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Pergunte à Olímpia

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BNCC e campos de atuação no EFII
Profª. Olímpia

Olímpia retoma os campos de atuação, atendendo a dúvidas sobre a prática com alunos do 6º ao 9º anos.

 

Educadores queridos,

Em função dos resultados de nossa enquete, conversamos sobre as práticas de linguagem, a relação com os campos de atuação, o trabalho com os multiletramentos (em função da pergunta da professora Tania Marques) e o enfoque à alfabetização. Agora, vamos retomar os campos de atuação, atendendo a dúvidas de professores sobre a prática com alunos do 6o ao 9o anos.

Para facilitar a prosa, primeiro, apresentarei as considerações da BNCC sobre os campos de atuação previstos para o trabalho no EFII, para, então, relacionar com a prática em sala de aula, combinado?

No EFII, são quatro os campos de atuação que, como já dissemos, retratam as esferas de circulação dos gêneros do discurso, sendo elementos organizadores do currículo: 1. campo jornalístico/midiático, 2. campo de atuação na vida pública, 3. campo das práticas de estudo e pesquisa e 4. campo artístico-literário.

De acordo com o documento (MEC, 2017, p. 82),

[...] a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise linguística/semiótica) por campos de atuação aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.

Agora, vamos às principais considerações sobre os campos de atuação? Clique no nome de cada um e confira:

 

Campo jornalístico/midiático (p. 138)

Campo de atuação na vida pública (p. 144)

Campo das práticas de estudo e pesquisa (p. 148)

Campo artístico-literário (p. 154)

Finalmente, chegou a hora de pensarmos na prática!

Como um exercício reflexivo de aproximação, sugiro que busquem exemplos de gêneros vinculados a cada um dos campos. Para ilustrar, tomarei como foco o campo jornalístico/midiático e o gênero reportagem. Assim, seguindo o exemplo, será preciso fazer a análise dos quadros correspondentes ao trabalho com o campo jornalístico/midiático (p. 138-143), procurando encontrar habilidades vinculadas às práticas de linguagem. No nosso caso, encontraremos diferentes habilidades – aqui editadas para enfocar o gênero reportagem – atreladas à prática de:

  • leitura - “identificar, […] em reportagens e fotorreportagens, o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem […]”;
  • produção - “produzir e publicar […] reportagens, reportagens multimidiáticas, […] vivenciando de forma significativa o papel de repórter […], como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislumbrar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e responsável […]”;
  • oralidade (pensando nas reportagens em áudio e vídeo, por exemplo) - “desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo, considerando sua adequação aos contextos em que foram produzidos, à forma composicional e estilo de gêneros, a clareza, progressão temática e variedade linguística empregada, os elementos relacionados à fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos cinésicos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc”;
  • análise linguística/semiótica - “perceber e analisar os recursos estilísticos e semióticos dos gêneros jornalísticos e publicitários (…)”.

 

Vale lembrar que apenas recolhi do documento exemplos de uma habilidade ligada a cada prática de linguagem, a fim de evidenciar o caminho reflexivo proposto. Isso significa dizer que, na sala de aula, todas as habilidades aliadas à reportagem (ou qualquer outro gênero) devem ser consideradas.

Por fim, cabe refletir sobre a metodologia de trabalho, com vistas a dimensionar o conjunto de habilidades previstas para o gênero em foco. Nesse sentido, merece todo o destaque a discussão que o Programa Escrevendo o Futuro faz, em torno das sequências didáticas e projetos, certo?

Uma dica especial: fiquem de olho nas inscrições para o curso virtual sobre sequência didática! Em “Sequência Didática: aprendendo por meio de resenhas", você vive o passo a passo do trabalho e discute bastante sobre campos de atuação/esferas, práticas de linguagem, gêneros do discurso e muito mais!

 

Continuo à disposição de todos. Um bj e até já,

Olímpia

 

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