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Pergunte à Olímpia

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Vale a pena trabalhar com cartas pessoais?
Profª Olímpia

O trabalho com cartas em sala de aula é o tema da conversa com Olímpia desta semana. Confira.

 

 

Queridos educadores,

Ao me deparar com a pergunta dessa semana, feita pela professora Celeste, logo imaginei que ela renderia uma boa prosa, possivelmente, com direito a vozes favoráveis e contrárias...

Isso porque a questão envolve o trabalho com um gênero visto, por muitos, como antigo, sem função nas práticas contemporâneas, mas ainda presente em propostas curriculares. Vamos acompanhar a mensagem da Celeste, para entendermos melhor qual o “desafio da semana”?

Professora Olímpia, tudo bem?

Minha pergunta parece simples, mas está dando o que falar aqui na minha escola! Recebemos a orientação para o trabalho com cartas pessoais, nas salas do 4o ano. Você acha que vale a pena ou é tempo perdido, já que quase não escrevemos e recebemos cartas?

Agradeço pela ajuda.

Bj,

Celeste Lima  

 

Para responder a sua pergunta, entendo que devemos levar em consideração vários aspectos do trabalho com gêneros do discurso. Falarei sobre dois deles (clique nos itens abaixo para saber mais):

1. A relação entre situação de produção e gênero discursivo.

2. O objetivo maior do ensino com gêneros na escola.

Então, professora Celeste, diante dessas considerações, não vejo problemas em trabalhar com o gênero cartas pessoais e quero sugerir que você comece essa exploração “conversando” com uma outra professora, a Imaculada, que revela a pertinência desse trabalho, diante de um cenário no qual a escrita de cartas pessoais promoveu grandes encontros e avanços, anunciados no episódio “A escrita atravessando muros”, da seção Pérolas da Imaculada:

Percebe como o trabalho, realizado diante de um contexto significativo, pode gerar amplos resultados? Para ajudar nessa análise, vale conferir as considerações da professora Regina Clara, parceira do Programa, ao analisar o episódio:

Para terminar, depois desse “encontro de professoras”, gostaria de fazer duas indicações:

- um material que evidencia um possível caminho de relações entre gêneros discursivos, começando pela carta pessoal, passando pela carta de leitor e chegando ao e-mail. Trata-se de uma publicação da Prefeitura de São Paulo, elaborada em 2010, chamada “Caderno de Apoio e Aprendizagem” (4o ano, parte 1);

- o projeto “Cantos Distantes”, apresentado no Seminário Internacional Práticas de Escrita: da cultura local à sala de aula, promovido pelo Programa Escrevendo o Futuro, em 2015, e analisado na seção Lente de aumento na escrita.

Espero ter contribuído com algumas inspirações para seu trabalho. Fique à vontade para continuar a prosa!

Bj carinhoso, obrigada e até já,

Olímpia

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