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Pra ver a trupe da Olimpíada passar

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Uma animada caravana de professores, estudantes, músicos e outros voluntários percorrem escolas
de uma cidade do interior do Rio Grande do Norte para espalhar o programa.


Luiz Henrique Gurgel

Ela chega sob a forma de caravana, com música ao vivo, carro de som, balões coloridos, falas entusiasmadas e olhares curiosos. Não havia engolidor de fogo, malabarista ou baliza fazendo coreografias para atrair as pessoas do lado de lá do muro, dentro da escola. Bastaram - do lado de fora - a pequena banda e os professores voluntários, gente entusiasmada com a palavra e que não se incomodou nem um pouco em soltá-la oralmente, a plenos pulmões, em frente ao portão, adentrando o pátio. Tudo isso para propor àqueles estudantes que apareceram à janela, atraídos pela algazarra, participarem de tramas com a palavra escrita.

 

Esta foi uma das formas mais originais de espalhar a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro de que se teve notícia em 2014. Acontece em Ipanguaçu, no interior do Rio Grande do Norte. Quinze escolas – dez municipais, quatro estaduais e uma federal, sendo que seis em áreas rurais, a quilômetros de distância da cidade – recebem a trupe que anuncia a Olimpíada, mexe com a rotina da escola e espalha, em forma de festa, a vontade de participar do programa. Claro que o grupo faz uma pequena combinação com diretores e diretoras para não atrapalhar nenhuma atividade em sala de aula. Nada que estrague a surpresa dos estudantes que, atraídos pela música, vêm até a janela saber do que se trata. Ao som do frevo ou de Asa Branca, inevitável que todos – inclusive professores - queiram ir até o pátio da escola para ver e ouvir o grupo.

No calor típico do interior nordestino, todos ali se espremendo à sombra da árvore frondosa, ouvem o toque dos metais da pequena banda formada por jovens estudantes da Filarmônica municipal – dois saxofones, um trombone e um trompete - anunciando a professora loirinha, Aloma, de microfone em punho a falar de uma espécie de torneio de textos. O som rouco que sai dos altofalantes de cima de um Uno prateado, que já viveu dias melhores, chama atenção e faz parar até pessoas na rua.

- E hoje tem Olimpíada? - pergunta Aloma ao respeitável público.

- Tem, sim senhora! - respondem em quase uníssono alunos, professores e curiosos, sorridentes, seguindo os aplausos para a mestre de cerimônias.

A galega Aloma continua. Ela é a coordenadora do programa na cidade. Fala de poesia, fala de textos de memórias, fala de crônica e fala de artigo de opinião. Fala de tudo o que se pode escrever sobre Ipanguaçu nessa Olimpíada diferente. Enquanto isso, os outros membros da trupe, a professora Mara, os professores Osvaldo e Aluísio, e até a irmã de Aloma, Amanda, que nem professora é, apresentam as publicações e os materiais que podem ser utilizados por quem quer participar. Hipnotizada, a plateia mal percebe que Osvaldo se transforma no Zé Leitor, sertanejo nordestino apaixonado pela leitura. O personagem entra em cena e conta um pouco da história da Olimpíada, encantando e instigando alunos a bem escreverem sobre os lugares onde vivem.

Dado o recado, a bandinha se despede com mais um frevo e a meninada toda se assanha querendo ir atrás pela avenida. Fica o encanto, a vontade curiosa de participar e a certeza de que as coisas, ali na escola, não estão mais no mesmo lugar. Amanhã tem mais, outra escola os aguarda. A música se espalha, aquele pedaço da cidade se alegra pra ver a trupe passar convidando a escrever coisas nossas, em nossa língua, nossa língua portuguesa.


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