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A hora e a vez das biografias

Programa Escrevendo o Futuro lança caderno “Biografia: a tessitura da vida”.

Camila Prado

13 de março de 2024

O novo Caderno de Biografia chega trazendo um gênero inédito para o Programa Escrevendo o Futuro. “Biografia: a tessitura da vida” é o sexto volume da coletânea de Cadernos Docentes, que já contava com os gêneros Poema, Memórias Literárias, Crônica, Artigo de Opinião e Documentário. Disponíveis aqui, são materiais de apoio à prática, com orientações para que professoras(es) realizem atividades para produção de diferentes gêneros textuais. O conteúdo de todos eles é estruturado a partir de uma sequência didática composta por oficinas que dialogam com a BNCC. Cada caderno foi elaborado para o trabalho com diferentes anos e séries (do 5º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio), mas também podem ser adaptados ao perfil da turma!

Escrever a vida

Embora organizado principalmente em torno de biografias e minibiografias, este novo Caderno propõe um sobrevoo por alguns gêneros correlatos, que circulam pelo espaço biográfico. A definição deste termo, segundo Leonor Arfuch (2010) é “aquele [espaço] no qual o foco está no falar de/escrever sobre si (como os diários íntimos e as autobiografias) ou sobre o outro (como as biografias), com a intenção de representar o mais fielmente possível fatos da realidade concreta de sua vida”.

Giselle Vitor da Rocha, coordenação de produção e colaboração e edição de conteúdos
Giselle Vitor da Rocha, equipe do Programa Escrevendo o Futuro

O Caderno Biografia traz dez oficinas com propostas que “possibilitam olhar para vários modos de se escrever a vida. De HQ biográfica a perfil, passando por gif/meme, autobiografia, podcast, minibiografia de orelha de livro, notas biográficas etc”, conta Giselle Rocha, que realizou a coordenação de produção do novo material.

“Trabalhamos com gêneros que circulam pelas esferas artística, literária e da comunicação. E que consideram nossas práticas de linguagem contemporânea”, reflete Giselle. O Programa Escrevendo o Futuro sempre busca trazer gêneros que dialoguem com práticas de linguagem atuais, dessa geração de estudantes que estão na escola. E com a biografia não é diferente.

Histórias de vida

“O trabalho com histórias de vida tem sido cada vez mais valorizado dentro das escolas. Isto porque histórias individuais, de pessoas comuns, tornam-se memórias coletivas e podem ser trabalhadas em sala de aula, muitas vezes revelando aprendizados que não vêm do saber oficial ou canônico”, reflete Giselle.

Por outro lado, o trabalho com o gênero também vai favorecer que as pessoas biografadas se percebam como fonte de informação e memória, impactando a comunidade escolar.

Memes Biográficos

Giselle Vitor da Rocha, coordenação de produção e colaboração e edição de conteúdos
Shirley Goulart, autora do Caderno Docente de Biografia

Entre as oficinas, há a proposta de produção de gifs e memes biográficos. “Essa atividade certamente vai envolver muito a turma porque o uso de gifs é comum nas trocas de mensagens instantâneas, nas figurinhas que elas e eles usam e até mesmo produzem cotidianamente em seus celulares. Então parte do que constitui a forma do gênero já está dada”, diz Shirley Goulart, autora do Caderno de Biografia.

“E é interessante também porque é uma atividade que possibilita um breve exercício de pesquisa documental sobre as pessoas que serão escolhidas para biografar, já antecipando um procedimento próprio da prática de escrever biografias”, complementa.

Diversidade como compromisso

A seleção de textos que compõe a coletânea revela o compromisso assumido com a diversidade. Não só com a variedade de estilos, como em relação à diversidade étnico-cultural que representa. “Por exemplo, será possível aprender mais sobre algumas personalidades negras e indígenas brasileiras, como Luísa Mahin e seu filho Luís Gama - que nasceram e viveram em uma sociedade escravocrata; a ativista e política indígena Sônia Guajajara; o cantor e compositor Luiz Gonzaga etc. Assim como eles, “cada um de nós fazemos história ao mesmo tempo em que também somos modificados por ela. E foi sobretudo essa compreensão que nos levou a propor biografar pessoas da comunidade”, conta Shirley. “Isso possibilita às/aos estudantes uma aproximação com as histórias de vida locais e a valorização das experiências dos mais velhos, reconhecendo-os como parte constitutiva da história da localidade”, conclui.

Clique aqui para conhecer o  Caderno Docente “Biografia: a tessitura da vida”.

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