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Como trabalhar gêneros virtuais com poucos recursos tecnológicos?
Profª Olímpia

Como trabalhar gêneros virtuais com poucos recursos tecnológicos?

 

Queridos leitores,

Ao realizarmos ações de formação, presencial e a distância, é comum escutarmos/lermos relatos de gestores e professores sobre dificuldades no trabalho com os gêneros virtuais, especialmente em virtude do limitado ou inexistente acesso à internet nas escolas ou mesmo a espaços e equipamentos apropriados, destinados à exploração de textos multimodais.

Do mesmo modo, quando discutimos aqui variados assuntos atrelados à enquete sobre a BNCC, tal questão apareceu diversas vezes, como evidenciam as mensagens a seguir:

A BNCC adota como principal foco a inserção das mídias digitais no âmbito escolar, mas como fazê-lo quando as escolas utilizam máquinas defasadas, ultrapassadas? Isso quando as têm, pois ainda há muitas instituições que nem sala para tal evento possuem.




Em muitas cidades, a cultura digital é primária: se temos acesso a computadores, não temos internet; e quando temos internet, não dispomos de computadores. Esta é a realidade em duas escolas que trabalho. Não houve treinamento para usar as lousas digitais. As mudanças devem acontecer, mas precisa ter um alicerce. Então, como fazer com que a cultura digital faça parte das escolas públicas de fato?




Como incluir os letramentos digitais na prática de escolas completamente desprovidas de suporte tecnológico?

Diante dessas inquietações, acredito ser importante pensarmos em como favorecer o trabalho com os alunos, já que entendemos a necessidade de promover o ensino também vinculado a gêneros digitais, por estarem cada vez mais presentes nas práticas sociais das quais nós e nossos estudantes participamos.

Refletindo sobre caminhos possíveis, organizei quatro dicas, que seguramente poderão ser ampliadas, em função dos comentários de vocês:

Com antecedência, é possível contar com a colaboração dos alunos, orientando a busca e a pesquisa de textos pela internet, mesmo que eles façam isso fora do contexto escolar (geralmente, nas casas dos próprios estudantes ou de familiares). Assim, na sala de aula, será possível realizar uma discussão sobre as fontes consultadas, assim como sobre os conteúdos dos textos apreciados. Essa dica também é válida no caso de o professor organizar a turma em pequenos grupos, em função da indicação de objetivos diferentes, diante da análise de um determinado site ou blog, por exemplo. Desse modo, ao retornar à escola, será possível explorar os achados de cada grupo, o que tende a permitir uma visão mais abrangente e crítica.  

Mesmo sem nenhum computador na escola, tenho observado que muitas instituições encontraram no celular dos alunos a saída para a realização desse trabalho. Como eles tendem a apresentar grande familiaridade de navegação (afinal, são nativos digitais!), é bastante possível explorar a análise de variados gêneros. É uma pena que ainda há instituições de ensino que proíbem a consulta ao celular, no ambiente da sala de aula. Nesses casos, valerá recorrer à primeira ou à terceira dica, certo?

Já visitei muitas escolas onde o acesso à internet era realmente ruim, mas consegui conhecer bem de perto muitas experiências exitosas! Isso porque os professores e os alunos fizeram um levantamento dos locais no entorno da escola, pensando no acesso a computadores e Wi-Fi, e passaram a organizar visitas com toda a turma (ou mesmo em pequenos grupos) a bibliotecas e outros espaços de convívio, abertos à população. Claro que isso depende da faixa etária dos alunos, já que há demandas específicas, do ponto de vista logístico, mas, ainda assim, vale a tentativa!

Por fim, no caso de escolas em que há poucos, mas há equipamentos disponíveis e aptos ao trabalho, caberá ao professor – sempre em parceria com alunos – pensar em modos de otimizar usos, de forma a organizar dia, horário e objetivo para a navegação virtual. Assim, mesmo que demande tempo, a turma poderá se beneficiar dos equipamentos para o aprendizado e o aprofundamento de “formas do dizer” próprias da contemporaneidade.

Bem, agora, passo a voz para vocês! Sugiro que nossa troca esteja centrada no relato de ideias e saídas encontradas para “driblar os desafios práticos”.

Posso contar com vocês? Agradeço pela preciosa ajuda!

Um beijo e até já,

Olímpia  

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