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Pergunte a Olímpia

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Autor Profª Olímpia
Pergunta:

Olímpia fala sobre os possíveis caminhos do trabalho com os textos dos alunos, após a produção final.

 

Queridos professores,

Com os textos publicados desde o início do ano, foi possível conversarmos sobre quase todos os passos previstos nas Sequências Didáticas (SD’s) de nossos Cadernos Virtuais, visando ao ensino dos “gêneros olímpicos”, não é mesmo? Eu disse “quase” porque ainda faltam dois aspectos igualmente importantes desse percurso: as estratégias para a reescrita e a publicação dos textos.

Nessa semana, nosso olhar volta-se a possíveis caminhos do trabalho com os escritos dos alunos, logo após a produção final (último assunto da Enquete 3).

Em algumas oportunidades, já falamos dessa questão, e penso valer a pena (re)ler as seguintes publicações:

- “Chega a hora de reescrever: quando e como fazer?”;

- “Escrever e reescrever – a formação do produtor de textos”;

- “Gêneros Olímpicos: quando a produção final ainda não é o fim!”.

Bem, para além dessas reflexões (e das indicações de vídeos e textos em cada um desses textos), entendo ser importante ressaltar alguns pontos, especialmente nesse momento, em que vocês estão concluindo as oficinas e precisam de dicas para o aperfeiçoamento dos textos, certo? Então, vamos lá!

Precisamos considerar que as produções escritas dos alunos nem sempre são um “retrato fiel” do gênero, ou seja, podem apresentar algumas características, de forma mais evidente e completa, enquanto outras, apesar de nosso investimento no processo de aprendizagem, permanecem ausentes ou pouco exploradas. Diante desse cenário, será necessário indicar a reescrita, em função da escolha de diferentes possibilidades:

- Reescrita coletiva - quando vocês perceberem que os textos apresentam questões recorrentes e que, portanto, representam as dificuldades da maioria da turma, uma estratégia bastante favorável é a reescrita coletiva. Assim, com um ou mais textos em foco, toda a classe poderá analisar “escritos de alunos-autores” com a sua ajuda e pensar sobre formas de (re)compor informações, modos de escrever e ideias que assegurem uma produção mais efetiva. Como sabem, muitos alunos tendem a enxergar melhor equívocos no texto do outro, não é mesmo? Então, após a análise coletiva, terão maiores chances de retornar o próprio texto e reescrevê-lo.

- Bilhete orientador - em linhas gerais, essa proposta está centrada na produção de um bilhete para o aluno, de acordo com as observações e avaliação do professor sobre o texto. Há uma orientação para que ele seja iniciado por um aspecto positivo, já presente na produção, seguido de uma pergunta, que favoreça a rápida localização da questão a ser reescrita e abra caminho para que o aluno possa pensar e chegar a uma nova versão. É fundamental que um foco seja estabelecido nessa pergunta (como, por exemplo, “no primeiro parágrafo, você acredita que o leitor entendeu qual a questão polêmica a ser tratada? Releia seu texto e reflita sobre o modo como você a apresentou”). Sem esse foco, o aluno tende a revisitar o que ele considera que esteja inadequado, correndo, inclusive, o risco de alterar o que já estava bom! Para ficar bem claro, o bilhete deve favorecer o olhar para um aspecto importante e já presente, acompanhado por uma questão que demanda reelaboração.

- Texto com abas - essa estratégia consiste em colar, nas duas laterais do texto do aluno, uma tira de folha em branco, a fim de favorecer que o aluno possa compor uma nova versão apenas do que estiver pendente, sem a necessidade de copiar trechos que já estão completos. Dessa forma, após a reescrita nas abas e nova análise do professor, ele comporá uma versão final, considerando os trechos do texto original e das abas. Por vezes, as abas também poderão ser utilizadas para observações do professor (por exemplo, aba da esquerda para o aluno e da direita para uso do docente).

- Grade de avaliação - em função da organização, em itens, dos principais elementos que compõem o gênero em estudo, os alunos poderão utilizar a grade para checar quais aspectos já estão inseridos no texto e quais requerem reescrita. É possível organizar a grade a partir das perguntas presentes na grade de avaliação, no final de cada Caderno Virtual, acompanhada por itens para marcação do aluno, tais como “sim”, “não” ou, ainda, “a melhorar / a ser mais bem explorado”.

 

Como podem observar, essas são algumas ideias para o trabalho de reescrita, mas estou certa de que vocês poderão combinar algumas delas e criar diversas outras, contando com a ajuda dos alunos e das vivências em salas de aula. Para “saber mais”, confiram o Percurso Formativo sobre Aprimoramento de texto, especialmente as contribuições teóricas e as orientações para a prática.

 
Não deixem de passar por aqui e deixar uma dica de reescrita para os colegas, combinado? Afinal, todos só temos a ganhar!


Bj carinhoso, obrigada e até já,
Olímpia

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