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Autora: Marina Almeida
23 Fevereiro 2021

Evento on-line trouxe mudanças da nova edição e contou com a participação das escritoras Conceição Evaristo e Geni Guimarães

Com a participação de professores, alunos, escolas e redes de ensino de todo o país, o lançamento da Olimpíada de Língua Portuguesa reuniu mais de 2.300 pessoas acompanhando ao vivo a cerimônia nesta segunda-feira, dia 22. O evento, realizado de forma on-line e transmitido a partir do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP), contou com apresentações artísticas e a revelação da escritora homenageada deste ano, além de apresentar as mudanças da 7ª edição. Este ano, o concurso chega a educadores e estudantes com mudanças em seu formato.

“Diante da importância da escrita e da leitura para a vida e para a melhoria da educação de todos as crianças, adolescentes e jovens brasileiros, nós concentramos esforços em ressignificar esta Olimpíada de Língua Portuguesa para atender esse atual contexto e suas necessidades”, diz Angela Dannemann, Superintendente do Itaú Social. No evento, ela apresentou dados sobre os desafios na leitura e escrita no Brasil e as diferenças regionais, lembrando como a pandemia tem aumentado ainda mais as desigualdades no país.

“A reformulação da Olimpíada busca reforçar aqueles que sempre foram indispensáveis no processo formativo de nossas crianças, adolescentes e jovens: professoras e professores”, aponta. Angela ainda revelou que esta edição irá reconhecer o Relato de prática docente a partir de seu contato com toda a sala de aula, seja o ensino feito de forma presencial ou a distância. “Além disso, também buscaremos impulsionar a participação de escolas mais vulneráveis, proporcionando reservas de vagas para que elas participem mais do processo. Com essas mudanças, pretendemos caminhar mais juntos, em busca de mitigar as desigualdades educacionais.”

Foco na colaboração

Já Anna Helena Altenfelder, Presidente e Diretora Executiva do CENPEC, conta que, desde o início do programa, há a preocupação com o aperfeiçoamento do concurso e da formação, o que se acentuou com o afastamento das escolas provocado pela pandemia. Ela explica que a nova metodologia se baseia em alguns critérios: “sempre tivemos a preocupação de valorizar o trabalho do professor e de reconhecer que os textos premiados são fruto de um trabalho pedagógico”. Outro ponto importante é a ação conjunta: “o bom trabalho pedagógico se dá no coletivo, nossa intenção não é detectar talentos individuais, mas possibilitar um bom trabalho em grupo, em sala de aula”, explica.

O evento também contou com a participação de Renato de Oliveira Brito, Diretor de Formação Docente da Secretaria de Educação Básica do MEC. Ele lembrou que a parceria do MEC com a Olimpíada, que acontece desde 2008, possibilitou a ampliação das ações do Programa e o aumento dos anos escolares envolvidos na iniciativa. “O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica, apoia e incentiva professores e estudantes a participarem desta Olimpíada, para que possam desvendar os prazeres de escrever textos significativos, que serão lidos e servirão como incentivo a outros professores e estudantes”, conclui.

Reformulação

Nesta edição, o foco da premiação são os Relatos de prática produzidos pelos professores. Além do texto reflexivo escrito pelo docente, que narra a trajetória do grupo, seus desafios, discussões e conquistas, o Relato de prática deve vir acompanhado de uma mostra de produções dos estudantes e de um registro das ações realizadas, como fotografia, vídeo, áudio, entre outros.

Como reconhecimento da trajetória coletiva e colaborativa, a turma inteira segue com o professor em todas as etapas da Olimpíada. Assim, quando o Relato é selecionado, toda a turma também é premiada.

Para entender todas as mudanças, a cerimônia ainda contou com um vídeo explicativo e com a participação de Patrícia Calheta, consultora do Cenpec, que abordou dúvidas comuns. Ao responder sobre a importância da participação, ela lembrou que os professores passam a se apropriar da metodologia da sequência didática para o ensino dos gêneros do discurso, articulam a produção de textos aos demais eixos de ensino-aprendizagem de língua portuguesa e trabalham conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular. Também ganham os estudantes: “todos e todas aprendem a produzir um gênero discursivo, aprofundam um olhar sobre o lugar onde vivem e conseguem se posicionar diante das mais diversas situações, desenvolvendo competências e habilidades. Por fim, ganha a comunidade ao se familiarizar com o trabalho desenvolvido pela escola e ao ter seus saberes e dizeres reconhecidos e valorizados”.

 Inscrições

 A cerimônia deu início à abertura das inscrições para a 7ª edição da Olimpíada. Os professores, com autorização dos diretores, podem fazer a inscrição on-line por uma ou mais escolas em que lecionem. Mas as Secretarias de Educação municipais e estaduais devem fazer a adesão on-line para que as inscrições dos professores de suas redes de ensino sejam validadas. As inscrições e adesões devem ser feitas até o dia 30 de abril, pelo site.

 Assim como em outros anos, podem participar professores de língua portuguesa e seus estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio de escolas públicas de todo o Brasil. As categorias também foram mantidas: Poema, Memórias Literárias, Crônica, Documentário e Artigo de Opinião.

 Para valorizar a interação das crianças com suas comunidades e culturas locais, o tema das produções é: O lugar onde vivo. E, para apoiar o professor a desenvolver as atividades com cada gênero, os Cadernos Docentes foram revistos, atualizados e estão disponíveis para acesso no Portal.

 Resistência pela palavra

 A cerimônia de lançamento também foi um momento de cultura e arte. Além de músicas e poesia interpretados pela artista Nath Rodrigues, o evento revelou a homenageada desta edição da Olimpíada: a escritora Geni Guimarães.

 A escritora Conceição Evaristo – homenageada da edição 2019 – falou sobre a importância de valorizar a autoria da mulher negra e do papel de Geni Guimarães para a literatura brasileira. “Essa homenagem também marca a presença e a força das culturas e das línguas africanas na língua portuguesa”, lembrou Conceição. Para ela, a escolha da autora é importante também por marcar uma continuidade. “Ao homenagear Geni, eu me sinto ainda homenageada”, diz Conceição. “Que esta homenagem sirva de incentivo para que ela continue a marcar a literatura brasileira com sua escrita.”

 Geni lembrou que as homenagens são boas por trazerem imagens de mulheres negras para a literatura e permitirem que elas sirvam de exemplos: “vejo várias meninas, mulheres jovens, escrevendo, e bem. E vejo mais vontade do negro em ser negro, contra todas as outras propostas”.

 A autora também afirmou seu compromisso com as novas gerações por meio da escrita. “Já não morro mais, eu e Conceição não morremos mais, nós escrevemos como setas indicando caminhos para nosso futuro de luta, de quebras de racismo, de preconceitos, e da nossa afirmação enquanto gente negra dentro de uma sociedade que faz muita força para nos derrubar. Mas nós não caímos e não vamos cair, porque nós estamos plantando. E minha mãe dizia: quem planta, colhe.”

 7ª Olimpíada de Língua Portuguesa

 O lançamento da 7ª edição está disponível para assistir on-line.

 Inscrições e adesões até 30 de abril no site do concurso.

 Mais informações e acesso aos Cadernos Docentes também no site.


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Coordenação técnica
Cenpec, Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
Iniciativa
Itaú
 
Ministério da Educação
Programa Escrevendo o Futuro / Olimpíada de Língua Portuguesa
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Central de atendimento: 0800-7719310
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