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sua aula / planos de aula

A escrita de notícias: da avaliação diagnóstica à publicação do texto final

Ana Cláudia Costa Fontana

06 de setembro de 2022

Público-alvo

Estudantes do Ensino Fundamental – Anos Finais: 7º e 8º anos

Nº de aulas

10 a 13 aulas.

BNCC

3 Competências
6 Habilidades

Público-alvo

Estudantes do Ensino Fundamental – Anos Finais: 7º e 8º anos

Nº de aulas

10 a 13 aulas.

BNCC

3 Competências
6 Habilidades

Introdução


A presente sequência didática destina-se à produção de notícias, subsidiada pela avaliação diagnóstica da turma em que for aplicada. Tal avaliação compreende a sondagem do nível em que as(os) estudantes se encontram em relação ao conteúdo que precisam dominar, e é prevista para ser realizada no início do processo de produção de texto a fim de se definirem as ações futuras. Ao tecer o diagnóstico, cada docente poderá flexibilizar as ações propostas conforme o que a sua realidade inicial exigir. As fragilidades e potências reveladas pelos textos das(os) estudantes definirão para cada professora ou professor o modo como a sequência das ações acontecerá. A cada início de etapa, você terá autonomia para decidir o grau de investimento que deverá aplicar naquele momento, e o que definirá isso será a análise inicial dos textos de suas alunas e alunos.

 

Recursos Materiais Necessários


  • Multimídia (projetor, sala de informática, tevê da sala, etc.).

  • Cópias impressas do(s) texto(s) sugerido(s).
BNCC

Práticas de linguagem / Objetos do conhecimento:

Leitura:

  • Estratégias de leitura: apreender os sentidos globais do texto.

Produção de textos:

  • Relação do texto com o contexto de produção e experimentação de papéis sociais;

  • Textualização;

  • Revisão / edição de texto informativo e opinativo.

Análise linguística / semiótica:

  • Construção composicional;

  • Estilo.

Competência específica nº2

Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

Habilidades:

EF69LP06 Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais, gameplay, detonado etc.– e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre outros em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, de comentador, de analista, de crítico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e responsável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que amplia a possibilidade de circulação desses textos e “funde” os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor.

EF69LP07 Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação – os enunciadores envolvidos, osobjetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para, com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando efeitos, ordenamentos etc.

EF69LP08 Revisar/editar o texto produzido – notícia, reportagem, resenha, artigo de opinião, dentre outros –, tendo em vista sua adequação ao contexto de produção, a mídia em questão, características do gênero, aspectos relativos à textualidade, a relação entre as diferentes semioses, a formatação e uso adequado das ferramentas de edição (de texto, foto, áudio e vídeo, dependendo do caso) e adequação à norma culta.

Competência específica nº3

Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.

Habilidades:

EF69LP03 Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente.

Competência Específica nº5

Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.

Habilidades:

EF69LP16 Analisar e utilizar as formas de composição dos gêneros jornalísticos da ordem do relatar, tais como notícias (pirâmide invertida no impresso X blocos noticiosos hipertextuais e hipermidiáticos no digital, que também pode contar com imagens de vários tipos, vídeos, gravações de áudio etc.), da ordem do argumentar, tais como artigos de opinião e editorial (contextualização, defesa de tese/opinião e uso de argumentos) e das entrevistas: apresentação e contextualização do entrevistado e do tema, estrutura pergunta e resposta etc.

EF69LP17 Perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e publicitários, os aspectos relativos ao tratamento da informação em notícias, como a ordenação dos eventos, as escolhas lexicais, o efeito de imparcialidade do relato, a morfologia do verbo, em textos noticiosos e argumentativos, reconhecendo marcas de pessoa, número, tempo, modo, a distribuição dos verbos nos gêneros textuais (por exemplo, as formas de pretérito em relatos; as formas de presente e futuro em gêneros argumentativos; as formas de imperativo em gêneros publicitários), o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados (tempo verbal, jogos de palavras, metáforas, imagens).

Objetivos Gerais


  • Ler e compreender textos do campo jornalístico-midiático, como notícias e reportagens, depreendendo seu sentido.

  • Reconhecer a intenção, locais de circulação e linguagem empregada nos textos lidos.

  • Perceber as semelhanças e diferenças quanto à forma composicional e ao estilo de linguagem empregados nos textos lidos

Etapas da sequência didática

Etapas da sequência didática

Etapa 1: Escrever é preciso! – Mobilização da turma para a produção escrita (1 ou 2 aulas)

Objetivos:

  • Engajar a turma na proposta de produção.

  • Escrever uma primeira versão de texto noticioso sobre algum fato ou evento que seja de relevância para a comunidade escolar ou para a comunidade em que a escola esteja inserida.

