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Pergunte a Olímpia

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Pergunte à Olímpia: Navegue pelas perguntas abaixo utilizando as setas e tecle enter para acessar a pergunta.

Autor Profª. Olímpia
Pergunta:

A partir das perguntas enviadas pelos professores, Olímpia explica como não confundir Relato de prática com relatório, artigo científico ou a produção escrita da turma, entre outros. Confira!

 

Não confunda mochila chocante com gorila mutante. (...)

Não confunda picolé salgado com jacaré mimado. (...) 

Não confunda queijo e uma mordida com beijo de despedida.

Furnari, Eva. Não Confunda. SP: Moderna, 2011

Queridos leitores e queridas leitoras

No dia 20 de maio, foi encerrado o período para adesões e inscrições na 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa. Agora, contando com milhares de professores e professoras inscritos, nosso maior objetivo por aqui será acompanhar os passos de vocês, apoiando e mobilizando a atenção de todos e todas para o efetivo trabalho com as turmas e o bem ajustado encaminhamento de materiais. Vamos seguir juntos(as)?

Antes do próximo passo, uma breve pausa para uma contextualização: ao longo das edições, um dos presentes que ganhei ao integrar a equipe técnica do Programa Escrevendo o Futuro foi conhecer e muito aprender com parceiros(as) da Rede de Ancoragem da Olimpíada. Um grupo “bem sabido” e engajado de docentes de universidades públicas, assim como educadores(as) do Consed e da Undime de todo o país. E foi no contato com os talentos e os encantos de uma docente, a profa. Dra. Lícia Maria Freire Beltrão (UFBA), que surgiu a ideia de compor esse texto. Nas palavras da adorável profa. Lícia, “temos de pensar em um caminho diferente para dizer aos professores e professoras o que é e o que não é Relato de prática. Uma maneira brincante, por exemplo, como Eva Furnari, em ‘Não Confunda’, pode funcionar!”.

Assim, inspirada por esse instigante chamado, passo a compor meus escritos, ainda que na ausência de rimas (falta-me talento! rs), mas em função de uma cuidadosa análise das perguntas anunciadas por participantes do 3º webinário, realizado em 20 de maio, sobre Relato de prática. Confiram abaixo os enunciados centrais e, ao clicar em cada um deles, meus comentários:

Não confunda Relato de prática com relatório.

No Relato de prática, o exercício reflexivo do professor e da professora é olhar para o todo das experiências com a turma e eleger um foco para a análise no texto. Assim, diferente de um relatório, no qual precisam ser destacados diferentes pontos, passos e a trajetória da construção de conhecimentos para a aprendizagem, o Relato de prática parte de uma contextualização geral da realidade, acompanhada pela memória desse percurso para convocar uma questão focal, a qual merecerá todo o investimento na narração, descrição/exemplificação e análise crítica.

Não confunda Relato de prática com artigo científico.

Na produção de um artigo científico, nosso fôlego maior volta-se à fundamentação da questão a ser tratada, convocando dizeres de autores(as) que corroboram nossos achados, buscando articular as vivências da prática pedagógica às vozes teóricas que sustentam, evidenciam e justificam a pertinência e a contribuição de tal fazer. No Relato de prática, entretanto, nosso maior fôlego está na exploração reflexiva do foco eleito para o texto e, para tanto, até podemos recorrer a uma ou outra voz teórica, sem perder de vista que o essencial é apresentar, analisar e convocar evidências que sustentem o que está sendo relatado, como ações desenvolvidas, a voz dos(as) estudantes, uma atividade, entre outras escolhas.

Não confunda Relato de prática com a produção escrita da turma.

O Relato de prática é o texto escrito pelo professor(a), no qual um foco se impõe pela singularidade da experiência contada a colegas professores(as), na tentativa de inspirar ações docentes com outras turmas. Na 7ª edição da Olimpíada, esse texto docente será acompanhado por outros materiais, a saber, Linha do tempo e Álbum da turma, que são produções dos(as) estudantes.

Não confunda Relato de prática com Linha do tempo e Álbum da turma.

