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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª Olímpia
Pergunta:

Queridos educadores,

Parece que vocês gostaram da ideia da enquete sobre cada um dos passos da Sequência Didática (SD), não é mesmo? Em poucos dias, tivemos centenas de acessos... Muito obrigada pela entusiasmada participação!

 

Então, não vamos perder tempo, pois as inscrições para a 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro estão abertas, e o trabalho na sala de aula já deve começar!

Bem, para seguir todo o percurso com vocês, começaremos falando sobre o assunto mais votado até o momento: a relação entre gênero e SD.

Tentarei deixar essa prosa leve e didática, a fim de promover uma reflexão bem certeira, combinado? Há três pontos essenciais a destacar:

 

1. De forma bem simples, é possível entender os gêneros do discurso como modos de dizer, próprios para diferentes situações de comunicação. Assim, por exemplo, podemos nos ver diante de uma cena escolar cotidiana, em que um coordenador precisa alertar os professores sobre a mudança de horário de uma reunião e, para tanto, escolhe a produção de um gênero oral, o recado. Do mesmo modo, um aluno se vê diante de uma polêmica em sua cidade e, para evidenciar a questão, assim como anunciar seu ponto de vista, escolhe o gênero artigo de opinião. Isso significa que é a situação que convoca o gênero que, ao ser produzido, permite a conquista do objetivo proposto. Nós, professores, precisamos conversar bastante sobre isso com os alunos, a fim de que entendam que aprender gêneros é, acima de tudo, aprender a utilizar a língua, de modo consistente e preciso, para a conquista de objetivos, dentro e fora da escola.

 

2. Quando se toma a decisão de ensinar gêneros discursivos, é preciso compreender que eles passam a ser a nossa unidade de trabalho, ou seja, a partir da seleção de um gênero, haverá a articulação com todos os eixos de ensino da Língua. Isso significa dizer que as práticas de leitura, oralidade, produção escrita e análise linguística serão planejadas e desenvolvidas em função do gênero que se deseja ensinar. Desse modo, ao invés de pensarmos no gênero apenas nos momentos de produção e revisão, é fundamental adotarmos o trabalho com diferentes e diversos exemplares de textos desse gênero, a fim de promover o estudo processual, com base em distintos elementos, quer seja voltado a capacidades de leitura essenciais para a apreciação de um poema, por exemplo, quer seja para a análise de rimas e a construção de versos, entre tantas outras possibilidades. O essencial é pensarmos que o gênero poema, seguindo o exemplo, será foco de nossa ação em sala de aula e que de acordo com cada expectativa de aprendizagem, nós professores poderemos levar os alunos a investigar e analisar aspectos textuais, discursivos e linguísticos (inclusive com a ajuda de “gêneros irmãos”, como costumo dizer, que apresentam a mesma característica que se quer evidenciar) que promovam a elaboração de textos reflexivos e “autorais”; retratos do lugar onde vivem e das questões que os cercam, os inspiram e mobilizam o pensar, questionar, querer dizer.

 

3. Esse trabalho pautado no gênero discursivo pode seguir diferentes caminhos, do ponto de vista metodológico (do “como fazer”). Na Olimpíada, escolhemos um modo de caminhar, a sequência didática, tal qual proposta pelos autores Joaquim Dolz e Bernard Schneuwly. Como vocês sabem, não apenas pela SD um gênero pode ser ensinado, mas, aqui no Programa, entendemos que a SD, isto é, a sequência articulada de atividades, que se organizam como oficinas, seja um caminho promissor! E porque temos convicção disso, organizamos a Coleção da Olimpíada, composta pelos Cadernos Virtuais, pensados para os quatro gêneros do concurso: poemas, memórias literárias, crônica e artigo de opinião. Nesse material, vocês encontrarão todas as orientações didáticas para o ensino desses gêneros, englobando as etapas, com oficinas voltadas para diferentes e essenciais aspectos, assim como links para sites, vídeos, áudios e jogos virtuais.

Agora, pra finalizar, uma dica preciosa: comece já a ler, estudar e analisar o Caderno do Professor, em função do gênero que pretende trabalhar com os alunos. Quanto antes começar o trabalho, mais tempo terá, tanto para um bom diagnóstico, quanto para a vivência das oficinas, visando à produção final. Mas esses são assuntos para outras prosas, certo?

Para aquecer os motores:

-               Cadernos Virtuais da Olimpíada;

-               Palestra do professor Joaquim Dolz, no Seminário Internacional Escrevendo o Futuro, realizado em 2015;

-               Texto “Gêneros textuais no espaço extra-escolar e na sala de aula”, de Beth Marcuschi e Maria da Graça Costa Val (revista Na Ponta do Lápis, nº 9);

-               Texto “O conceito de gênero textual e seu uso em aula” (revista Nova Escola);

-               Link para inscrição no concurso de textos (para quem ainda não fez!).

 

Bj carinhoso, obrigada e até já,
Olímpia

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