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Olímpia é uma professora apaixonada pelas palavras e estudiosa da Língua Portuguesa, que responde semanalmente a perguntas de professores sobre práticas de ensino da leitura e da escrita. Venha conversar com ela. Envie a sua pergunta para escrevendofuturo@cenpec.org.br!

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Gêneros orais: uma conversa, em dois tempos
Profª Olímpia

Professora Olímpia traz para a discussão o ensino de gêneros orais na escola.

 

Talentosos educadores,

Nesta semana, daremos continuidade aos textos vinculados a nossa enquete, realizada em maio. Nas últimas quatro semanas, estive às voltas com um mesmo assunto, a avaliação de gêneros escritos, elaborando produções sob medida para nossos gêneros olímpicos: poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião. Agora, chegou a hora de prosearmos sobre o terceiro assunto mais votado por vocês: a avaliação de gêneros orais.

Confesso que falar sobre o ensino de gêneros orais e avaliação não tem sido uma prática recorrente aqui na nossa seção, embora eu a reconheça como fundamental! Até fui “vasculhar no baú da Olímpia”, para retomar o quê, quanto e como tal questão apareceu por aqui. Ao fazer isso, fiquei convencida de que poderemos dividir esse texto em duas produções: 1. a retomada da discussão sobre o ensino de gêneros orais, que farei a seguir, e 2. Dicas sobre avaliação, que ficará para a próxima semana. 

Entendo ser interessante ampliarmos a discussão, a fim de envolver aspectos que possam iluminar diversificadas práticas, com variados gêneros orais, não é mesmo? Vamos, então, ao primeiro momento, foco desta semana! 

Da conversa sobre o ensino de gêneros orais, quatro pontos serão retomados, já que retratam a competente reflexão proposta por Joaquim Dolz (Universidade de Genebra): 

1. a ideia de que os gêneros orais devam ser tomados como objetos de aprendizagem na escola e que, para ensiná-los, os professores precisam construir modelos didáticos, tal como ocorre com os gêneros escritos;

2. a consideração de que os gêneros orais podem ser cotidianos e formais, defendendo que os primeiros, exatamente por serem conhecidos pelos alunos, devem dar lugar – em termos do ensino sistematizado – aos formais;

3. a aposta no trabalho de elaboração de uma sequência didática (SD), baseada no que os alunos sabem sobre o gênero, seguida de uma análise coletiva das produções iniciais para a seleção de demandas e dificuldades/obstáculos que deverão ser contemplados e vencidos, no decorrer do trabalho em sala de aula;

4. a intervenção pedagógica atrelada ao que Dolz denominou “Os 10 mandamentos para o ensino da oralidade”, sendo eles:

 

Esses quatro aspectos estão bem detalhados na videoconferência “A oralidade também se ensina”, que poderá ser apreciada por todos, assim como textos e outros vídeos disponíveis em nosso Percurso Formativo, todos vinculados ao ensino da oralidade. 

Agora, vale pensarmos um pouquinho em nossas salas de aula, procurando indícios do trabalho voltado a esses elementos anunciados por Dolz. Será que conseguimos encontrar práticas que retratem esse ensino sistematizado de gêneros orais?

No intuito de dar uma mãozinha, convido vocês para assistirmos a dois vídeos, que evidenciam a questão das novas regras para o FIES. O objetivo é inspirar uma prosa com os alunos sobre as mudanças na política do financiamento estudantil, voltado ao ensino superior, abrindo caminho para o trabalho, em uma SD, com gêneros como o debate regrado. Vamos conferir? 

 

  • E então? O que se pode discutir sobre os vídeos 1 e 2?
  • De que forma eles poderão mobilizar a atenção dos estudantes sobre o assunto, favorecendo o trabalho com a alimentação temática?
  • Qual a importância dessa ação para a apropriação de conhecimentos?

 

Já à espera da voz de todos, agradeço! 

Bj e até já,

Olímpia

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