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15 Setembro 2020

Disponível em vídeo, debate abordou como questões de raça e gênero na literatura podem atrair o interesse dos estudantes para a leitura

Finalista da edição 2019 da Olimpíada de Língua Portuguesa, a professora Luciene Pereira participou do debate sobre a formação de leitores e leitoras na Balada Literária, que teve sua edição on-line em 2020. Na discussão, que pode ser conferida no vídeo abaixo, Luciene contou sobre o trabalho que desenvolveu com seus alunos a partir das propostas da Olimpíada para o gênero Memórias Literárias. Também participaram do debate a mediadora de leitura Ana Paula Carneiro, da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, e o apresentador Sidney Santiago Kuanza. 

Luciene defende que, para criar o interesse para a leitura, é importante apresentar aos alunos escritores com quem eles possam se identificar. “Nosso grande desafio como professores de Língua Portuguesa é trazer uma literatura em que o aluno possa se reconhecer, possa ver sua ancestralidade, a representação de sua prática cultural e social”, diz. 

A professora ainda contou que seu trabalho para a Olimpíada de Língua Portuguesa se deu a partir do conto Olhos d’água, da escritora Conceição Evaristo. “A partir da mesma questão que a narradora se faz, perguntei a cada um de meus alunos: de que cor são os olhos de sua mãe? Conversamos sobre as memórias que eles tinham das figuras femininas de suas famílias, descobrimos histórias de superação, de união. Os alunos fizeram um trabalho poético sobre sua própria história e ressignificaram suas lembranças...”

Também a partir das atividades propostas pela Olimpíada, Luciene conta que seus alunos fizeram uma releitura de contos de fadas tradicionais e produziram cartazes sobre as violências contra a mulher que identificaram nessas histórias. Com o projeto, receberam o Prêmio Maria da Penha vai à Escola – iniciativa do Ministério Público do Distrito Federal. 

Luciene ainda lembrou a palestra com a escritora Geni Guimarães, que esteve presente no Encontro de Semifinalistas da Olimpíada de Língua Portuguesa e é a homenageada desta edição da Balada Literária. “Geni disse que é preciso ensinar as crianças a serem negras, que a escola não quer ou não sabe ensinar a criança a ser negra. Perguntei a ela como ensinar a criança a ser negra, ela me respondeu: professora, você pode amar essa criança negra.”

Veja a conversa na íntegra:


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