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Pergunte à Olímpia

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Meus alunos não querem ler e escrever! E agora?
Profª. Olímpia

Estudantes que não aderem às propostas da escola é o tema da conversa com Olímpia. Confira.

 

Educadores queridos,

O texto da semana será dedicado a uma questão que tem se apresentado de forma recorrente, tanto em mensagens para a nossa seção quanto em encontros presenciais de formação de professores: estamos diante de estudantes que, por variados motivos, não aderem às propostas da escola!

Mas, antes de problematizarmos tal assunto, vamos conhecer de perto a realidade de professor Diego com seus alunos do 7o ano:  

 Olá, Olímpia!

Sou professor de Língua Portuguesa numa turma de 7º ano, no município de Ipiranga (PR) e tenho dificuldade em prender a atenção dos alunos para leitura e escrita. É uma turma que não lê absolutamente nada com vontade, tampouco escreve. Já tentei dissertação, mas eles reclamam porque é longo; já tentei folder, mas mesmo assim eles não fazem. O que eu faço para eles escreverem com vontade e sem reclamação?

Obrigado, Diego Fabri

 

Pela mensagem, é possível constatar que o desinteresse e a reclamação “ganham a cena”, quando a proposta é ler e escrever. Podemos pensar em variados aspectos que, combinados, ajudam a entender as demandas atuais de nossos alunos.

Para colaborar, trago a voz experiente do prof. Dr. Marcelo Buzato (Unicamp), que esteve conosco recentemente, na ocasião do Seminário Nacional Escrevendo o Futuro “Com a palavra, o professor-autor”, realizado em São Paulo, nos dias 03 e 04 de outubro.

Na palestra intitulada “Conhecimento e autoria na cultura digital”, o professor chama a atenção para uma ideia que precisa estar presente no pensamento de todo educador: hoje, a tecnologia é o jeito de descobrir o mundo.

Sei que isso pode assustar, no sentido de entendermos que, então, a escola precisaria ser reinventada... Mas a argumentação do pesquisador caminha ao encontro de evidenciar que os estudantes convivem com textos multimodais, leem, produzem e utilizam textos elaborados de forma colaborativa e acessam informações a todo tempo, em função de uma lógica, por vezes, associativa.

Anunciar esse lugar significa, nas palavras de Buzato, compreender que o conhecimento não está no corpo, não está em uma pessoa, mas na/em rede.

Pensando nisso, professor Diego, entendo ser urgente:

 

olhar para os alunos e discutir o que, de fato, é significativo pra eles. Chamá-los para uma roda de conversa, na qual retratem suas experiências com a leitura e a escrita, seus modos de aprender, pesquisar e construir conhecimento;

 convocar uma reflexão sobre gêneros discursivos de interesse da turma – que poderão ser organizados em projetos e sequências didáticas, por exemplo - mobilizando variados conhecimentos e práticas de linguagem;

 dar lugar à reflexão sobre os problemas locais, provocando um movimento de investigação que, certamente, redundará em heterogêneas possibilidades de ler e escrever, com vistas ao alcance dos objetivos dos próprios alunos (tal como proposto por professores que estiveram no Seminário e comprovaram que as inquietações, questões e demandas dos jovens podem encontrar, na produção de textos, uma saída, uma possibilidade de mudança).

Para finalizar, uma dica: vale muito a pena investir um tempo para assistir aos vídeos da palestra do Prof. Buzato e às rodas de conversa com nossos “professores olímpicos”. Afinal, sem qualquer dúvida, você e nossos leitores encontrarão inspirações para o trabalho efetivo com os estudantes, no decorrer de todo o ano!

Um bj, muito obrigada e até já

Olímpia

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