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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª. Olímpia
Pergunta:

Aluna de 5º ano troca letras e tem dificuldade no uso de maiúsculas e minúsculas. Veja as sugestões da Olímpia.

 

Dedicados professores,

O texto desta semana responde a uma dúvida que, certamente, extrapola os limites do Paraná, cidade de Curitiba, de onde vieram as perguntas da professora Edvone.

Vamos entender por quê?

Boa tarde, meu nome é Edvone Santos, moro na cidade de Curitiba (PR).

Como posso ajudar uma aluna do 5º ano, que troca a letra na escrita da maioria das palavras, assim como não se lembra de usar letras maiúsculas quando escreve nomes próprios? Que tipo de atividade eu posso desenvolver com essa criança para auxiliar na superação dessa dificuldade?

Após lerem a mensagem, muitos devem ter se identificado tanto com as dúvidas referentes a questões típicas do EFI quanto com a vontade de ajudar a aluna, que está no 5o ano, não é mesmo?

De fato, por mais difícil que possa parecer, precisamos “encarar de frente” a realidade de crianças que apresentam demandas de reflexão atreladas ao trabalho com a base alfabética-ortográfica da língua, mesmo que, por vezes, possam parecer “iniciais, básicas”, aos olhos de um professor do 5o ano.

As famosas “trocas de letras”, por exemplo, tendem a acontecer em função da escrita de palavras que envolvem as chamadas relações regulares diretas, descritas por Artur Gomes de Morais (uma referência nacional no estudo da ortografia), como “grupo de relações letra-som que inclui grafias p, b, t, d, f e v em palavras como pato, bode ou fivela”. Assim, encontramos produções como “bato” ou “vivela” devido à proximidade de sons (por exemplo, /p/ e /b/ são produzidos com o mesmo ponto e modo de articulação, com a única diferença na vibração das pregas vocais, que ocorre apenas no som /b/).

Essa “pequena diferença” tende a suscitar muitas dúvidas por parte dos alunos, no momento da produção de palavras e textos. Nesse sentido, vale uma dica: recorrer à diferenciação, utilizando a relação entre a palavra escrita e a figura correspondente, ou mesmo enunciados, nos quais a palavra empregada de forma equivocada promova uma quebra no sentido (seguem, nos links abaixo, atividades para consulta).

Entender a complexidade do nosso sistema de escrita, que prevê não apenas o domínio da base alfabética da língua, mas também a apropriação da sua natureza ortográfica – regularidades e irregularidades – exige um trabalho de fôlego por parte dos estudantes, sendo tarefa de todos os professores.

Do mesmo modo, refletir sobre o uso de maiúsculas e minúsculas – outra dúvida da professora Edvone – está além da chegada à fase alfabética (marcada pelo domínio da relação som-letra) e requer a compreensão dos alunos, em diversas situações de produção.

Tais considerações apontam na direção de pensarmos em uma progressão para o ensino do sistema de escrita, que possa acolher, de forma processual, as demandas, os desafios e as dificuldades do processo de aprendizagem.

Para entender melhor essas e tantas outras questões, seguem dois vídeos bastante esclarecedores sobre a necessidade de lançarmos um olhar guiado pela compreensão (e não simplesmente memorização) e ensino sistemático das normas ortográficas:

 

Ortografia na sala de aula (UFPE) – parte 1; 

Ortografia na sala de aula (UFPE) – parte 2. 

 

Após assistirem aos vídeos, certamente vocês estarão (ainda) mais bem preparados para a análise de atividades que poderão promover encontros mais amplos e significativos com a escrita, anunciados por diversas propostas:

 

“Especial Ortografia reflexiva: caminhos entre letras e sons” (Plataforma do Letramento/CENPEC)

“Estudos de Recuperação” – Língua Portuguesa (SME/SP)

 

Desejo excelente estudo e muito sucesso!

Bj, obrigada e até já,

 

Olímpia

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