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Autor Profª. Olímpia
Pergunta:

Com base nos relatos compartilhados por educadores(as) sobre a volta às aulas presenciais, Olímpia mostra como os Mapas de Foco da BNCC podem ajudar as redes a corrigir distorções de aprendizado.

 

Dedicadas(os) Professoras(es)

Com as publicações iniciais no nosso mural, inaugurado no texto “Hora de compartilhar as inquietações pedagógicas!”, pudemos começar a melhor compreender as maneiras como vocês se colocam diante da questão proposta por lá, a saber, Como cada educador(a) tem vivido o retorno às aulas presenciais e quais assuntos gostaria de ver nos próximos textos?

Entre outros aspectos, saltaram aos olhos a necessidade de auxiliar professores(as), no caso de gestores(as), e estudantes na retomada da aprendizagem, considerando as dificuldades e as limitações impostas pela pandemia, como anunciaram os dizeres compartilhados em nosso último mural:

“Ao retornarmos às aulas/22, percebemos o quão desinformados estão nossos estudantes, alguns pararam no tempo, principalmente os adolescentes em primeiras séries do NEM. No Fundamental, assim como no ano anterior, observamos a defasagem de conhecimentos gerais, de leitura e compreensão textuais e também na escrita de pequenos textos (de 6ºs a 9º anos)” - palavras compartilhadas por um(a) educador(a) que não se identificou

“Momento de muita tensão, preocupação de como recomeçar para recuperar aprendizagem dos alunos, principalmente em se tratando de turmas que são aplicadas avaliações externas (de larga escala)” - trecho do relato de Maria José G. Dias, professora do município de Aquiraz-CE

“[...]muito preocupada com o retorno, pois os alunos não conseguem acompanhar os conteúdos propostos em leitura e escrita” - inquietações de Vanderluce Rufino, coordenadora pedagógica

Diante de contextos como os acima retratados, precisamos proceder com agilidade e precisão, na tentativa de, a partir de uma avaliação diagnóstica, eleger caminhos para recompor aprendizagens e favorecer a construção efetiva de conhecimentos. Como destacou no mural a professora Marilene Aparecida A. F. de Oliveira, do município de Brunópolis-SC, “os educadores precisam de orientações e estudos sobre metodologias, instrumentos entre outros que os auxiliem”.

Nessa direção, ganham destaque os Mapas de Foco da BNCC (2021), iniciativa do Instituto Reúna em parceria com o Itaú Social, definidos como um recurso de apoio às redes para “focalizar a correção de distorções e desvantagens educacionais em processo e durante as aulas, isto é, prescindindo da organização de classes de aceleração ou turmas de recuperação paralela” (p.06).

Considerando o contexto da pandemia, tais Mapas “possibilitam, partindo-se da Base, a priorização das aprendizagens, considerando as relações que estas estabelecem com as unidades temáticas, os objetos de conhecimento, as demais habilidades previstas para o ano/ etapa e suas progressões, e o desenvolvimento integral” (p.06).

Assim, ao tomarmos como referência o documento “Mapas de foco da BNCC – Ensino Fundamental, Língua Portuguesa”, encontramos a condição de analisar e selecionar as habilidades propostas na BNCC a partir de três grupos (p.08):

  1. Aprendizagens focais (AF)são as habilidades relevantes para a vida de hoje, inegociáveis e essenciais para aprender e avançar em um componente ou nos componentes da área, não só no ano vigente. São aquelas sobre as quais as disciplinas se fundam. Interdisciplinares e integradoras, relacionam-se com habilidades de outras disciplinas e anos anteriores ou posteriores. Influenciam mais fortemente o desenvolvimento das competências gerais, de áreas e/ou específicas.
  2. Aprendizagens Complementares (AC)- habilidades que complementam ou podem ser desenvolvidas junto às aprendizagens focais, para atender possibilidades de fazer indivíduos ou grupos avançarem por já terem conquistado as aprendizagens focais.
  3. Expectativa de Fluência (EF) - compreendem os conhecimentos que precisam ser mobilizados com fluência ou automaticidade para facilitar o desenvolvimento das AFs restantes dentro daquele ano ou dos seguintes.

É importante lembrar que a seleção das habilidades da BNCC prevista pelos Mapas de Foco deve ser guiada pelo desenvolvimento de 4 ações, entendidas como passos fundamentais nesse processo: 1. análise e seleção criteriosa das habilidades classificadas como focais; 2. adoção de um olhar sistêmico; 3. estabelecimento de relações entre as habilidades focais e aquelas consideradas complementares ou expectativas de fluência e, ainda, 4. orientação para o planejamento.

Para evidenciar a organização dos Mapas de Foco, segue a tela abaixo, considerando a reflexão proposta para o 6º ano do Ensino Fundamental (p.154) e envolvendo a realização de uma entrevista (essencial no trabalho com o “gênero olímpico” Memórias literárias):

Do lado esquerdo, observa-se a lista de habilidades previstas para o 6º ano do EF, com a legenda logo abaixo, indicando por cores o eixo de ensino contemplado pela habilidade. Para cada habilidade destacada, apresentam-se: o campo de atuação de referência, a descrição, as competências relacionadas, os objetivos de aprendizagem e, ainda, os comentários atrelados ao trabalho pedagógico. A classificação da habilidade aparece em destaque do lado direito da tela (AF), assim como as habilidades relacionadas àquela destacada.

Vale salientar a questão da progressão das aprendizagens, localizada na linha horizontal vermelha, no alto da tela, onde é possível verificar a progressão daquela habilidade em foco no decorrer dos anos do Ensino Fundamental. No exemplo, a habilidade EF67LP24 ganha em complexidade pelo trabalho desenvolvido pela habilidade EF89LP26 (8º. e 9º. anos).

Para saber mais sobre os Mapas de Foco e iniciativas atreladas ao Ensino Médio, consultem:

Finalizo com trechos de uma publicação no nosso mural, que expressa a sensibilidade necessária para o momento, aliando investigação, análise e afetividade, em busca de formas reflexivas para favorecer a aprendizagem:

“Procuramos dialogar com nossos pares a fim de encontrar alento e propostas de soluções para as dificuldades vividas. O momento não é para desespero, afinal com ele nada podemos fazer. O momento é de compartilhar inquietações e juntos buscar formas de agir, mesmo que aos pouquinhos. [...] Acredito também que é hora de olhar para os nossos alunos de forma empática e não esperarmos uma evolução imediata, mas um progresso aos poucos com uma metodologia clara com objetivos reais, e acima de tudo com paciência, entendimento e esperança” - palavras compartilhadas por um(a) educador(a) que não se identificou

Continuem deixando reflexões e inquietações no nosso mural, a fim de podermos pensar juntos(as)!

Criado com o Padlet

Um abraço carinhoso, obrigada e até já,

Olímpia

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