Atividades:

  1. Comece informando a turma sobre algum acontecimento ou evento que tenha ocorrido, que vá acontecer ou que esteja acontecendo na escola ou na comunidade que a envolve. Não é difícil encontrar assunto para esta etapa, afinal, a escola é um local em que muito se produz, em que muita coisa acontece. Se não houver nada relevante ocorrendo neste momento na escola, no bairro ou na cidade certamente haverá. Fale sobre a importância desse evento e do quanto as pessoas precisam se informar sobre ele. Pergunte se as(os) estudantes daquela turma já estão sabendo, ou o quanto elas/eles estão sabendo sobre aquele fato. Por fim, diga que aquela turma foi escolhida para informar as pessoas em forma de uma notícia, que será publicada ou no jornal da escola (caso a escola possua um – se não for o caso, um jornal escolar poderá ser criado com a mobilização da turma) ou num jornal-mural que as(os) estudantes daquela classe terão de montar, ou ainda por meio de um comunicado que será enviado às famílias.

    A estratégia de mobilização poderá variar de acordo com as condições que a escola dispuser no momento ou do que for possível organizar. O que é importante como ponto de partida é engajar a classe na proposta, fazendo com que as(os) alunas(os) percebam que seus textos terão a chance de ser lidos por leitoras e leitores reais, e não serão apenas destinados à leitura e avaliação da sua professora ou professor.

  2. Peça às(aos) alunas(os) que produzam o texto em sala da forma como elas/eles, naquele momento, entendem que seja a melhor forma de comunicar leitoras(es) sobre o fato. Não é necessário instrumentalizar as(os) estudantes nesta etapa, pois a ideia é perceber qual é a noção que a sua turma tem sobre como organizar uma notícia.

    Aqui sairá a produção inicial, aquela que não será publicada, e à qual não será atribuída uma nota, pois esse texto servirá apenas para nortear as próximas ações. De posse dessa primeira versão produzida por estudantes, já será possível elencar as principais fragilidades da turma e também a sua fortaleza. Esse texto, além de servir de “termômetro” para avaliar o modo como a sequência do trabalho poderá ser conduzida, também servirá de base para que as/os estudantes possam sentir, ao final do processo, o quanto aprenderam sobre o gênero notícia. No final do processo, essa mesma primeira versão será retomada e reescrita para que se incorporem os ganhos obtidos no trabalho que as próximas etapas serão capazes de fornecer.

  3. Recolha os textos e faça uma leitura prévia, separando as produções conforme as fragilidades ou potências que as alunas(os) apresentaram. Nesta etapa, você não precisará devolver os textos com devolutivas para (as)os estudantes, pois é o primeiro diagnóstico do grupo e os textos serão utilizados futuramente na hora de produzir a versão final da notícia. Se houver algum texto que fuja drasticamente do tema ou que seja representativo exemplar de outro gênero, avalie se é o caso de solicitar à(ao) autora(or) deste texto uma nova versão minimamente mais alinhada à proposição.

  4. Agora é com você! Chegou o momento de iniciar a avaliação diagnóstica de suas turmas. É preciso ler todos os textos com cuidado para elencar o quanto eles se aproximam ou se distanciam do gênero em questão. É aqui que você vai definir o que suas alunas e alunos já sabem a respeito de uma notícia e o que você precisará ensinar com mais aprofundamento.

    Você poderá construir uma tabela/planilha com uma coluna apresentando as dimensões do texto a serem analisadas (compreensão das condições de produção, estrutura, conteúdo e aspectos linguísticos, por exemplo), adicionando grades onde poderá quantificar o quanto há de domínio de cada item. Pode usar conceitos: bom entendimento; frágil entendimento; ótimo entendimento. Pode também tratar por percentual de atendimento do item. Você vai escolher sua forma de contabilização. Segue um exemplo de como poderá se orientar nessa investigação inicial:

1) Analise se os textos estão focando no fato que deve ser noticiado e se há uma clara intenção informativa. Se sim, sua turma apresenta uma boa compreensão das condições de produção de uma notícia, e talvez, não haja necessidade de investir muito tempo no trabalho com essa dimensão.

2) Perceba se os textos contêm títulos que podem ser considerados manchetes, com o recorte do fato noticiado, se há um subtítulo com acréscimo, se o parágrafo inicial já traz as informações essenciais sobre o fato noticiado. Se esses pontos foram contemplados com assertividade, a turma já tem boa noção do plano global do gênero e não haverá tanta necessidade de investir muito tempo com aspectos estruturais. Mas, se houver grande fragilidade nesses aspectos, a etapa que contempla a estrutura de composição de uma notícia deverá ter atenção redobrada.