Todos esses materiais deverão ser enviados para as Comissões Julgadoras, e cada um deles tem sua configuração. O Relato de prática é o texto elaborado pelo(a) docente, em função das experiências vivenciadas com a turma de estudantes, sendo eleito um foco para análise e reflexão. A Linha do tempo é o conjunto de seis produções elaboradas por estudantes da turma e, para selecioná-las, o(a) professor(a) e sua turma deverão apreciar os textos finais do gênero discursivo trabalhado (poema ou memória literária ou crônica ou artigo de opinião ou documentário) e escolher a produção final de dois estudantes, elaborada individualmente (no caso dos gêneros escritos) e duas produções finais, dois documentários, de seis estudantes (o documentário é feito em trios, então, serão dois trios selecionados). Feita essa escolha, será a hora de compor a Linha do tempo, isto é, retomar as oficinas do Caderno Docente que integraram o estudo de determinado gênero discursivo para, assim, selecionar duas produções preliminares de cada estudante (ou de cada trio, no caso do documentário). Um exemplo: em função do trabalho com as oficinas do Caderno Docente Poetas da Escola (gênero poema, 5º. ano do EF), dois poemas (na sua versão final) de dois estudantes, Maria e João, foram escolhidos. A Maria fez uma produção inicial (diagnóstica; reveladora dos saberes iniciais sobre o gênero) e participou das atividades de estudo de poemas, sendo que uma delas foi fundamental para que a Maria entendesse melhor as rimas (oficina 3, “Toda rima combina?”) e fizesse um uso efetivo delas em seu texto. Então, o(a) professor(a) reunirá a versão inicial do poema da Maria, a atividade significativa sobre rimas feita pela Maria e a versão final do poema dela, somando três produções da Maria. No caso do João, por exemplo, ele produziu a versão inicial e também uma intermediária (no meio do processo), além, claro, da produção final. Então, serão encaminhadas as produções inicial, intermediária e final do João, somando três textos do João. Assim, teremos as seis produções que integrarão a Linha do tempo. Por fim, o Álbum da turma é o registro do trabalho coletivo, podendo ser uma fotografia, um meme, um vídeo-minuto, um áudio com a voz dos estudantes ou qualquer outra produção que seja representativa das vivências da turma no estudo do “gênero olímpico” em destaque.

Não confunda Relato de prática com a descrição das oficinas do Caderno Docente.

Uma questão central na produção do Relato de prática é a escolha do foco. Aqui no nosso Portal, em Tessitura do Relato de prática, vocês encontram perguntas importantes para orientar na definição do foco: O que chama mais a atenção nas suas anotações e reflexões? O que pode ser inspirador para o trabalho de outros colegas? O que você considera mais representativo? Assim, em função de questões como essas, cada professor(a) elegerá um foco para análise, para a relação com uma ou mais oficinas do Caderno Docente, com exemplos de atividades ou mesmo com diálogos dos estudantes. Isso significa que o Relato de prática não deve descrever todas as oficinas realizadas com a turma, mas pode, em função do foco do texto, exemplificar formas pelas quais determinadas atividades para o estudo do gênero foram realizadas, dando lugar de destaque às descobertas ou mesmo às dificuldades da turma. Lembrem-se: cada relato é um retrato reflexivo de um momento particularmente instigante, significativo, relevante do processo vivido com cada turma, seja esse momento permeado por amplo aprendizado ou por muitas dificuldades.

Não confunda Relato de prática com o trabalho voltado à junção de turmas.

Pra terminar, vale lembrar: o Relato de prática, texto escrito pelo(a) professor(a), como tanto aqui já foi dito, refere-se ao trabalho realizado com uma determinada turma de estudantes. Entendemos que, em virtude da pandemia, muitos docentes optaram por juntar diferentes turmas, a partir do acesso de estudantes à internet, de forma a realizar aulas síncronas utilizando ferramentas e plataformas diversas, combinadas ao encaminhamento de atividades impressas para os estudantes sem acesso ao ensino virtual. Diante do objetivo da 7ª edição da Olimpíada de valorizar o protagonismo do(a) docente e de todos(as) os(as) estudantes de cada turma, independente do acesso à internet, no momento de selecionar as seis produções da Linha do tempo e o registro do Álbum da turma, assim como de compor o Relato de prática, o(a) docente deverá considerar cada turma. Assim, se em aulas virtuais ele tem 30 estudantes do 9º. ano, sendo 10 da turma A, 10 da turma B e 10 da turma C, deverá produzir 3 Relatos de prática, com focos distintos, e realizar a seleção para a Linha do tempo e o registro para o Álbum da turma em função dos(as) estudantes de cada turma, ou seja, dos que têm e dos que não têm acesso à internet, valorizando, assim, todas as formas de participação.


Continuo à disposição para novos enunciados “Não confunda”, combinado?

Abraço a todos(as), obrigada e até já,

Olímpia

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