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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª Olímpia
Pergunta:

Em diálogo com professora de Alagoas, Olímpia propõe a exploração de atividades do Caderno virtual “Se bem me lembro”.

 

Queridos Professores

Depois de conversarmos sobre o tema “o lugar onde vivo”, entendo ser importante seguirmos em frente, pensando no trabalho com as oficinas do Caderno Virtual, já que estamos na reta final das inscrições e adesões para a Olimpíada – não percam o prazo de 13/5! – e as propostas precisam ser vivenciadas com todos os alunos do 5o. ano do EF até o 3o. ano do EM.

Retomando a busca por perguntas enviadas para nossa prosa, encontrei a seguinte mensagem:

Olímpia,

Como trabalhar memórias literárias de forma lúdica?

Ana Dias Assis

Santa Luzia do Norte (AL)

 

Achei interessante a preocupação da professora Ana, especialmente pelo fato de que todos nós, da equipe do Programa Escrevendo o Futuro, sempre pensamos em formas lúdicas e envolventes de auxiliar professores e alunos no trabalho e na reflexão sobre os gêneros discursivos. Assim, conversar sobre o assunto permitirá a exploração de atividades que compõem o Caderno Virtual “Se bem me lembro...”, o que poderá alimentar o fazer de muitos “professores olímpicos”.

Bem, para contextualizar a proposta, vale lembrar que estamos falando do ensino de um gênero discursivo voltado a alunos do 6o. e 7o. anos do EF, atrelado, essencialmente, ao exercício de rememorar vivências de um antigo morador (como se fossem do aluno-autor), retratando características, mudanças e transformações do lugar onde vive esse sujeito.

Busca-se, portanto, capturar momentos de vida capazes de elucidar o passeio do passado para o presente, caprichando na condição de registrar tais passagens de tempo de forma lúdica, literária e repleta de subjetividade e autoria.

Para que isso tudo possa aparecer no texto, apostamos no trabalho reflexivo apresentado em diferentes oficinas, voltadas a distintos aspectos que integram o estudo do gênero memórias literárias. Vamos explorar juntos três exemplos?

- Oficina 01: Naquele tempo...

Logo de início, na primeira etapa, para permitir o diagnóstico dos saberes prévios dos alunos sobre o gênero, encontramos um trecho belíssimo de Ecléa Bosi, que parece inaugurar o lugar do lúdico no trato com a memória e as memórias:

De onde vêm as histórias? Elas não estão escondidas como um tesouro na gruta de Aladim ou num baú que permanece no fundo do mar. Estão perto, ao alcance de sua mão. Você vai descobrir que as pessoas mais simples têm algo surpreendente a nos contar.

Quando um avô fica quietinho, com o olhar perdido no passado, não perca a ocasião. Tal como Aladim da lâmpada maravilhosa, você descobrirá os tesouros da memória. Se ter um velho amigo é bom, ter um amigo velho é ainda melhor.

Ecléa Bosi. Velhos amigos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Ainda na mesma oficina, agora na segunda etapa, a reflexão bastante lúdica e instigante merece destaque, com a exploração de fotografias antigas que “ajudam a recuperar lembranças do passado”. A ideia é capturar e rememorar o passado pelas imagens, objetos antigos e, especialmente, aproximar os alunos das pessoas, consideradas “a mais rica fonte de memória”.

 

- Oficina 02: Museu do eu, museu de nós

Como provocar a reflexão sobre a importância da memória? O que ela significa e como podemos “explorá-la”? Eis os desafios do passeio por museus, entendidos como “filhos da memória”, que redundará na busca e na organização de uma exposição de objetos antigos, que poderá ser na escola ou em outro espaço da comunidade. Aqui, vale muito a pena apostar no movimento dos alunos em busca de objetos de familiares, vizinhos e membros da comunidade, enaltecendo a contribuição dos antigos moradores na investigação e na pesquisa sobre os saberes e dizeres de outras épocas.

- Jogo de Aprendizagem “Casarão Bravo”

Para jogar é necessário ter o Adobe Flash Player instalado em seu computador. Caso já tenha o programa e o seu computador solicite permissão para executar, clique em "permitir".

“Dona Edite é uma simpática senhora que guarda segredos e objetos no porão do seu antigo lar, conhecido por todos na cidade onde habita como Casarão Bravo. No entanto, os fios que tecem a sua memória estão cada vez mais frágeis. Por isso, Dona Edite precisa da sua ajuda para resgatar alguns fatos e capítulos que moldaram a sua trajetória. Aceita o desafio?” – com tal apresentação, os alunos são levados ao porão da Dona Edite, onde poderão ajudá-la a “pescar sua memória” , por meio de diferentes propostas: “Foi assim...” é uma atividade voltada à ordenação de parágrafos, visando à correta organização das memórias; “Será o lírico?”, atrelada à reflexão sobre escolhas de termos mais líricos para compor as memórias da Dona Edite e, finalmente, “Memórias postais”, com o objetivo de montar a linha do tempo das cartas enviadas à Dona Edite, a partir da análise das características de cada texto. Como seguramente perceberam (e poderão saber muito mais, acessando o jogo), cada proposta volta-se a um aspecto envolvido no aprendizado do gênero e poderá contribuir, de modo bastante efetivo, para a apropriação de conhecimentos!   

Agora, em função desses exemplos, ficou mais clara a percepção de que a sequência didática proposta na Olimpíada dialoga “intimamente” com o lúdico? Ainda, vale lembrar que em muitas de nossas oficinas recorremos a variados recursos, tais como áudios, sites e vídeos, sempre na tentativa de tornar mais didático e significativo o caminho de construção do texto de memórias literárias.

Por fim, entendo que poderemos trocar outras “figurinhas”, contando com os comentários e sugestões de todos os leitores.

Se tiverem dúvidas sobre o trabalho com outros “gêneros olímpicos”, aproveitem para enviar perguntas para escrevendofuturo@cenpec.org.br

Vamos em frente, sempre juntos?

Bj, muito obrigada e até já,

Olímpia

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