Saltar para o conteúdo Saltar para o menu Saltar para o rodapé Fale conosco
Home
Formação
Pergunte à Olímpia

Pergunte à Olímpia

Fim da enquete, início de novas inquietações
Pofª Olímpia

Professora Olímpia finaliza a enquete sobre a BNCC e fala sobre a internet como foco de reflexões.

 

Dedicados professores,

padding:10px;Depois de vários textos produzidos com base nas escolhas de vocês em nossa enquete sobre a BNCC, finalizaremos com o último tópico, elaborado em função da seguinte pergunta: se a internet é livre para acesso e publicação, por que o professor tem de considerá-la como foco de reflexões?  

Pensando em tudo que vimos falando, especialmente nas últimas semanas, entendo que a resposta para essa questão esteja, de uma ou outra forma, explicitada. Ainda assim, para sintetizar os ditos aqui e ali, entendo que precisamos considerar, essencialmente, três aspectos:

A relevância do planejamento do trabalho pedagógico sob efeito das demandas e realidade da turma, o que, via de regra, envolve o interesse e a participação dos alunos em práticas de letramento atreladas a diversos gêneros digitais e multimodais;

A urgência de se dimensionar ações didáticas voltadas não apenas ao levantamento dessas práticas, mas, sobretudo, a discussões guiadas pela problematização acerca do que é lido e produzido na Web, com vistas a promover uma análise criteriosa, capaz de levar os alunos a selecionarem/lerem/escreverem textos pela qualidade, densidade, fidedignidade e adequação aos objetivos de quem lê/produz;

A necessidade de desenvolvermos um trabalho voltado ao exercício de inquietação, interrogação, crítica diante do que se lê/escreve, já que, como ressaltado no texto da BNCC, “os critérios editoriais e seleção do que é adequado, bom, fidedigno não estão ‘garantidos’ de início. Passamos a depender de curadores ou de uma curadoria própria (...)”. Aqui, vale perguntar: será que nossos alunos têm reais condições de assumirem esse papel de curadores ou será que, muitas vezes, ainda lidam com os conteúdos da Web como expressões incontestáveis da verdade? Ou, ainda, será que não se filiam a critérios frágeis e superficiais, quando da busca e/ou publicação de informações? O fato é que precisamos realizar um “investimento reflexivo” constante na formação de nossos estudantes, já que cabe à escola um papel importante no desenvolvimento de habilidades que levem os alunos a uma análise ética, estética e política dos conteúdos que circulam na Web.

A verdade, queridos leitores, é que esses três aspectos convocam várias outras questões, sendo algumas, inclusive, anunciadas por vocês, no tópico aberto a novas perguntas, em nossa enquete. Então, considerando a leitura que fiz de todas as colocações, resolvi aproveitar a prosa da semana para já comentar uma delas. Vamos lá?

Clique na pergunta abaixo para visualizar a resposta.

- Pergunta: A priorização do ensino deve ser no aspecto da escrita, leitura ou oralidade, na época atual?

Meus comentários: Exatamente porque estamos falando sobre a necessidade de realizarmos um trabalho vinculado a diferentes gêneros discursivos da contemporaneidade - muitos deles digitais e multimodais - foco de práticas de letramento de nossos alunos, temos de olhar para além do impresso/escrito, convocando a reflexão sobre textos constituídos por várias linguagens. Isso significa que, entre outros desdobramentos, nossa “prioridade no ensino” deve ser a investigação dos gêneros discursivos utilizados pela turma, em busca de explorar justamente a presença de diferentes modalidades para a construção dos sentidos. Vale lembrar que a BNCC não recomenda a priorização de uma determinada prática de linguagem, mas sim a investigação da diversidade presente nos textos multimodais, ao lado do trabalho com textos constituídos essencialmente pela linguagem escrita (tal como já destaquei no texto sobre o letramento da letra). Vamos citar um exemplo? Ao elegermos um documentário para o trabalho em sala de aula, teremos em mãos a preciosa oportunidade de investigar, explorar, analisar e produzir um gênero que convoca não apenas diferentes linguagens (oral, escrita, gestual, corporal, imagens estáticas e em movimento), como também diferentes gêneros auxiliares (entrevista, roteiro, reportagens, pesquisas científicas, entre tantos outros). Para saber mais sobre documentário, vale a pena conferir a entrevista com a cineasta Estela Renner, assim como as dicas práticas da professora de cinema Cristina Teixeira Vieira de Melo, em textos publicados na revista Na Ponta do Lápis, número 31).  

Agora, passo a voz a vocês, a fim de que possam comentar e complementar minha fala, com exemplos de situações vividas em sala de aula, nas quais o trabalho com a construção de um olhar crítico para os conteúdos da Web, envolvendo textos multimodais (ou não), recebeu lugar de destaque.

 

Um bj carinhoso, obrigada e até já,

Olímpia

Comentários

Ver mais comentários
Adicionar comentário
Olá, visitante. Para fazer comentários e respondê-los você precisa estar autenticado.
Clique aqui para se identificar
Título
Comentário
Parceiros
Fundação Roberto Marinho
 
Futura
 
Undime
 
Consed
Coordenação técnica
Cenpec
Iniciativa
Itau
 
Ministerio da Educação
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP
Central de atendimento: 0800-7719310