3) Busque nos textos o modo como o fato foi abordado, percebendo se há investimento na apresentação desse acontecimento ou se há apenas um recorte temático que aborda o assunto maior, sem aprofundar no objeto da notícia. O modo como o conteúdo foi abordado por suas alunas e alunos é o que definirá se o trabalho com o conteúdo temático das notícias será mais ou menos aprofundado.

4) Por fim, analise os aspectos linguísticos e discursivos dos textos, as questões relativas ao uso dos verbos, da construção dos períodos, a impessoalidade e a objetividade do discurso. Mais uma vez, o nível da turma em relação a como mobiliza a linguagem em uma notícia definirá seu grau de investimento na etapa acerca desses pontos.

Para facilitar a tabulação dos dados, você já poderá olhar para os textos da versão inicial com base na grade de avaliação proposta para a etapa final do trabalho. Quanto mais adequados forem os textos, menos demorado será o trabalho nas etapas subsequentes desta sequência didática. Você terá total autonomia para abreviar ou prolongar o trabalho com cada dimensão do gênero a partir do que a sua turma apresentar na escrita inicial.

Para mais reflexões e orientações sobre a avaliação diagnóstica, assista à live abaixo realizada pelo Programa Escrevendo o Futuro, com a presença do professor Clecio Buzen (UFPE) e mediação de Patrícia Calheta:



Leia também a publicação Inquietações docentes sobre avaliação diagnóstica e ensino, da coluna Pergunte à Olímpia, que respondeu a questões de professoras e professores sobre este tema.

Etapa 2: O contato inicial com exemplares prototípicos do gênero notícia (2 a 3 aulas)

Objetivos:

  • Ler e analisar notícias de diferentes suportes, percebendo suas semelhanças e diferenças.

  • Reconhecer as circunstâncias que envolvem a produção de uma notícia, como: quem produz, para quem, com que intenção e onde a notícia circula.

Nesta etapa, sua classe será “apresentada” de modo mais orientado a exemplares do gênero em estudo. Para isso, selecione, previamente, vários textos que você considere serem bons modelos. Essa ação é essencial para que as(os) alunas(os) possam, na comparação entre tais exemplares, reconhecer as condições que subsidiam a produção deste gênero. Seria ideal escolher dois fatos noticiados e selecionar notícias de fontes diferentes abordando esses mesmos acontecimentos.

Atividades: 

  1. Organize a sala de aula em pequenos grupos (de 3 a 4 estudantes).

  2. Entregue a cada grupo cópias com os exemplares selecionados por você, conforme a orientação presente na introdução dessa etapa, e que serão lidas e estudadas neste momento (de 3 a 5 textos). Peça que as(os) alunas(os) leiam os textos e conversem brevemente sobre o que compreenderam deles. Dê um tempo para que cada equipe possa concluir essa tarefa com condições de avançar para a próxima.

  3. Depois de ter um primeiro contato com os textos, cada equipe deverá preencher uma tabela que você entregará aos grupos, projetará no quadro ou passará na lousa. Elabore esta tabela, colocando, na primeira coluna, os itens que as(os) alunas(os) deverão identificar em cada texto.

    Lembre-se de que, nesta etapa, o foco está nas condições de produção do gênero, então não é conveniente misturar itens que pertençam a outras dimensões do gênero. Elas/eles precisarão identificar a principal intenção do texto (para que, com que finalidade o texto foi escrito), quem o produziu (de quem é a autoria do texto), qual é o público-alvo do texto (a que leitoras(es) o texto se destina), onde o texto foi publicado (local de circulação).

    Cada grupo deverá eleger uma(um) redatora(or) que anotará conforme as(os) integrantes forem debatendo e indicando as respostas. Estipule um tempo para a execução do trabalho e circule entre as equipes, orientando quando necessário e controlando a realização das tarefas. Use esse momento para perceber o quanto suas alunas e alunos têm domínio das questões propostas e o quanto você ainda precisará instrumentalizá-las(os) sobre isso.

  4. Para finalizar este momento, faça uma sessão plenária em que as respostas dos grupos sejam compartilhadas e uma síntese seja feita por você. Otimize o tempo, fazendo a análise de um texto por vez. Cada grupo deverá socializar suas conclusões e você poderá colocar as respostas comuns no quadro ou apenas tecer comentários orais se achar mais pertinente.

    Ao finalizar as apresentações, garanta que a classe perceba que, embora os textos sejam diferentes, há respostas muito semelhantes, pois aqueles itens são essenciais na produção de uma notícia e não diferem grandemente de um texto para o outro.

