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Pergunte à Olímpia

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Inquietações de uma vice-diretora sobre produção textual
Profª Olímpia

Olímpia sugere alguns caminhos para a produção textual de alunos de 4º e 5º anos com muitas dificuldades.

 

Educadores queridos,

Diferente do que comumente apresento por aqui, a pergunta da semana não foi escrita por um(a) professor(a), em relação a uma turma específica, mas sim por uma gestora, preocupada com as turmas de 4o e 5o anos da sua escola. Vamos conferir?

Sou vice-diretora e tenho interesse em tirar algumas dúvidas sobre produção de texto para alunos com extrema dificuldade, nas turmas de 4° e 5° anos do EFI.

Joelma – Vilhena (RR)


Joelma, quero começar nossa prosa com um agradecimento pelo envio de sua pergunta. É admirável perceber seu movimento, em torno da questão das dificuldades dos alunos de variadas turmas, em busca de pistas/dicas para favorecer o aprendizado. Entendo a formação coesa de uma equipe como um elemento de qualidade na escola, pois pode fazer toda a diferença, no olhar pedagógico para os estudantes e suas necessidades.

Bem, agora, vamos direto ao ponto! Você destacou que os alunos de 4o e 5o anos do EFI apresentam “extremas dificuldades”, quando o assunto é produção de textos. Nesse sentido, entendo que temos de considerar desde questões atreladas ao aprendizado do sistema de escrita, em sua natureza alfabética-ortográfica (entre outros elementos da dimensão linguística), até aspectos mais voltados às dimensões discursiva e textual, no trato com variados gêneros do discurso.

Acredito que uma das formas de auxiliar esses estudantes seja realizar um trabalho voltado à organização de sequências didáticas (SD), pensadas em função do aprendizado de um determinado gênero, de modo a convocar conhecimentos prévios, com vistas a favorecer uma reflexão mais ampla, consistente e bem articulada. Explico melhor: se esses alunos apresentam dificuldades muito abrangentes, que convocam até a necessidade de um olhar para os anos iniciais (ciclo de alfabetização), temos de considerar a pertinência de uma intervenção didática que acolha e valorize os saberes iniciais de cada estudante e, ao mesmo tempo, promova uma condição de acompanhamento processual da aprendizagem. Assim, ao trabalhar com uma SD, cada professor terá a chance de escutar o que os alunos sabem/têm a dizer sobre um gênero discursivo, o que abrirá caminho para o planejamento de oficinas/etapas diferentes, em função de distintos enfoques a serem explorados pela turma, contando com a condição de uma avaliação passo a passo, sem deixar ninguém para trás.

Sabe, Joelma, às vezes, tendemos a fazer diagnósticos voltados aos “não-saberes” da turma e, na sequência, eleger apenas atividades pontuais e isoladas, voltadas a dificuldades específicas, como algo em torno de dúvidas ortográficas ou pontuação, por exemplo. Assim procedendo, acabamos por perder de vista a importância de um olhar focado ao texto como unidade de análise e guiado pela condição de ampliar o que já se sabe, o que, seguramente, promoverá maiores e mais efetivas possibilidades de reflexão para os estudantes.

Vamos, agora, pensar em algumas pistas para a construção desse percurso reflexivo de elaboração de uma SD, a fim de promover o encontro do aluno com o texto (clique em cada item da trilha, para “saber mais”):

 

Após a trilha, ainda antes de terminar, seguem algumas dicas para a leitura de toda a equipe:

- Propostas analisadas na Seção “Lente de Aumento na Escrita”;

- Texto de Sonia Madi, sobre Sequência Didática.

 

Agora sim, agradeço e me coloco à disposição para qualquer dúvida.

Bj carinhoso, muito sucesso e até já,

Olímpia

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