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Pergunte à Olímpia

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O professor e os desafios dos multiletramentos
Porfª Olímpia

Cultura digital e trabalho com os multiletramentos são os temas da conversa com Olímpia desta semana.

 

Queridos leitores,

Como sabem, as últimas semanas foram dedicadas à elaboração de respostas para as perguntas anunciadas em nossa enquete. Finalizamos na semana passada com o texto “Fim da enquete, início de novas inquietações”, acompanhado de comentários a respeito de uma pergunta enviada por um colega leitor. Agora, daremos continuidade a esse movimento, fazendo a combinação entre questões enviadas via enquete e outras encaminhadas por e-mail e pelas redes sociais.

Para esta semana, resolvi juntar duas perguntas (enviadas no item aberto da enquete) por entender que, assim combinadas, permitiriam uma reflexão mais completa. Vamos conferir?

Como o professor de linguagem se preparará para enfrentar os novos desafios acerca dos multiletramentos, propostos especificamente pela BNCC, tendo em vista que, em sua formação, foi preparado para lidar com o letramento da letra e, mais, a supervalorizar esse letramento por meio da norma padrão?

Por que educadores ainda são resistentes ao uso da cultura digital?


Ao ler, percebem a conexão entre as questões? De fato, como apontado na primeira pergunta, o professor tende a ser preparado, “em sua formação, para lidar com o letramento da letra”, o que, de certo modo, ajuda a explicar a sua possível “resistência ao uso da cultura digital”, como salientado na segunda pergunta.

Vamos pensar juntos: a BNCC, ao salientar, justificar e exemplificar a pertinência e a abrangência do trabalho com os multiletramentos, utiliza como referência e coloca em evidência as anunciadas “Competências específicas de linguagens para o Ensino Fundamental”, as quais exploram, em essência, as linguagens como construções histórico-sociais; como “formas de significação de realidades e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais” e, portanto, convocam todo professor ao exercício de promover práticas que potencializem a participação dos alunos como sujeitos no mundo; cidadãos capazes de integrar práticas, entendê-las, posicionarem-se diante delas, modificando e transformando modos – próprios e alheios - de ser e estar no mundo.

Nesse sentido, o professor terá de ressignificar sua própria história, com vistas a ir ao encontro de práticas de linguagem contemporâneas, o que exige flexibilidade, abertura ao novo, quebra de paradigmas, por exemplo, referentes à relação professor-aluno-conhecimento. Em outras palavras, o professor terá de ampliar sua história de letramento, apropriando-se de gêneros (muitos deles, virtuais) que historicamente não fizeram parte do currículo escolar, nem, por vezes, de suas práticas letradas, mas que hoje precisam ser considerados, pelo fato de que são eles que, ao lado dos gêneros da cultura do escrito/impresso, promovem a condição plena de participação dos alunos no mundo letrado.

Isso significa que cabe a nós, professores, “imigrantes digitais”, o compromisso de acolher os saberes prévios de nossos alunos, “nativos digitais”, aprendendo com eles a responder às atuais e, para muitos deles, conhecidas situações de comunicação. Significa que, mesmo que alguns ou muitos alunos participem de práticas permeadas por textos multimodais, caberá à escola o papel de tomá-los como objetos de ensino, já que experiências de participação, quando tomadas pela escola para um ensino planejado e intencional, asseguram modos mais efetivos de cumprir os propósitos de produção de cada gênero. Significa, então, tomar contato e analisar essas práticas de letramento, de modo a compreender quais habilidades precisarão ser trabalhadas para que esses gêneros sejam produzidos de forma consistente, reflexiva e crítica.

Afinal, se desejamos realmente formar cidadãos capazes de colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, colaborativa, democrática e inclusiva, precisamos “ajustar os óculos” e “abrir os olhos e os ouvidos” para, com uma ampla condição de acolhimento aos dizeres que circulam socialmente e aos saberes dos alunos, “arregaçarmos as mangas” e trabalharmos por/para uma escola que, de fato, promova conhecimento, com respeito às diversidades.

Agora, vamos conversar sobre isso? Estou à disposição, sempre à espera da voz de vocês! Participem, escrevendo comentários para ampliarmos a prosa, ok?

Bj, obrigada e até já,

Olímpia

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