    É importante que as(os) alunas(os) sejam levadas(os) a compreender que ao escrever um texto (independente do gênero em questão), essas condições de produção devem ser consideradas na etapa do planejamento textual. É necessário saber quem escreve, para quem e com qual finalidade para que as intenções discursivas sejam mais efetivamente alcançadas.
Etapa 3: O que comunicar? – O conteúdo temático próprio da notícia (2 aulas)

Objetivos:

  • Identificar o tema de textos exemplares do gênero notícia.

  • Reconhecer a diferença entre um “fato”, “acontecimento” e um “assunto”, entendendo que o primeiro pode servir de conteúdo para uma notícia.

  • Diferenciar notícia de reportagem.

Atividades:

Nesta etapa do trabalho, a ideia é perceber se a turma compreende que conteúdos podem servir de alimentação para uma notícia. Se a turma já demonstrou bom entendimento desse ponto nas produções iniciais, não precisará investir muito nesta etapa. Caso sinta que é preciso reforçar, selecione, entre os textos que já foram usados na etapa do reconhecimento das condições de produção, dois deles para o trabalho com o conteúdo temático.

Neste momento, é importante que sejam duas notícias que abordam acontecimentos diferentes para oportunizar melhor compreensão desta característica. Previamente, elabore questões que levem cada grupo a perceber que a notícia foca num fato, num acontecimento bem pontual sobre o qual as informações são transmitidas. Aqui também é importante selecionar um trecho de reportagem sobre o tema relacionado ao fato em questão para que as(os) alunas(os) percebam que a abrangência do gênero reportagem é maior, não se limitando a um evento pontual. Por exemplo: Se uma das notícias trabalhar com a divulgação de um óbito ocasionado por “dengue”, selecione uma reportagem que aborde esse assunto maior para propor uma comparação.

  1. Organize a turma em pequenos grupos. Se achar que o trabalho foi produtivo na etapa anterior, pode repetir a organização. Se houver necessidade, faça ajustes e, se preferir, pode também propor a atividade para as(os) alunas(os) realizarem individualmente. Mas o grupo é melhor para que você tenha mais liberdade para caminhar entre as equipes e conseguir perceber os pontos em que a turma necessita de mais orientações.

  2. Entregue a cada grupo uma lista com as questões que as(os) estudantes precisarão responder. Essas questões devem ser elaboradas para dar condições de que as(os) alunas(os) reconheçam o “tema maior” de que o texto trata e o “evento particular” que ele aborda. Por exemplo: Se a notícia fala de uma morte que tenha acontecido no município de residência das(os) estudantes em decorrência da dengue, a turma precisará compreender que “a dengue” é o tema maior do texto e que “a morte noticiada” é o fato/acontecimento abordado e, neste caso, um evento pontual dentro desse assunto maior. As atividades desta etapa deverão ser questões que as alunas e alunos resolveram facilmente voltando à superfície dos textos em questão, exercitando a compreensão textual e o conhecimento de informações explícitas nos textos.

  3. Aqui também será bem importante propor uma atividade com um “gênero próximo à notícia”, que é a “reportagem”. Os dois gêneros pertencem ao campo jornalístico-midiático, possuem algumas semelhanças, mas o alcance do conteúdo temático que cabe a cada um é diferente, uma vez que a reportagem não precisa se limitar a um evento pontual, a um fato específico, como a notícia. Então é muito pertinente propor uma atividade em que se compare uma das notícias estudadas com uma reportagem (ou parte dela) que aborde temática semelhante. Para isso, proponha reflexões que levem cada grupo a debater sobre: “Qual dos gêneros trabalha com situações mais pontuais e concretas? Qual dos gêneros tem maior abrangência e não se limita à apresentação de um fato ou acontecimento pontual?” Em todo o momento, circule pelos grupos e os assessore nas suas necessidades. Aproveite para perceber os pontos que deverão ser retomados por você na sessão plenária ou depois dela.

  4. Terminado o tempo de discussão em grupo, faça o arremate do trabalho com o compartilhamento das respostas. Solicite que cada grupo vá compartilhando suas respostas sob sua orientação e vá fazendo as anotações que julgar necessárias na lousa. Neste momento, é importante fazer a fixação do conteúdo abordado na etapa: o que pode servir de “conteúdo temático” para uma notícia? Instigue as(os) alunas(os) a mencionarem o que imaginam que possa servir de “assunto” para uma notícia. É também neste momento que você poderá sondar se os grupos conseguiram perceber as diferenças entre uma notícia e uma reportagem a partir da abordagem temática de cada um desses gêneros.

