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Olímpia: BNCC e alfabetização
Profª. Olímpia

Professora Olímpia fala sobre o processo de alfabetização como foco da ação pedagógica. Confira.

 

Talentosos educadores,

Dando continuidade às reflexões em função de nossa enquete, terá destaque o segundo tópico mais votado: o processo de alfabetização como foco da ação pedagógica.

A alfabetização é apresentada no contexto das práticas letradas já vivenciadas pela criança na Educação Infantil, tornando-se o centro do trabalho docente nos anos iniciais, especificamente nos 1o e 2o anos do EF. De acordo com o documento da BNCC (MEC, 2017, p. 87-88),

Nesse processo, é preciso que os estudantes conheçam o alfabeto e a mecânica da escrita/leitura – processos que visam a que alguém (se) torne alfabetizado, ou seja, consiga “codificar e decodificar” os sons da língua (fonemas) em material gráfico (grafemas ou letras), o que envolve o desenvolvimento de uma consciência fonológica (dos fonemas do português do Brasil e de sua organização em segmentos sonoros maiores como sílabas e palavras) e o conhecimento do alfabeto do português do Brasil em seus vários formatos (letras imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas), além do estabelecimento de relações grafofônicas entre esses dois sistemas de materialização da língua.

 

Assim, a concepção de alfabetização proposta na BNCC vincula-se ao aprendizado de técnicas de codificação (escrever) e de decodificação (ler) e está situada na prática de linguagem de análise linguística/semiótica. Isso significa dizer que do conjunto de habilidades a serem contempladas em cada um dos dois anos iniciais do EF, será no eixo da análise linguística que o professor encontrará os diferentes elementos para o planejamento da ação em sala de aula.

Nesse sentido, alguns cuidados são fundamentais, a fim de evitarmos um entendimento equivocado da discussão. Vamos falar de alguns deles?

 

1

Afirmar que a prática de linguagem de análise linguística/semiótica convoca as reflexões sobre o aprendizado do sistema de escrita alfabética não significa tratar as atividades de alfabetização de forma mecânica, desvinculada do trabalho com as práticas de leitura e de produção de diversos gêneros do discurso;

2

Os gêneros discursivos, propostos para o trabalho, serão mais simples e estarão atrelados, especialmente, à esfera/campo de atuação da vida cotidiana, tais como lista, bilhete, convite, fotolegenda e receita culinária, a fim de oferecerem uma atenção mais centrada na grafia;

3

Considerar a complexidade de tal aprendizado é fundamental, pois estamos diante de diversas possibilidades, quando falamos das relações estabelecidas entre sons e letras (vale lembrar da imensa variedade de “modos de falar”, presentes no Brasil);

4

O processo de alfabetização, tomado em sua natureza alfabética, será complementado por outro, bem mais longo, voltado ao conhecimento das relações fono-ortográficas do português do Brasil: o processo de ortografização;

5

O eixo da análise linguística/semiótica será a referência para a ação pedagógica voltada à alfabetização, no 1º e no 2º anos do EF. No 3º ano, tal prática de linguagem passa a contemplar o processo de ortografização;

6

O processo de ortografização poderá durar até mais de dois anos e envolverá o aprendizado de três relações: "a) as relações entre a variedade de língua oral falada e a língua escrita (perspectiva sociolinguística); b) os tipos de relações fono-ortográficas do português do Brasil e c) a estrutura da sílaba do português do Brasil (perspectiva fonológica)".

Agora, dicas de leitura:

Blog da Revista Nova Escola

Plataforma Alfaletrar

Bem, queridos parceiros de reflexão, entendo ter conseguido reunir alguns dizeres propostos no documento em questão. Agora, a voz é de vocês! Perguntem, esclareçam dúvidas, complementem informações...

Um bj carinhoso, obrigada e até já

Olímpia

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