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Autor Profª Olímpia
Pergunta:

Professora Olímpia conversa sobre o terceiro tópico mais votado na enquete.

 

Leitores queridos,

Nossa enquete, elaborada em função de alguns assuntos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), continua disponível, promovendo a participação de todos e a consequente publicação dos textos por aqui, sempre respeitando a escolha da maioria. Seguindo essa lógica, já foi possível refletirmos sobre dois dos quatro assuntos lá destacados – “Como as diferentes linguagens presentes na cultura digital podem entrar na sala de aula?” e “O que significa trabalhar para a ampliação dos letramentos?” -, tornando possível uma aproximação mais efetiva com noções e desdobramentos da prática educativa.

Agora, chegou a vez de prosearmos um pouquinho sobre o terceiro assunto mais votado, pensado em função da seguinte pergunta: será que a escola terá de abandonar o letramento da letra?

Responder à questão acima envolve o exercício de pensar sobre o chamado “letramento da letra”, considerando os letramentos socialmente valorizados e não valorizados, com vistas a contemplar um trabalho mais significativo e aderente às práticas sociais contemporâneas. Para melhor entendermos essa ideia, vale retomar o texto da BNCC (Brasil, 2017, p. 67).

Eis, então, a demanda que se coloca para a escola: contemplar de forma crítica essas novas práticas de linguagem e produções, não só na perspectiva de atender às muitas demandas sociais que converge para um uso qualificado e ético das TDIC – necessário para o mundo do trabalho, para estudar, para a vida cotidiana etc. –, mas de também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos. É preciso saber reconhecer os discursos de ódio, refletir sobre os limites entre liberdade de expressão e ataque a direitos, aprender a debater ideias, considerando posições e argumentos contrários.

Não se trata de deixar de privilegiar o escrito/impresso nem de deixar de considerar gêneros e práticas consagrados pela escola, tais como notícia, reportagem, entrevista, artigo de opinião, charge, tirinha, crônica, conto, verbete de enciclopédia, artigo de divulgação científica etc., próprios do letramento da letra e do impresso, mas de contemplar também os novos letramentos, essencialmente digitais.

Em função dessas considerações, gostaria de chamar a atenção para dois aspectos, a saber, a urgência de considerarmos tanto o trabalho crítico e reflexivo atrelado à construção de argumentos, posições e debate de ideias vinculadas a distintos pontos de vista, promovendo “o trato com as diversidades e com as diferenças”, como lembra Jacqueline Barbosa, quanto as propostas aliadas a práticas de linguagem que convocam o exercício de apreciação da multimodalidade posta em cena na constituição dos textos.

Assim, o letramento da letra, voltado a textos que se constituem essencialmente pela linguagem escrita, deve ser pensado em função da relação de convivência com as demais semioses/linguagens presentes nos textos. Em termos práticos, então, na BNCC, defende-se um trabalho que considere a cultura do escrito/impresso e dos gêneros comumente presentes na escola, aliando, abrindo caminho para a exploração do trabalho com os novos letramentos. Fala-se, portanto, da condição de articularmos gêneros discursivos habitualmente tomados como objetos de ensino aos que promovem uma condição plural de exploração e análise (especialmente os digitais).

É dessa forma que, por exemplo, podemos dimensionar propostas na escola, como SDs e projetos, contando com a potência das reflexões sobre diferentes textos multissemióticos, capazes de promover encontros ainda mais amplos, diversificados e significativos com o conhecimento.

Para conhecer algumas ideias de articulação entre gêneros, como um registro de estudo de campo multimidiático, vale consultar o artigo “As práticas de linguagem contemporâneas e a BNCC” (revista Na Ponta do Lápis nº 31, p. 12-19) além das demais sugestões, presentes nos demais textos que integram a nossa enquete.

 

Um beijo carinhoso a todos, obrigada e até já,

Olímpia

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