Saltar para o conteúdo Saltar para o menu Saltar para o rodapé Fale conosco
Portal da Olimpiada de Lingua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Linkes rede sociais.        

Pergunte a Olímpia

Inicio do conteudo

Pergunte à Olímpia: Navegue pelas perguntas abaixo utilizando as setas e tecle enter para acessar a pergunta.

Autor Profª Marilúcia
Pergunta:

 

Desenvolvi um plano de aula a partir do material da Olimpíada. Desejo enviá-lo a você com o objetivo de que leia, acrescente e responda se estou no caminho certo, pois com todo empenho que dedico aos meus alunos, "esbarramos feio" no momento da produção do texto final.

Mesmo tendo os cadernos com as oficinas muito bem explicadas, fazemos ainda, a partir deles, uma sequência didática.

Moro em Souto Soares, no interior da Bahia, e leciono na Escola Municipal Rui Barbosa, no povoado de Segredo.

Aguardo resposta.

Marilúcia

 

 

 

 

Cara professora Marilúcia,

Sua mensagem chegou em boa hora, pois o olhar para a produção final dos alunos, após as vivências nas oficinas propostas pela Olimpíada, merece realmente uma boa conversa. Então, vamos lá!

Gostaria de começar falando sobre a importância do planejamento, mencionado em seu texto, para o trabalho com os “gêneros olímpicos” (Poema, Memórias literárias, Crônica e Artigo de opinião) e, na realidade, com qualquer gênero ou conteúdo que se pretenda ensinar.

Como bem sabemos, os Cadernos do Professor oferecem um amplo ”passeio pelos gêneros”, no sentido de que foram pensados para que os professores pudessem ter um norte a seguir, em função de oficinas voltadas aos principais focos de trabalho com cada gênero. Isso significa dizer que, com os Cadernos em mãos, o professor deve investigar o conhecimento dos alunos sobre o gênero que pretende ensinar para, então, eleger as oficinas necessárias e condizentes à realidade de cada turma. Do mesmo modo, outras atividades, para além das apresentadas, poderão integrar o planejamento, sempre em função das necessidades dos alunos.

Outra questão igualmente importante para as ações em sala de aula refere-se à possibilidade de trocar informações entre os pares na escola, ou seja, elaborar um plano que possa ser discutido pela equipe pedagógica e até ajustado em função de contribuições dos colegas. Bem sei que nem sempre podemos fazer isso, mas entendo que o trabalho com as sequências didáticas requer diálogos e parcerias; afinal, como dizem por aí, várias cabeças pensam melhor do que uma, certo?

Trocando ideias e compartilhando dúvidas, você e os demais professores da escola poderão se beneficiar e aprender mais sobre os gêneros e modos de realizar as propostas. Falando nisso, vi que você salientou que faz uma sequência didática após as oficinas apresentadas nos Cadernos da Olimpíada e gostaria de dar uma sugestão: como as atividades presentes nesse material já evidenciam o trabalho com gêneros em função da metodologia de sequências didáticas (SD), pensadas em passos/oficinas para o ensino, ao invés de você desenvolver outro percurso com seus alunos, entendo valer mais a pena investir em complementar as propostas já existentes nos Cadernos, de forma a permitir que cada turma possa encontrar outras atividades sobre os pontos que requerem maior estudo e análise.

Agora, falando sobre a produção final e o fato de vocês ”esbarrarem feio” ao término da SD, vejo que a questão central, se bem entendi, seja a de olhar para os textos e não poder chamá-los de final, ainda que produzidos no fim do trabalho, certo?

Para tentar resolver a questão, tenho duas dicas: a primeira, vinculada a propostas de reescrita, e a segunda, voltada à vivência de cada oficina e a elaboração de uma lista de controle.

No caso das propostas de reescrita, vale investigar formas de favorecer o trabalho dos alunos, como a reescrita coletiva, o texto com abas, o bilhete orientador e a grade de avaliação (essa última apresentada nos Cadernos da Olimpíada). Para tanto, confira as orientações esclarecedoras de Luciene Simões, na videoconferência “Caminhos para a reescrita” e no texto sobre bilhete orientador, publicado na Revista Na Ponta do Lápis, ”Conversa vai, escrita vem”.

Quanto à produção de uma lista de controle pelos alunos, os estudiosos dos gêneros do discurso sugerem que, ao longo do processo da SD, características e elementos do gênero descobertos pela turma sejam anotados, de modo que, ao final das oficinas, uma lista completa, com todos os aspectos estudados, possa ser consultada pelos alunos, a fim de ajudá-los na escrita do texto. Assim, eles terão um guia para lembrá-los de tudo que precisará aparecer no texto para poder chamá-lo de versão final!

Para terminar, não deixe de conferir as novidades da Olimpíada para 2014: os Cadernos Virtuais, com os 4 gêneros em destaque, além de vídeos, textos e jogos que certamente contribuirão para o trabalho aí na Bahia e em todos os cantinhos do Brasil.

Obrigada pelo envio da pergunta e muito sucesso!

Um abraço e até já,

Olímpia

Comentários

Ver mais comentários

Adicionar comentário

Olá, visitante. Para fazer comentários e respondê-los você precisa estar autenticado.

Clique aqui para se identificar

Título

fim do conteudo
inicio do rodapé
Parceiros
Fundação Roberto Marinho
 
Futura
 
Undime
 
Conséd
Coordenação técnica
Cenpec
Iniciativa
Itaú
 
Ministério da Educação
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP
Central de atendimento: 0800-7719310
Fim do rodapé