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Olímpia é uma professora apaixonada pelas palavras e estudiosa da Língua Portuguesa, que responde semanalmente a perguntas de professores sobre práticas de ensino da leitura e da escrita. Venha conversar com ela. Envie a sua pergunta para escrevendofuturo@cenpec.org.br!

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Ainda sobre ortografia: o olhar para o “diagnóstico final”
Profª. Olímpia

O diagnóstico dos saberes ortográficos dos alunos é o tema da conversa com a professora Olímpia.

 

Queridos professores,

Estamos chegando ao término de mais um ano letivo, cumprindo os últimos compromissos nas turmas, com avaliações e realização de etapas finais de sequências didáticas e projetos.

Nesta semana, tomaremos esse “ritmo de término” para falarmos sobre uma questão bastante pertinente e, por vezes, pouco explorada em sala de aula: o diagnóstico dos saberes ortográficos dos alunos, considerando o investimento reflexivo, ao longo do ano.

Para entenderem melhor do que se trata, acompanhem a mensagem enviada pela professora Daniela, de Campinas (SP):

 

Olá, Olímpia!

Sou professora do 4o ano e fico sempre preocupada com meus alunos, já pensando na reta final para passagem ao EF II.

Quando o assunto é ortografia, então, entendo que preciso garantir que a maioria já tenha aprendido as principais regras. Você acha pertinente fazer uma avaliação diagnóstica sobre a ortografia, para saber como eles estão concluindo o 4º ano? Como posso fazer?

Bj e obrigada,

Daniela

Como podem observar, a preocupação com o aprendizado da ortografia tem um lugar de destaque para a professora Daniela, especialmente pelo fato de os alunos estarem passando para o último ano do EFI.

É fato que devemos considerar não apenas o momento final, mas toda a aposta do professor no planejamento de atividades, no decorrer do ano, considerando os saberes da turma (pela sondagem inicial), de modo a promover atividades que ampliem o repertório de conhecimentos sobre o sistema ortográfico, de forma bastante cuidadosa e, especialmente, reflexiva.

Entendo ser bastante válida a investigação acerca do sistema ortográfico, também no final do ano, retomando alguns aspectos das sondagens, realizadas comumente nos anos iniciais do EFI, quando da avaliação sobre as hipóteses do sistema de escrita, em sua natureza alfabética.

Pensar em uma investigação, no último mês de trabalho, poderá não apenas favorecer o olhar para o conhecimento internalizado pelos alunos, como também inspirar o planejamento do professor do 5o ano, ou seja, de alguma forma, poderá contribuir para um olhar inicial, com vistas a uma retomada ou mesmo análise mais cuidadosa, logo no início do próximo ano.

Além disso, acredito bastante na potência desse estudo, entendendo que o professor do 4o ano poderá analisar seu próprio percurso de trabalho, reeditando práticas bem sucedidas, assim como replanejando estratégias, recursos e propostas para o efetivo aprendizado desses e, especialmente, de outros alunos.

Bem, vamos pensar em como esse diagnóstico poderá ser feito? Para tanto, sugiro a leitura do material da rede municipal de São Paulo, “Programa Ler e Escrever: prioridade na escola municipal”, que retrata a possibilidade de uma análise, em função da utilização de letras de canção (páginas 71-80).

Contendo canções variadas, a serem apresentadas e cantadas com os alunos, é proposto que o professor favoreça a memorização de um trecho ou da íntegra de uma determinada letra, a fim de realizar a avaliação diagnóstica, contando com a reprodução do trecho/letra escolhida.

Assim, sem qualquer intervenção do professor (tal qual ocorre com a sondagem sobre as hipóteses de escrita), cada aluno tomará a letra já memorizada como referência para a produção escrita, seguida da análise do professor sobre os erros apresentados por cada estudante.

O mesmo material ainda apresenta exemplos de análises, em função da classificação proposta por Artur Gomes de Morais, e já discutida nessa seção, na publicação sobre trocas de letras na escrita.

Com um quadro sobre regularidades e irregularidades do sistema ortográfico, o material auxilia a organização dos dados, de modo que o professor indique a palavra vinculada a cada (ir)regularidade, assim como classifique a ocorrência, favorecendo um retrato fiel e bastante claro do perfil de conhecimento ortográfico dos estudantes de toda a turma.

Tenho certeza, professora Daniela, de que esse exercício diagnóstico poderá render excelentes frutos, tanto para você quanto para o próximo professor de seus alunos!

Desejo sucesso e continuo à disposição, caso queira continuar a prosa.

Bj, obrigada e até já,

Olímpia

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