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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª. Olímpia
Pergunta:

Após desabafo de um professor no “mural de escuta”, Olímpia pergunta: quais aprendizagens têm sido vivenciadas durante a pandemia?

 

Queridas leitoras, queridos leitores,

No último texto, “Dificuldades dos docentes: uma análise propositiva”, tomei como base os resultados apontados pelos relatos das vivências de muitos de vocês no período da quarentena, na tentativa de iluminar algumas propostas atreladas às metodologias ativas e, especialmente, ao ensino híbrido, mantendo sempre aberta a nossa “escuta docente”.

Recentemente, no “mural de escuta da Olímpia”, recebi o texto do professor João, de Passo Fundo (RS), apresentado a seguir:

 

 

Não era pra ser assim!

Desabafo de um professor,

por João Ricardo Santos.

- Não era pra ser assim!

Minha resposta para quando me perguntam como estou nesse isolamento...

 

Eu queria estar escrevendo no quadro e fazendo piadas sobre o conteúdo para meus alunos. Não arrumando meu celular em uma instalação mal ajeitada para gravar um vídeo.

Eu queria ouvir o sinal e correr para sala com copo de café pela metade. Não esperar a hora da videoconferência olhando para a tela fria do computador. Eu queria poder brigar por silêncio e dizer "chega de conversa aí no fundão". Não colocar mudo nos microfones dos alunos antes de falar.

Eu queria poder ouvir um desabafo na sala dos professores, porque as turmas estão agitadas. Não uma ligação de um colega professor com crise de ansiedade porque não está dando conta dessa loucura que virou nossa vida de "YouTubers" improvisados.

Eu queria ouvir meu aluno inventando desculpas esfarrapadas sobre o tema não feito, como "o cachorro comeu". Não dizendo dificuldades reais, como sua internet limitada, aparelho antigo e ter somente um computador em casa (usado por todos da família).

Eu queria alunos faltando aula porque o despertador não tocou ou porque tinham uma viagem legal com a família. Não alunos que não assistem às aulas virtuais porque seus pais estão com medo e a família está isolada em uma casa no interior.

Eu queria ouvir "explica de novo, prô João, porque eu não entendi". Não ter que responder cargas e cargas de e-mails dos alunos e pais pedindo explicações das atividades.

Eu queria poder chegar à mesa daquele aluno tímido que estava com uma cara triste e dizer "você precisa de ajuda, estou aqui". Não queria passar essa carga aos pais desse aluno que muitas vezes não sabem como ajudar.

 

Eu não queria famílias preocupadas.

Eu não queria colegas professores sobrecarregados e desgastados.

Eu não queria ter essa incerteza se meu aluno está ou não aprendendo.

 

Eu só queria poder ser recebido com um abraço na porta da sala de aula Porque lá é nosso lugar.

Vou dar o meu melhor nessas atividades à distância! Meus alunos merecem!

Mas meu semblante nas videoaulas não terá a mesma alegria de quando estou na escola. Nosso rosto mostra onde queremos estar!

Não era pra ser assim e estamos sofrendo. E não foi uma escolha, foi nossa única opção.

Alunos, famílias e corajosos amigos professores, ISSO VAI PASSAR.

Estamos fazendo nosso melhor. E vamos sair dessa, juntos e mais fortes. Porque educação de qualidade sempre será nossa bandeira.

 

Fique em casa, mas valorize o professor e a escola.

Valorize a educação!

 

Um abraço, prof João

Passo Fundo/RS

#Educação #FiqueEmCasa #SouProfessor

 

 

Confesso que já li esses escritos muitas vezes, desde que o texto foi publicado no mural... Toda vez que me envolvo com as palavras do professor João, um novo enunciado se ilumina e um novo turbilhão de emoções toma conta de mim! Com certeza, muitas outras vozes unem-se no reconhecimento do lugar de potência e de inigualável riqueza da relação presencial de cada professor e cada professora com seu aluno, com sua aluna.

Professor João, você tem total razão: não era pra ser assim!

O ensino remoto emergencial foi a resposta possível para o momento e, desde o princípio, professores e professoras - assim como você - têm “se desdobrado” na tentativa de promover o encontro de cada aluno(a) com o conhecimento e de manter a escola viva na mente e na rotina dos estudantes.

Nada tem sido fácil! Educadores e educadoras buscam “alimentar o desejo do saber” das mais diversas formas, como evidenciado na publicação “Redes de ensino compartilham estratégias para garantir ensino em meio a desafios”: plataformas de ensino, WhatsApp, Facebook, videoaula, televisão, rádio, carta, telefone e entrega de materiais didáticos impressos nas escolas, em alguns casos, até nas residências dos(as) alunos(as).

Se, por um lado, os desafios parecem incontáveis, por outro, estão se abrindo robustas oportunidades de reflexão sobre a educação: a escola e o papel de gestores, professores, familiares e estudantes; o lugar das práticas colaborativas; o enfrentamento das desigualdades; o acesso pleno à educação de qualidade com equidade, entre tantas outras questões. No centro de todas elas, os incansáveis e resilientes educadores!

Como sabiamente afirmou o professor António Nóvoa, na live “Formação de professores em tempo de pandemia”, os professores revelaram uma enorme capacidade de resposta, em muitos lugares do mundo, a essa crise pandêmica (...). Nesse momento decisivo na nossa vida e na história da humanidade, os professores salvaram a escola!

É justamente sobre isso que queremos falar! Explicando melhor, depois de dar vez e voz aos desafios e às dificuldades, ou seja, às faltas em meio à pandemia, a equipe do Programa Escrevendo o Futuro quer, agora, ajustar o foco para as possibilidades e, para tanto, lança a seguinte questão:

Professor(a), quais aprendizagens – para você e seus alunos – têm sido vivenciadas nesse processo?

Para participar, por favor, não esqueçam de iniciar o texto com dados de identificação (nome, cidade, estado e segmento com o qual trabalha) e de inserir a resposta por escrito, clicando no sinal de positivo (+), localizado no canto inferior direito da tela azul. Também é possível publicar sua resposta por vídeo e áudio: após clicar no sinal de positivo (+), clique nos três pontos e escolha “Film” (vídeo) ou “Voice” (áudio).

 

Criado com o Padlet

Estamos à espera da voz de todos vocês!

Bj, obrigada e até já,

Olímpia (em nome de toda a equipe do Portal Escrevendo o Futuro)

 

 

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