Saltar para o conteúdo Saltar para o menu Saltar para o rodapé Fale conosco
Portal da Olimpiada de Lingua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Linkes rede sociais.        
Assunto: null
Autor: Daniel Benjamin de Oliveira

O curso on-line "Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas" propõe aos professores e professoras que escrevam uma resenha sobre um produto cultural. As inscrições para o curso serão abertas no dia 30/03, às 10h (clique aqui para saber mais).

Veja abaixo uma resenha escrita pelo professor Daniel Benjamin de Oliveira, sobre o jogo virtual “Pontos de Vista”.  

Os jovens e adolescentes dos anos 90 passaram longas horas diante de tevês conectadas a videogames. Nesse período, faziam sucesso os, então modernos, consoles de 8 bits: Master System e Nintendo (NES). Se comparados às tecnologias disponíveis atualmente, os joguinhos em 8 bits eram bastante simples. Mas os jogos, os enredos e competições já eram elementos presentes e suficientemente fortes para garantir a diversão. 

Nesse mesmo espírito dos jogos eletrônicos de 8 bits dos anos 90, o Programa Escrevendo o Futuro lançou, em 2019, o jogo “Pontos de vista”. Com a mesma estética 8 bits dos jogos de outrora, essa plástica sonora e visual dos jogos de quase trinta anos atrás, “Ponto de vista” busca entreter e ensinar a juventude contemporânea. O jogo é um bom aliado do professor na tarefa de desenvolver, nos alunos das séries iniciais e finais, as tão fundamentais habilidades de argumentar e opinar. Aqui, o gênero Artigo de opinião é trabalhado de maneira desafiadora e prazerosa. 

Em entrevista publicada no Portal Escrevendo o Futuro, a professora de língua portuguesa Ana Paula Severiano, que trabalhou na criação do jogo, informa que jovens entre 9 e 17 anos foram ouvidos em uma pesquisa na fase de desenvolvimento do projeto e, segundo ela, as contribuições desses jovens foram consideradas e “inspiraram a criação”. 

No jogo “Pontos de vista” há três fases e em cada uma delas o usuário tem a possibilidade de explorar um assunto diferente. São elas: 

1. Fato ou boato

2. Meu corpo, meus padrões; 

3. Participação política. 

Seja qual for a fase escolhida, o jogador receberá, inicialmente, as mesmas instruções de navegação. Estas são instruções básicas sobre o que fazer e sobre o que representam os ícones (pins) que aparecerão no jogo. Após as instruções iniciais, os jogadores recebem uma contextualização da fase escolhida e se lançam na agradável experiência de aprender brincando. 

Em “Pontos de vista”, os estudantes terão a oportunidade de refletir, por exemplo, sobre os “FATOS E BOATOS” que circulam, especialmente, nos meios digitais. Vão entender que o que hoje conhecemos como “fake News” é uma antiga estratégia de manipulação de informação, potencializada pelas redes sociais eletrônicas. 

O estudante-jogador verá que nos anos 1960, durante a Guerra Fria, para negar que os Estados Unidos estavam à frente na corrida espacial, a União Soviética disseminou o boato de que o homem nunca esteve na lua. Já em outra fase, o jogador conhecerá a história de Helena, uma jovem de 12 anos, que decidiu desabafar sobre perseguições que sofreu na escola e na internet. A história de Helena demandará dos alunos busca por informações que lhes permitam escrever para o blog da escola. Nesse processo será necessário refletir sobre padrão de beleza, bullying e cidadania. Na última fase de “Pontos de vista”, os jogadores terão oportunidade de refletir sobre “PARTICIPAÇÃO POLÍTICA”. O ponto de partida dessa reflexão será a pichação encontrada por um dos personagens do jogo no muro de sua escola. A mensagem pichada diz: “Se votar mudasse o mundo, seria proibido”. Ao longo da partida, outras frases em outros muros vão surgindo e alimentando uma discussão que poderá render bons debates e boas produções escritas. 

De maneira lúdica e reflexiva “Pontos de vista” permite uma rica experiência de ensino e de aprendizagem para professores e estudantes. Para os estudantes, a ferramenta permite desafios e interação; para o professor, uma divertida oportunidade de engajar suas turmas na maravilhosa arte de aprender mecanismos que tornam as ações discursivas do opinar mais sólidas e fundamentadas. 

Um ponto falho do projeto é que a versão para computador – que foi utilizada para produção dessa análise – não pode ser instalada. Com isso, para acessar o jogo é necessário estar conectado à internet, o que para muitas escolas brasileiras, infelizmente, ainda é algo bastante difícil. 

O jogo está disponível para celulares com sistemas Android e IOS. Para os que preferem jogar no computador, isso também é possível acessando Jogos de Aprendizagem, na área "Recursos" do Portal Escrevendo o Futuro.

Conheça o jogo:


Conteúdo relacionado

Mais conteúdos sobre o Assunto

Comentários

Ver mais comentários

Adicionar comentário

Olá, visitante. Para fazer comentários e respondê-los você precisa estar autenticado.

Clique aqui para se identificar

Título

Fim do conteudo.
inicio do rodapé
Parceiros
Fundação Roberto Marinho
 
Futura
 
Undime, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
 
Conséd, Conselho Nacional de Secretários de Educação
Coordenação técnica
Cenpec, Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
Iniciativa
Itaú
 
Ministério da Educação
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP
Central de atendimento: 0800-7719310
Fim do rodapé