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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª Olímpia
Pergunta:

A partir da análise da produção da versão inicial de um poema, Professora Olímpia reflete sobre intervenções docentes.

 


Queridos “professores olímpicos”,

Nas duas últimas semanas, conversamos sobre facetas do trabalho pedagógico vinculado aos gêneros memórias literárias (6o e 7o anos do EF) – com o texto Memórias literárias: por um aprendizado lúdico – e crônicas (8o e 9o anos do EF) – via publicação de Crônica: a aposta na produção coletiva.

Desta vez, a prosa será especialmente voltada aos professores que atuam no 5o ano do EF, já que trataremos do gênero poema. Mas, atenção: as reflexões a seguir apresentadas poderão nortear a atuação de todos os professores envolvidos com a produção de textos escritos na Olimpíada. Afinal, falaremos das intervenções docentes, a partir da análise da produção da versão inicial de um poema, escrita por uma aluna que vive em um município do estado da Bahia (referências diretas ao aluno e ao local foram omitidas).

Vale lembrar que todos os alunos dessa turma de 5o ano estão inseridos no trabalho com a sequência didática da Olimpíada “Poetas da escola”, sendo já realizadas as oficinas iniciais: “Memória de versos e mural de poemas” (com os objetivos de resgatar e valorizar a cultura da comunidade; avaliar e ampliar o repertório de poemas conhecidos pelos alunos e reconhecer os poemas em suas diversas formas) e “O que faz um poema” (com o objetivo de conhecer e sistematizar informações sobre as características de um poema: versos, estrofes, ritmos, rimas, repetições). Agora, então, analisaremos um poema, fruto do trabalho previsto na Oficina 3, “Primeiro ensaio” (com os objetivos de apresentar a situação de produção e escrever um primeiro poema para avaliar o conhecimento dos alunos).       

Dito isso, vamos apreciar o texto?

(Dica: legenda - RP = nome do município/ XX e YY = outros nomes dados ao município, ao longo de sua história)

A nossa cidade RP

RP

uma cidade muito querida

onde tem muitas emoções vividas

se você não querer ouvir

vá logo se retirando

pois a história que eu vou contar

todos irão gostar

RP

Fica na região Nordeste

no sertão onde se passaram

muitos “cabra da peste”.

 

RP

já teve muitos nomes

XX e YY.

P é uma cidade bonita

de história é muito rica

 

Em 1929 RP

foi visitado pelo Lampião

que chegou na cidade

pra causar confusão.

 

A cidade se tornou

RP

Em homenagem ao marquês,

à sua chegada ao local.

Autora: E.J.K.


Após a leitura, quais hipóteses podemos aventar sobre o trabalho prévio, realizado em sala de aula? Entre outras questões, parece-me possível supor que, nas oficinas 1 e 2, os alunos dessa turma lembraram, leram e descobriram (via entrevistas) variados textos atrelados ao lugar onde vivem, possivelmente escritos por poetas locais, que favoreceram a aproximação com a história do município. Além disso, uma discussão interessante deve ter ocorrido sobre “o que faz o poema”, ou seja, os alunos devem ter participado de rodas de leitura e de conversa sobre os poemas rememorados e pesquisados, com vistas ao levantamento de características recorrentes, tais como estrofe, verso e rima.

Assim, o texto acima apresentado é efeito de um movimento reflexivo que permitiu a essa aluna compor seus primeiros escritos. Vale lembrar que a proposta de produção inicial deve envolver todos os estudantes da turma, sendo um convite para que cada um revele, no momento inaugural do trabalho, o que já sabe sobre o gênero poema.

É também necessário fazer uma análise dos poemas de toda a turma, a fim de que o professor possa selecionar as oficinas aderentes às necessidades de aprendizado de todos. Nesse sentido, o que estou propondo aqui é um exercício de análise particular, a fim de corroborar o olhar plural para os escritos.  

Bem, para além de levantarmos hipóteses sobre as propostas realizadas antes da produção escrita inicial, entendo valer a pena lançarmos a seguinte questão: o que sabe e o que não sabe (e, portanto, precisa aprender) essa aluna sobre o gênero poema?

Chamarei a atenção para algumas questões, indicando a oficina que poderá contribuir para a ampliação de conhecimentos, contando com a ajuda de vocês, queridos leitores, para a continuidade da prosa; combinado?


Saberes prévios da aluna-autora

De modo geral, ela parece saber que: um poema pode ser organizado em versos e estrofes; pode retratar informações/curiosidades sobre o (a história do) lugar onde ela vive; pode ter rimas e repetições e, ainda, pode conter modos do dizer próprios do lugar (como em “cabra da peste”; uma marca de autoria muito bem-vinda!). Por fim, vale registrar a potência da primeira estrofe (que parece convocar formas do dizer típicas do repente e do cordel).   

Oficinas para ampliação e (re)significação de conhecimentos (“para saber mais”)

Oficina 05 - "Toda rima combina?"

Oficina 06 – “Sentido próprio e figurado”

Oficina 07 – “Comparação, metáfora, personificação”

Oficina 09 – “O poema, as palavras e o som”

Estão lembrados da proposta de fazermos esse exercício juntos? Agora, passo a voz para vocês! Consultem o Caderno “Poetas da Escola” e indiquem quais outras oficinas poderão contribuir para a produção da versão final do poema de nossa aluna-autora.

Estarei pertinho de vocês, pronta para trocarmos figurinhas!

Bj, muito obrigada e até já,

Olímpia

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