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Autora: Marina Almeida
14 Julho 2021

Premiação de 2019 para professores e estudantes precisou ser adaptada ao formato remoto; recompensas incluem equipamentos eletrônicos e assinaturas de livros, revistas e jornais

A premiação para professores e estudantes vencedores da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, realizada em 2019, previa viagens e cursos visando à formação e à ampliação do capital cultural. Com a pandemia, porém, as ações precisaram ser reestruturadas. “Fizemos mudanças, mas mantendo a ideia de uma premiação que equivalesse em valor ao que investiríamos com essas imersões e que mantivesse esses dois eixos: de ações formativas e de ampliação do repertório cultural. Também agregamos a aquisição de equipamentos eletrônicos, que fazia todo sentido naquele momento de atividades remotas”, explica Cláudia Petri, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa no Itaú Social.

Foram organizados cursos para os três públicos diferentes – professores, estudantes de Ensino Fundamental e de Ensino Médio –, além de rodas de conversa com diferentes autores e especialistas, e assinaturas de jornais, revistas e livros. Entre os equipamentos eletrônicos, os vencedores receberam notebooks, acessórios e pacotes de internet. “Além disso, no caso dos professores, fizemos uma parceria com o Instituto Singularidades para oferecer um combo de cursos que eles podem escolher para cursar ao longo de 2021”, conta Cláudia.

Nesta série de três reportagens, vamos conhecer as formações realizadas com os professores, com a Pedagogia da Cooperação; com os estudantes do Ensino Fundamental, que envolveu práticas de leitura e produção escrita; e com os alunos do Ensino Médio, voltada para a produção audiovisual.

Os equipamentos eletrônicos e o pacote de dados para os premiados também foram importantes para permitir que professores e estudantes de diferentes regiões do país tivessem acesso às formações remotas. “A crise sanitária nos obrigou a refletir sobre a metodologia do ensino remoto, os recursos digitais como estratégia de ensino e aprendizagem e, também, repensar como engajar estudantes e professores nas práticas contemporâneas da linguagem”, esclarece Maria Aparecida Laginestra,  coordenadora do Programa Escrevendo o Futuro no Cenpec Educação.

Formação audiovisual

A formação para os alunos do Ensino Médio – vencedores nas categorias Documentário e Artigo de Opinião – foi realizada em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o Canal Futura, que realizaram uma edição especial do programa Diz Aí. “Nesse ambiente acolhedor, os estudantes de diferentes regiões brasileiras ganharam voz e vivenciaram, no transcorrer das oficinas remotas, um espaço de diálogo, escuta, interação e reflexão que culminou na produção audiovisual”, conta Maria Aparecida.

“Desde 2008, o Diz Aí realiza oficinas com jovens utilizando o audiovisual como ferramenta de transformação social e empoderamento das juventudes, que pedem para ser escutadas”, conta Fabiana Cecy, da Gerência de Implementação do Canal Futura. Ela explica que a partir da temática das territorialidades foram discutidos outros temas como saúde, saúde mental, identidades e direito à educação na pandemia.

“Pertencimento, identidade, raízes, ancestralidade, história pessoal, migração, ética, cultura, educação, desigualdade, conectividade, fizeram parte das conversas e alimentaram a produção multimídia dos grupos. Para além de experienciar as práticas audiovisuais na formação on-line – roteiro, captação de imagens e edição no celular –, os grupos fizeram planos de comunicação para divulgação de suas produções em redes sociais, YouTube, canal da escola, blogs e sites”, descreve Maria Aparecida.

Tempos da educação

Após atividades e discussões conjuntas, os jovens se dividiram em três grupos para a realização de documentários de até dois minutos. Vencendo os desafios de conexão, eles desenvolveram todo o trabalho on-line – da definição do tema e elaboração do roteiro à gravação e edição dos vídeos. “Todos trazem o universo da educação em seus vídeos, que é uma preocupação muito grande deles neste momento. Estão pensando o passado, o presente e o futuro da educação. Nos documentários, eles abordam a educação não formal, que passa de geração em geração, trazem dicas para ser um bom aluno on-line e refletem sobre seu futuro no contexto de ensino remoto”, aponta Fabiana.

Iana Daise Alves da Silva Marinho, de Aliança (PE), vencedora na categoria Documentário, já gostava de fazer vídeos pessoais ou com amigos, mas conta que o contato com os profissionais a inspirou a seguir carreira na área. “Gosto muito de conversar com pessoas que trabalham com audiovisual e com quem se identifica com a arte de criar narrativas. Gostaria que estivéssemos todos juntos no mesmo lugar, de forma presencial, mas ter uma formação on-line é muito bom porque podemos estar junto mesmo de lugares distantes.”

Para a produção do documentário, cada um fez gravações em suas casas e ela reuniu e editou todo o material. “Gostei muito do tema abordado no nosso documentário, que foi sobre ancestralidade e costumes que são passados de geração em geração. Eu gravei pedindo a bênção à minha avó, porque acho que é importante as pessoas verem que sempre carregamos essas tradições. Mesmo se você não for religioso, pode pedir a bênção à sua avó ou ao seu avô.”

Fernanda de Souza Fagundes, de Rebouças (PR), vencedora na categoria Artigo de opinião da Olimpíada em 2019, conta que ficou na dúvida sobre participar da formação, porque não conhecia o projeto e por ser muito tímida. Além disso, ela já concluiu o Ensino Médio, cursa faculdade de Pedagogia e estava em época de provas e trabalhos. Mas a jovem conta que se surpreendeu: “achava que ia ficar ouvindo discursos, mas todas as atividades realizadas foram de grande valor. No início foi difícil ligar a câmera e falar, mas depois era como se eu tivesse entre meus amigos numa roda de conversa”.

Ela lembra que uma das atividades propostas era fazer uma foto que representasse o lugar onde mora. “Sou do Sul e tirei uma foto do pinhão e do pinheiro, porque vivo rodeada por eles. Ver as pessoas de outros lugares comentando que era um lugar bonito e que também gostavam de pinhão fez eu me sentir conectada com eles e com mais vontade de participar”. Ela ainda conta que sabia muito pouco sobre audiovisual e hoje sabe como captar as melhores imagens, pensar na iluminação e enquadramento.

Fernanda se preocupa com a profissional que irá se tornar, já que sua graduação acontece de forma on-line desde o ano passado, e que o tema deu origem ao Documentário de seu grupo. “Fizemos um questionamento sobre o futuro das crianças e jovens depois da pandemia e do estudo de forma on-line. Muita gente se identifica porque está vivendo isso agora. De alguma forma esse vídeo representa muitos, senão a maioria dos jovens hoje.”

Ela ainda vê outros benefícios do projeto. “Muito mais que apenas ensinar a gravar um vídeo de forma correta, essa formação permitiu que eu me conhecesse um pouquinho mais. Percebi que tenho capacidade de defender o que quero, de falar o que penso, de ter voz, coisa que eu não tinha antes por timidez”.

Iana, Fernanda e alguns outros jovens ainda foram convidados para participar de uma série para o Futura, que transforma os temas abordados nas oficinas em episódios de 10 minutos no canal. “Os jovens são protagonistas da realização, pensam o que mostrar do seu território, fazem a captação das imagens. É um projeto de conexão com as juventudes para além do audiovisual”, explica Fabiana.


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Futura
 
Undime, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
 
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Coordenação técnica
Cenpec, Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
Iniciativa
Itaú
 
Ministério da Educação
Programa Escrevendo o Futuro / Olimpíada de Língua Portuguesa
Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP
Central de atendimento: 0800-7719310
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