  5. Para perceber se a turma conseguiu compreender o alcance temático de cada gênero, sugerimos uma atividade final para fixação: escreva na lousa uma lista com alguns temas (de 5 a 10) que você poderá escolher. Em seguida, entregue para cada grupo duas tiras de papel com assuntos relacionados a esse tema. Por exemplo: Tema 1 “Vacinação” – Tira 1: “Campanha de vacinação contra Covid atinge público infantil”; Tira 2: “Mitos e verdades sobre vacinação”. É importante que nessas tiras de papel você coloque um assunto que possa servir para uma notícia, e outro que seja mais apropriado para uma reportagem.

    Depois de distribuídas as tiras para cada equipe, dê um tempo para que as(os) estudantes conversem sobre aqueles assuntos, tentando relacionar qual serviria para uma notícia e qual serviria para uma reportagem.

    Para finalizar, divida a lousa (ou um cartaz) em duas partes e escreva, no alto da primeira parte, NOTÍCIA e, no alto da segunda parte, REPORTAGEM. Em seguida, peça que os grupos, um a cada vez, vão ao quadro e posicionem as suas tiras nos lugares que julgarem mais apropriados. No caso do exemplo em questão, deseja-se que as(os) alunas(os) percebam que a tira 1 traz um evento mais pontual que serviria de conteúdo para uma “notícia”, enquanto a tira 2 traz um assunto mais abrangente que seria mais bem desenvolvido em uma “reportagem”. Instigue cada grupo a dizer como chegou àquela resposta e, se houver necessidade, vá alinhando a compreensão deles para os pontos necessários para o entendimento desta etapa.
Etapa 4: O plano global das notícias – Como reconhecê-las de pronto? (2 aulas)

Para reconhecer um gênero, é preciso conhecer a sua estrutura composicional. Pela forma de apresentação, até alguém mais leigo nas questões de linguagem consegue diferenciar uma “bula de remédio” de uma “receita médica” ou uma “receita culinária” de um “poema”. Sendo assim, é importante investir no trabalho com essa estrutura para garantir que estudantes reconheçam os mais variados gêneros com que se trabalha em sala. Geralmente, é nesse ponto que as turmas costumam demonstrar maior fragilidade. A investigação feita na análise das primeiras versões dos textos norteará o modo como esta etapa será trabalhada. Foque mais demoradamente nos pontos frágeis revelados por seus estudantes.

Objetivos:

  • Reconhecer a estrutura de composição de uma notícia a partir de suas partes básicas: manchete, linha fina (olho), lide e corpo do texto.

  • Identificar a estrutura de composição de uma notícia nos textos estudados em sala.

Atividades:

  1. Inicie uma discussão em sala perguntando para a turma se já ouviram falar sobre a palavra “manchete”. Muito provavelmente, alguém na sala terá ouvido. Neste caso, pergunte a quem já ouviu se sabe de que se trata. Observe se as informações que a turma traz são adequadas e vá fazendo anotações na lousa.

    Se houver alguém que nunca tenha ouvido o termo, sugiro que peça à turma que tente compreender o que o termo significa a partir de seu emprego num contexto. Em seguida, projete pelo multimídia, ou na tevê da sala, algumas manchetes de jornais variados, recortados diretamente de seus suportes: jornais, sites, portais de notícias ou outros. É importante que as(os) estudantes percebam que as manchetes recebem uma formatação diferenciada para dar um destaque ao seu conteúdo. Questione a turma sobre o que aquelas manchetes representam em relação às notícias de que fazem parte.

    Certamente, as(os) alunas(os) terão duas percepções: 1ª – As manchetes são os títulos das notícias; 2ª – As manchetes trazem a informação principal das notícias. Se elas/eles não chegarem a essas conclusões, ajudem-nas(os) a chegar a tal compreensão. Nesse momento, é importante que a turma reconheça, na manchete, a primeira parte que compõe a notícia, ou seja, o seu título.

  2. Em seguida, projete as mesmas manchetes anteriormente apresentadas, mas agora associadas às linhas finas que as acompanham. Pergunte à turma o que mudou da primeira imagem projetada para a atual. Certamente, eles verão que cada manchete agora apareceu com mais uma linha escrita logo abaixo dela. Então, questione as(os) alunas(os) sobre a finalidade dessa frase que acompanha as manchetes e, para isso, proponha comparações entre o que a manchete diz e o que a linha fina acrescenta.

