vivo levando textos xerocopiados ou projetados em datashow, mas mesmo assim é difícil, pois eles não têm contato com livros, não "pegam" em gêneros. Como devo planejar? E os conteúdos programados para cada série, como seguir em meio a tudo isso? Parece que ando em círculo! Os jovens do ensino médio leem e escrevem mal (coerência, expressividade, argumentos, conhecimento prévio do assunto), então fico sem saber como dar os conteúdos, como trabalhar a literatura e a escrita, levando em consideração o ENEM e o ingresso deles nas universidades.

Nadja Siqueira

Cara professora Nadja,

Entendo perfeitamente sua situação e parabenizo você pela preocupação com a progressão curricular e a oferta de variados gêneros discursivos aos alunos. Bem, mas pelo que parece, suas convicções encontram obstáculos práticos bem expressivos... Então, vamos pensar juntas em como driblar essas dificuldades?

Uma questão importante quando estamos diante da quantidade limitada de recursos físicos é planejarmos um trabalho com gêneros aliado à busca por exemplares, dentro e fora da escola, que possam favorecer a leitura e análise por parte dos estudantes. Isso significa que, para além de contar com alguns materiais didáticos, você precisará da ajuda dos alunos e de toda a comunidade escolar para a busca por livros, folhetos, manuais, receitas, cartazes, jornais e revistas impressos; enfim, todo material escrito que circular nas casas dos alunos, familiares e pela cidade, considerando a zona rural e, quem sabe, a urbana (já que não parecem ser tão distantes). Desse modo, as turmas poderão analisar gêneros em seus suportes originais, certo?

Além disso, é preciso considerar que o fato dos alunos “não pegarem nos gêneros” não necessariamente se configura como um problema, já que vários gêneros hoje estudados na escola são virtuais ou têm versões disponíveis na internet (como, por exemplo, no caso de revistas e jornais, pelo acesso a artigos de opinião, charges, notícias, reportagens, cartas do leitor, entrevistas, anúncios, propagandas e uma grande variedade de outros gêneros, presentes nesses suportes), considerando também revistas, blogs e sites voltados à publicação e análise de uma vasta quantidade de gêneros da esfera literária.

Aliada a essa questão, é importante lembrar que, mesmo em escolas da zona rural, é comum a presença de aparelhos celulares entre os alunos, o que também pode favorecer o acesso às informações. Em outras palavras, aprendemos pela oportunidade de vivenciarmos situações de uso da leitura e escrita, independente da mídia em que o texto está disponibilizado e, nessa medida, o contato com o impresso, o “pegar livros” como condição para a construção do conhecimento precisa ser (re)pensada.

Ainda, falando sobre planejamento, penso ser interessante fazer o exercício de elaboração de sequências didáticas (SD), como as disponíveis nas seções Planos de aula e Cadernos Docentes, para o trabalho com os diferentes gêneros, a partir dos conteúdos programados para cada ano. Acredito ser uma prática relevante, pois, além de favorecerem a articulação de práticas de linguagem, as SDs podem promover o contato com uma variedade significativa de textos e vídeos.

Agora, uma dica: invista também no planejamento de práticas de escrita, aliadas à observação sobre os interesses de seus estudantes, os fatos que eles estão comentando e que podem gerar excelentes situações, em função do trabalho com a alimentação temática, para a produção de textos.

Para terminar, seguem algumas sugestões de leitura, considerando os desafios de ensino nos dois segmentos (EFII e EM):     

  1. Revista Na Ponta do Lápis

    - “Ensinar leitura lendo” (atividade de leitura protocolada), edição número 22

    - “Com que crônica eu vou?” (sugestão para o trabalho com práticas de leitura e escrita), edição número 16

  2. Pérolas da Imaculada

    - Episódio 1: Conhecimento e consumo

    - Episódio 2: Abaixo assinado - direito coletivo

    - Episódio 3: Leitor e literatura - encorajar esse encontro

    - Veja outros episódios aqui

  3. Outras publicações do Portal Escrevendo o Futuro

    - Diário de leituras: caminhos de mediação do texto literário no cotidiano escolar

    - Booktube: potencializando a leitura literária e as práticas letradas digitais

    - Níveis de complexidade e seleção de texto para a aula de leitura

Obrigada pelo envio de sua pergunta e muito sucesso com suas turmas!

Um abraço e até já,
Olímpia

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