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Autor Profª. Olímpia
Pergunta:

Olímpia reúne conteúdos disponíveis no Portal Escrevendo o Futuro que têm como foco o trabalho com literatura.

 

S. O. S.

O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar

Quem a encontra

Salva-se a si mesmo...

Quintana, Mario. S.O.S. In: Calcanhoto, Adriana (Org.). Haicai do Brasil, RJ: Edições de Janeiro, 2014, p. 41.

Dedicados(as) parceiros(as) de reflexão,

No último texto, conversamos sobre a possibilidade de ampliar nosso olhar para os “produtos formativos” do Portal Escrevendo o Futuro, iniciando nossa prosa pelo diagrama interativo Percursos Formativos, com destaque ao eixo da oralidade, na produção “Oralidade? No Portal, tem!”.

Agora, envolvidos pela sabedoria de Mario Quintana, daremos voz à literatura, um dos campos de atuação do trabalho docente mais significativos, inspiradores e, especialmente, em tempos de pandemia, capazes de “salvar” a cada um(a) de nós.

No meu cotidiano, a literatura (as artes, de uma maneira geral) tem reafirmado sua potência como experiência estética libertadora; uma vivência de humanização e ampliação de mundos para além do que se evidencia na superfície. Já dizia o brilhante Antonio Candido (1988, p. 175), em “O direito à literatura”, que "(...) assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente".

A humanização (e a cura) posta em cena na/pela literatura convoca/resgata em nós a urgência de, nos contextos das relações de ensino e aprendizagem (presenciais ou virtuais), fomentarmos experiências de leitura mobilizadas pelos dizeres de Maria Teresa Andruetto, em “Que todos signifique todos” (2014): "Ler é aprender a entrar na vida e na língua, assim a literatura nos oferece seu mistério porque permitindo-nos entrar em um outro diverso, incluindo-nos em seu mundo e deixando se incluir no nosso, nos abre novas experiências de contato com o sofrimento, o assombro, a dor, o regozijo ou a maldade, ao mesmo tempo em que nos oferece a cura desses sentimentos (...)".

Quando lançamos nosso olhar para o trabalho docente, especificamente em função das considerações da BNCC (Brasil, p. 154-155), encontramos, no campo artístico-literário, a singular oportunidade de colaborarmos com a consistente formação de nossos estudantes:

CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO - O que está em jogo neste campo é possibilitar às crianças, adolescentes e jovens dos Anos Finais do Ensino Fundamental o contato com as manifestações artísticas e produções culturais em geral, e com a arte literária em especial, e oferecer as condições para que eles possam compreendê-las e frui-las de maneira significativa e, gradativamente, crítica. Trata-se, assim, de ampliar e diversificar as práticas relativas à leitura, à compreensão, à fruição e ao compartilhamento das manifestações artístico-literárias, representativas da diversidade cultural, linguística e semiótica, por meio:

- da compreensão das finalidades, das práticas e dos interesses que movem a esfera artística e a esfera literária, bem como das linguagens e mídias que dão forma e sustentação às suas manifestações;

- da experimentação da arte e da literatura como expedientes que permitem (re)conhecer diferentes maneiras de ser, pensar, (re)agir, sentir e, pelo confronto com o que é diverso, desenvolver uma atitude de valorização e de respeito pela diversidade;

- do desenvolvimento de habilidades que garantem a compreensão, a apreciação, a produção e o compartilhamento de textos dos diversos gêneros, em diferentes mídias, que circulam nas esferas literária e artística.

Para que a experiência da literatura - e da arte em geral - possa alcancar seu potencial transformador e humanizador, é preciso promover a formação de um leitor que não apenas compreenda os sentidos dos textos, mas também que seja capaz de frui-los. Um sujeito que desenvolve critérios de escolha e preferências (por autores, estilos, gêneros) e que compartilha impressões e críticas com outros leitores-fruidores.

A formação desse leitor-fruidor exige o desenvolvimento de habilidades, a vivência de experiências significativas e aprendizagens que, por um lado, permitam a compreensão dos modos de produção, circulação e recepção das obras e produções culturais e o desvelamento dos interesses e dos conflitos que permeiam suas condições de produção e, por outro lado, garantam a análise dos recursos linguísticos e semióticos necessária à elaboração da experiência estética pretendida.

Aqui também a diversidade deve orientar a organização/progressão curricular: diferentes gêneros, estilos, autores e autoras - contemporâneos, de outras épocas, regionais, nacionais, portugueses, africanos e de outros países - devem ser contemplados; o cânone, a literatura universal, a literatura juvenil, a tradição oral, o multissemiótico, a cultura digital e as culturas juvenis, dentre outras diversidades, devem ser consideradas, ainda que deva haver um privilégio do letramento da letra.

Compete ainda a este campo o desenvolvimento das práticas orais, tanto aquelas relacionadas à produção de textos em gêneros literários e artísticos diversos quanto as que se prestam à apreciação e ao compartilhamento e envolvam a seleção do que ler/ouvir/assistir e o exercício da indicação da critica, de recriação e do diálogo, por melo de diferentes práticas e gêneros, que devem ser explorados ao longo dos anos.

Diante dos desafios para a apropriação de saberes do universo literário, nosso Portal (na voz de toda a equipe) coloca-se ao lado de todos vocês - professores, professoras, alunos e alunas -, disponibilizando diversificadas possibilidades de reflexão, muitas delas reunidas no espaço “Literatura em movimento”! São entrevistas, artigos, indicações, relatos de leitura, textos literários e pesquisa que oferecem um passeio reflexivo, com direito a muitas “paisagens e paradas”.

Variados textos, publicados na revista Na Ponta do Lápis, também têm contribuído para nos “alimentar tematicamente”. Recentes exemplos estão disponíveis em nosso último número (Na Ponta do Lápis, 35), tanto na seção Entrevista, com a publicação de “Literatura para nos tirar do lugar” (na voz e no fazer potentes de Bel Santos Mayer), quanto na seção Óculos de leitura, que traz inspiradoras reflexões de Esdras Soares e Lara Rocha, no texto “A literatura, os jovens e a escola: caminhos para a leitura literária e a formação de leitores”.

O investimento do Portal na formação continuada “abre os braços” também para acolher e divulgar outras iniciativas criativas, com vistas a alargar nosso repertório de conhecimentos e de experiências com a literatura. Pra terminar, vamos espiar as duas dicas a seguir?

1. Vídeo Juventudes e Literatura: um universo de possibilidades

2. Balada Literária 2020

Aproveitem a experiência da ampla navegação!

Bj carinhoso, obrigada e até já,

Olímpia

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