    Ex.:
    MANCHETE: “Vírus da dengue e da zika mudam cheiro das vítimas para atrair mosquitos”
    LINHA FINA: “Cientistas de universidade chinesa descobriram que doenças aumentam produção de componente químico que transforma odor e atrai insetos”
    Leia mais em: Vírus da dengue e da zika mudam cheiro das vítimas para atrair mosquitos

    Deseja-se que as(os) alunas(os) compreendam que a manchete revela a informação principal que a notícia tratará, enquanto a linha fina é um acréscimo a essa informação. Pergunte se a turma sabe como se chama o subtítulo da notícia e apresente os nomes pelos quais ele é tratado no meio jornalístico: “linha fina” ou “olho”. Explique-lhes que a notícia, por todo seu caráter informativo, entrega às leitoras e leitores as informações mais importantes logo no início do texto, sem deixar surpresas para o final. Diga-lhes que é comum que as notícias tragam o título (manchete) e o subtítulo (linha fina), mas que este último elemento por vezes não aparece, embora seu papel seja bem importante.

  3. Escolha uma das manchetes mostradas no início da aula para apresentar à turma também a notícia que a acompanha. Previamente, reproduza cópias do texto e entregue a versão impressa para cada estudante depois de terem cumprido as atividades 1 e 2.

    Proponha uma leitura em voz alta do texto, solicitando a participação das(os) alunas(os). Leiam o texto na íntegra e conversem sobre o que já sabem até então, para que comprovem que se trata de uma notícia. Em seguida, peça que os destaquem a MANCHETE e escrevam esse nome. Na sequência, façam o mesmo com a LINHA FINA.

    Concentre a análise do primeiro parágrafo do texto e leve as(os) alunas(os) a perceberem que ali se encontra a essência da notícia. Peça para pegarem canetas de marca-texto coloridas ou lápis de cor de cinco cores. Faça uma legenda no quadro com as perguntas-chave que compõem o lide de uma notícia: QUEM? O QUÊ? QUANDO? ONDE? POR QUÊ? Faça uma lista com essas questões, usando uma cor de giz para cada uma.

    Solicite às(aos) estudantes que busquem as respostas a essas perguntas e pintem-nas com as cores que identificam cada uma. Se a turma tiver dificuldade com a localização de alguma informação, ajude na análise. Ao lado de cada questão registrada na lousa, anote as respostas que a classe for localizando. Ao final, fale de nome desse parágrafo (lide) e indique que ele é parte importante de uma notícia, pois vai situar o fato principal noticiado logo no início do texto, sem impor dificuldades às(aos) leitoras(es). Sugira que escrevam a palavra LIDE ao lado do parágrafo que o representa.

  4. Converse com a turma sobre os parágrafos finais e leve as(os) alunas(os) a perceberem que se trata de informações adicionais, que complementam as informações que já foram sintetizadas no parágrafo inicial do texto. Podem aparecer trechos de entrevistas, sempre entre aspas, e outras informações complementares.

  5. Projete mais uma ou duas notícias e peça à turma que identifique as partes que as compõem. Procure perceber se os conceitos foram assimilados ou se ainda precisará investir em mais atividades para reforçar a compreensão.

  6. Finalize a aula propondo uma atividade em duplas. Imprima uma notícia para cada dupla de estudantes. Dê preferência a uma notícia que a turma tenha lido na etapa 2 ou 3. Proponha atividades que a dupla terá de cumprir, como: identificar a manchete da notícia; destacar a linha fina e dizer qual informação ela acrescenta à manchete; preencher um quadro com as informações que compõem o lide: QUEM? O QUÊ? QUANDO? ONDE? POR QUÊ? Recolha as atividades e confira se a turma já dominou essa etapa do processo. Havendo necessidade, antes de avançar para a próxima etapa, retome os conceitos básicos com a turma.

Faça o quiz abaixo sobre um dos conteúdos abordados nesta sequência didática.

Você é leitor de jornal? Está acostumado com a linguagem jornalística? É hora de testar seus conhecimentos. Combine cada número com o verbete correspondente e edite seu dicionário jornalístico.

Manchete:
Reportagem:
Notícia:
Editorial:
Artigo:
Fonte:
Lead:
Antetítulo

1. Registro de uma série de acontecimentos, a partir do fato de maior relevância. A estrutura desse relato é lógica; o critério de importância ou interesse envolvido em sua produção é ideológico.

2. Texto que desenvolve uma idéia ou comenta um assunto. Geralmente assinado por um especialista no tema, escritor, jornalista.

3. Procedência da notícia. Informante oficial ou oficioso.

4. Texto de estilo enfático e equilibrado, expressa a linha editorial do jornal. Apresenta, com concisão, a questão tratada, desenvolvendo os argumentos que o jornal defende, refutando opiniões opostas e concluindo a opinião do jornal.

5. Introduz o leitor na notícia, despertando seu interesse pelo texto já nas linhas iniciais. Responde às questões principais em torno do acontecimento (o quê, quem, quando, como, onde, por quê).

6. Palavra ou frase que, no jornalismo impresso, é colocada antes ou acima do título da matéria, para introduzi-la e complementá-la.

