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Pergunte à Olímpia

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A busca pelo real conhecimento
Profª Olímpia

Olímpia responde uma questão atual da educação: Como selecionar o real conhecimento frente a tantas informações?

 

Queridos Professores,

Como venho fazendo, dedicarei mais uma semana a uma questão encaminhada, via campo aberto para sugestões, da nossa enquete sobre a BNCC.

Ao ler a pergunta, fiquei pensando em algumas formas de abordá-la, já que ela parece abrir caminho para a reflexão em variadas frentes... Vamos conhecê-la de perto?   

Como selecionar o real conhecimento frente a tantas informações?

 

Depois de refletir um pouco, resolvi tomá-la a partir de duas ideias: a seleção de conhecimentos reais, no sentido de efetivos e significativos para os alunos, e a seleção de conhecimentos reais, frente à ampla divulgação de informações.  

Pensando na primeira ideia, acredito que os textos publicados por aqui, de uma ou outra forma, sempre sinalizam para a urgência de planejarmos nosso fazer em função da escuta e da análise dos saberes dos alunos, diante de qualquer assunto, independente da área do conhecimento.

No caso específico da Língua Portuguesa, vimos explorando a proposta de realizar diversas ações, todas voltadas ao levantamento de conhecimentos prévios, interesses e necessidades de cada turma, visando ao ensino mais consistente e aderente à realidade e à circulação social de textos, constituídos, cada vez mais, por múltiplas linguagens.

Desse ponto de vista, os significativos conhecimentos convocam um constante investimento reflexivo, capaz de potencializar a atuação e a participação dos alunos em práticas sociais diversas, respondendo de forma ativa, ética e efetiva às demandas de comunicação atreladas aos mais heterogêneos gêneros discursivos, dentro e fora do espaço escolar.  

Sem nos distanciarmos desse fazer colaborativo, ainda mais marcado pelo exercício de pesquisa, análise e ampla discussão, podemos contemplar a segunda ideia vinculada à seleção de conhecimentos, agora diante da “avalanche de informações”.  

Em tempos de fake news, o trabalho voltado à fidedignidade das informações é essencial! Não podemos alimentar o movimento do livre acesso sem crítica, desprovido de qualquer preocupação com a investigação das informações que chegam a todos nós, a todo instante.

A escola, na voz de seus educadores e alunos, precisa ser lugar do acolhimento ao dizer plural, das diferenças e da busca por dados para a comprovação das informações, pela qualidade na seleção das fontes (o que exige, muitas vezes, que o professor aposte no passo a passo para a pesquisa na internet, por exemplo), pelo exercício do pensar amplo e flexível o suficiente para acolher a defesa de diferentes pontos de vista e modos de estar e entender o mundo.

Diante disso, o trabalho com a formação do aluno como pesquisador, que se inquieta, se mobiliza e busca conhecer os fatos, pode não apenas favorecer o exercício do posicionamento crítico, mas também da autoria.

Pensando nisso, segue uma sugestão de leitura, entendendo que poderá mobilizar a atenção de todos para a seleção e pesquisa criteriosa, diante da “infinidade” de informações:

- O trabalho com pesquisa na escola: em busca da autoria do aluno pesquisador 

Pra terminar, alguns links sobre fake news:

- Canal Futura e Agência Lupa Educação

- Geekie – trabalho em sala de aula

- Nova Escola

Fiquem à vontade para a apresentação de comentários, combinado?

Bj, obrigada e até já!

Olímpia

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