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Pergunte à Olímpia

Pergunte à Olímpia

Vale a pena publicizar as produções dos alunos?
Profª. Olímpia

Tornar público o conjunto de produções elaboradas pelos estudantes é o tema da conversa com a Olímpia.

 

Dedicados Educadores

Com os “últimos passos” deste ano letivo, podem surgir oportunidades de socializar as produções dos alunos, fruto de todo o investimento reflexivo para o ensino de gêneros discursivos.

Apesar de sabermos que o encerramento de um trabalho – vivenciado por meio de sequência didática e projeto – está vinculado a publicizar, de alguma forma, as produções finais dos estudantes, pouco paramos para pensar nos benefícios dessa ação.

Para contextualizar melhor a ideia, acompanhem a mensagem enviada pela professora maranhense Sueli:

Olá, Olímpia!

Gosto muito de apresentar os resultados do meu trabalho com o EF, no final do ano, para a comunidade escolar. Porém, às vezes me questiono, pois os pais não participam como deveriam e nós ficamos frustrados... O que você acha? Vale mesmo a pena insistir nisso?

Um bj,

Sueli

Professora Sueli, por favor, jamais duvide da relevância de tornar público o conjunto de produções elaboradas pelos alunos! Sei que a comunidade, por diferentes razões, pode não atribuir o justo valor a essa ação, mas vamos pensar juntas nos “efeitos didáticos” do/para seu trabalho? Para tanto, siga as dicas abaixo:

É fundamental explicitar aos alunos o fato de que trabalhamos com o ensino de gêneros orais e escritos para que eles possam, dentro e fora da escola, tomar a palavra de maneira ajustada, ou seja, para que possam participar das mais diversas situações de comunicação, selecionando e ativando conhecimentos sobre o gênero que melhor se ajusta aos objetivos de uma determinada situação de produção. Assim, publicar os textos produzidos pela turma significa atender aos propósitos da produção textual, evidenciando, de forma clara, o que, para que e como falar/ler/escrever.

Como poderemos dar voz aos nossos alunos? Como poderemos mostrar para que serve tudo que insistimos em ensinar? Acredito que situações como a de divulgação do trabalho realizado em sala de aula para a comunidade estejam a serviço da autoria, da condição de se ocupar o papel de protagonista de sua história de construção de conhecimentos. Esse lugar da autoria é precioso, pois abre caminho para o empoderamento dos alunos; e isso, é tudo que queremos, não é mesmo?

Apresentar uma peça de teatro, um curta, um documentário; integrar um sarau de poemas, uma roda de contação de histórias, uma apresentação da (re)criação de letras de funk, de spots radiofônicos... Enfim, entre tantos outros exemplos, participar ativamente desses eventos de multiletramento tende a favorecer não apenas a ampliação de conhecimentos, mas também a condição de contar com o olhar, a avaliação do outro sobre o que foi apresentado, explorado, vivenciado no momento da socialização. Isso significa poder “crescer com o outro”, pela escuta de comentários, críticas, sugestões e diferentes apreciações.

E o que dizer do professor, que viverá um singular momento de observação, escuta e análise dos textos apresentados? Entendo ser primorosa a situação em que os trabalhos se tornam públicos, pois escapam das paredes da sala de aula e favorecem a condição de o professor poder se ver/ser diferente! Você, professora Sueli, agora, será um expectadora, uma ouvinte, uma apreciadora atenta das ações dos estudantes e, se bem vinculada ao percurso vivido, poderá igualmente colher os frutos das ações, tanto do ponto de vista do olhar direcionado ao aluno (pensando na conquista das expectativas de aprendizagem) quanto – e especialmente – do olhar direcionado ao professor, a seu próprio caminho, aos modos de participação que favoreceu, às estratégias e recursos utilizados; em suma, ao seu próprio planejamento e necessidade de futuros ajustes. Eis, portanto, um precioso espaço para a autoavaliação docente!

Bem, queridos, longe de esgotar o assunto, abro agora espaço para a voz de vocês, meus leitores, a fim de que possam nos ajudar a iluminar outras belezas desse “exercício público”!

Obrigada pelo envio da pergunta, um beijo carinhoso e até já,

Olímpia

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