7. Título principal de um jornal ou de página.

8. Gênero jornalístico que consiste no levantamento de assuntos para contar uma história verdadeira, expor uma situação ou interpretar fatos.

 

Etapa 5: A linguagem da notícia – O estilo de jornalista (2 ou 3 aulas)

Nesta etapa, o trabalho com a língua será o foco. É importante que a turma perceba que uma notícia precisa ser objetiva, precisa apresentar-se em linguagem impessoal e ter foco no fato noticiado. As atividades deste momento precisam promover essa compreensão e você já terá sentido o modo como as(os) estudantes mobilizaram a linguagem nas notícias iniciais que compuseram. Agora será o momento de atender os pontos que sua análise detectou como frágeis ou equivocados.

Objetivos:

  • Compreender que a linguagem deve ser usada com objetividade, impessoalidade e imparcialidade nas noticias.

  • Diferenciar os verbos que constituem a manchete das notícias daqueles que compõem o corpo do texto, reconhecendo o efeito de sentido dessas escolhas.

Atividades:

  1. Em primeiro momento, peça à turma que retome a notícia que recebeu na etapa anterior e solicite que cada uma(um) destaque os verbos flexionados que encontrar no texto desde a manchete até o final. Se tiverem alguma dificuldade em localizar essa classe gramatical, retome-a, mostrando para que servem e como seflexionam as palavras que chamamos de verbos. Acompanhe as(os) estudantes na pesquisa desses vocábulos ao menos no começo do trabalho.

    Depois que os verbos conjugados foram descobertos, é hora de ampliar a compreensão das(os) alunas(os). Na lousa, produza uma tabela em que possam ser colocados os verbos na primeira coluna. Faça essa verificação antes para saber o número de linhas de que precisará. Na primeira linha da tabela escreva os itens que comporão as demais colunas, sendo eles: modo, tempo, número, pessoa. Finalizada a tabela na lousa, que já poderá ser entregue para as(os) alunas(os) em versão impressa, a fim de que não se atrapalhem ou se atrasem com a cópia, é hora de fazer o seu preenchimento.

    No grande grupo, vá conduzindo a conversa para pinçar os verbos do texto e preencher a primeira coluna. Depois é hora de ir completando as outras colunas, analisando verbo por verbo, ou seja, o preenchimento da tabela deverá ser linha a linha. Se as(os) alunas(os) se atrapalharem ainda com os itens a serem investigados, sobretudo no que diz respeito ao modo verbal, oriente-as(os) pelas ideias que cada modo expressa – INDICATIVO: certeza; SUBJUNTIVO: hipótese ou possibilidade; IMPERATIVO: ordem ou pedido.

    Quanto ao tempo, oriente na percepção do que o verbo enuncia em relação ao momento que o faz – PRESENTE: o agora; PRETÉRITO: o antes; FUTURO: o depois. Se a turma já estiver mais avançada nesse aspecto, pode fazer a classificação completa dos tempos, sem se limitar aos tempos básicos. Recomenda-se esse aprofundamento para a classe de 8º ano. Quanto ao número e pessoa, vá sempre orientando que as(os) alunas(os) procurem no próprio texto a quem o verbo está se referindo, ou seja, quem o está conjugando em cada situação. Número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) serão facilmente identificados no próprio texto. Faça o preenchimento total da tabela com a participação coletiva da turma.

  2. Ao final desse preenchimento, é hora de concluir a discussão e de encaminhar a turma para uma conclusão. Peça que contabilizem as respostas obtidas e que, ao final dessa contabilização, produzam um parágrafo em seu caderno falando do modo como os verbos vão aparecer majoritariamente nas notícias: Foco no fato – preferência pelo MODO INDICATIVO e pela 3º pessoa (singular ou plural dependendo do conteúdo temático); Eventos já ocorridos – predomínio do TEMPO PRETÉRITO.

  3. Projete no quadro ou escreva na lousa algumas manchetes das notícias lidas nas etapas anteriores ou outras se preferir. Proponha que a turma localize os verbos de cada manchete e identifiquem seu tempo verbal.

    Manchetes, geralmente, trazem verbos no tempo presente. A partir dessa verificação, peça à turma que levante hipóteses para responder à questão: “Se a notícia tratará de evento já ocorrido, por que a escolha pelo tempo verbal presente?”

    Dê um tempo para que as(os) estudantes possam conversar um pouco sobre isso em duplas. A ideia é que a turma chegue à conclusão de que o tempo verbal da manchete tem a intenção de aproximar a(o) leitora(or) da notícia e de garantir o efeito da atualidade. Notícias tratam de eventos atuais, que não se distanciam muito temporalmente do momento em que são publicadas. Se a turma tiver dificuldade para chegar a essa percepção, procure esclarecer esse ponto na hora de corrigir esta atividade.

  4. Selecione algumas frases da notícia que está sendo trabalhada, passe-as na lousa e proponha uma análise que leve as/os estudantes a perceberem que as frases são OBJETIVAS e IMPESSOAIS. Para isso, peça que identifiquem, de cada frase: 1) Quem é o sujeito? 2) Qual é o verbo? 3) Em que ordem eles aparecem?

    Na hora de corrigir esse exercício, reforce a ideia de que o texto jornalístico foca no fato sobre o qual informa. Neste caso, o jornalista que produz a matéria não se revela, porque ele está concentrado em passar informações sobre o fato de que tratará e não pode falar de si próprio, ou do que pensa sobre aquele acontecimento. Sendo assim, haverá predomínio de verbos na 3ª pessoa. Os verbos em 1ª pessoa só aparecerão em citações externas ao jornalista, na fala dos entrevistados quando estes aparecem no texto entre aspas. Além disso, mostre que as notícias precisam ser objetivas, passar a informação com bastante clareza. Nesse aspecto, haverá predomínio de frases na ordem direta (sujeito + verbo + objeto), que são mais fáceis de entender, levando os leitores direto ao ponto.

    Se ainda houver dificuldade da parte de algumas pessoas, leve umas frases em ordem indireta e outras em ordem direta. Discuta com a turma quais frases são mais fáceis de entender e vão mais direto ao ponto e quais impõem alguma dificuldade de entendimento. Se julgar pertinente, passe algumas frases em ordem indireta para que as(os) alunas(os) as redijam em ordem direta, tornando-as mais claras e acessíveis.
Etapa 6: Hora de publicar! – Preparando a versão final da notícia (1 aula)

Objetivos:

  • Autoavaliar a produção inicial a partir de grade específica para o gênero.

  • Reescrever o texto produzido na etapa 1, melhorando-o nos aspectos que forem necessários.

Atividades:

  1. Inicie uma rápida conversa com a turma para perceber o que aprenderam sobre o gênero notícia: encaminhe perguntas que dêem conta de tratar das várias dimensões estudadas em classe.

  2. Entregue a cada estudante uma grade de autoavaliação que você terá produzido antes. Esse quadro norteará a análise da produção inicial e permitirá que a versão final seja produzida com as correções necessárias. Exemplo de grade de autoavaliação:

     

    Item a ser verificado

    Já está bom

    Precisa melhorar

    Tema e intenção

    A notícia trata com precisão do fato que ela se propôs a noticiar?

     

     

    Estrutura e linguagem

    Manchete: O título de sua notícia traz o fato principal noticiado, com verbo no tempo presente?

     

     

    Linha fina: seu texto tem um subtítulo que traz um acréscimo à informação principal do título?

     

     

    Lide: o parágrafo inicial de seu texto sintetiza as informações da notícia e responde às questões básicas: QUEM? O QUÊ? QUANDO? ONDE? POR QUÊ?

     

     

    Verbos: os verbos do corpo do texto correspondem ao tempo relativo ao evento noticiado?

     

     

    Correção: A notícia respeita as convenções de escrita? Está bem pontuado?

     

     

  3. Faça uma leitura da grade com a turma e esclareça pontos que ainda pareçam de frágil entendimento. Em seguida, entregue os textos que as(os) estudantes produziram no início dos trabalhos e oriente-as(os) a checarem cada item em seus textos, assinalando as colunas: JÁ ESTÁ BOM, se o item foi totalmente atendido; PRECISA MELHORAR, se o item precisar de ajustes.

  4. Depois que a tabela foi totalmente preenchida é hora de produzir a versão definitiva das notícias. Cada estudante será responsável por reescrever a sua produção inicial, ajustando-a às necessidades do gênero e deixando-a pronta para a publicação. Se não houver tempo para concluir na aula, a atividade poderá ser concluída em casa desde que seja devolvida na próxima aula.

  5. A culminância do trabalho é a publicação dos textos conforme acordado no início dos trabalhos. Você terá decidido, em comum acordo com a turma, se publicará todos os textos ou selecionará os melhores, ou o melhor, para publicação. A turma pode participar dessa seleção caso a publicação seja só de alguns textos.

Referências

Sobre a autora

Sobre a autora

Ana Cláudia Costa Fontana é mestra em Linguagem, Identidade e Subjetividade pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua como professora de língua portuguesa na rede pública estadual do Paraná há 27 anos. Também trabalha como professora de língua portuguesa e redação para o ensino fundamental (anos finais) e como professora de gramática para o ensino médio na rede privada de ensino na cidade de Ponta Grossa - PR.

Contato: costafontana@gmail.com

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