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Portal da Olimpiada de Lingua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Linkes rede sociais.        
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18 Novembro 2021

O Dia da Consciência Negra é uma data para refletir sobre o enfrentamento ao racismo, que também deve estar presente na construção de uma educação antirracista na escola. É importante propor diálogos com os(as) estudantes sobre temáticas como cultura afro-brasileira, representatividade e diversidade, que podem contribuir para a conscientização de crianças e adolescentes sobre suas ações e, assim, desenvolver relações mais equitativas na sociedade.

No texto A importância de celebrar o 20 de novembro – Dia da Consciência Negra, Washington Góes aborda a escolha da data, que marca a morte de Zumbi dos Palmares, como símbolo de luta e emancipação da população negra, além de propor ideias e possibilidades para o trabalho com literatura na perspectiva da educação étnico-racial.

Nesse sentido, o Portal Escrevendo o Futuro promove a discussão sobre este tema de forma recorrente por meio de uma ampla gama de publicações que incluem notícias, artigos, entrevistas, textos literários e atividades voltadas para a sala de aula.

 

 

Poema "Ressonância"

Enquanto posso pensar,

escrevofalo.

Tiro as amarras dos nervos

e as sustento em fogo brando.

 

Poefaço

minhas histórias,

dou aos meus netos, Zumbi

com seus feitos de bravura e glória.

 

Enquanto posso pensar,

falescrevo,

reencarnando Mandela,

pintando uma nova tela

para enfeitar o peito dos meninos.

 

 

E quando não mais puder

hastear na fala esta bandeira,

sacudir toda a poeira,

despejada sobre nós, então,

daí então, os passos que andei, os gritos que gritei,

regerão a orquestra da descendência.

 

Meu replante, meu transplantes,

trovoarão.

Mais que trovão, serei o eco.

 

Poema “Ressonância”, de Geni Guimarães,
que integra o livro Poemas do Regresso

 

 

Geni Guimarães

Escritora homenageada da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, Geni Guimarães é tema de um conteúdo especial, que traz um panorama da sua biografia, além de contemplar diversos poemas e contos. A publicação traz ainda uma entrevista exclusiva e depoimentos de outros(as) escritores(as). Para conferir o especial, clique aqui.

Fazem parte do especial, os contos “Força flutuante”, em que Geni relembra suas primeiras experiências como professora, o enfrentamento do racismo e sua forma de lidar com as crianças, e “Alicerce”, em que relembra uma conversa com seu pai, ainda na infância, quando lhe pergunta o que mulher poderia estudar.

A autora também participou de um webinário, em que contou sobre sua trajetória na literatura e sua experiência como professora, além de declamar alguns poemas e responder às perguntas do público.

No artigo “Dentro do meu dentro’ – A experiência literária de Geni Guimarães”, a pesquisadora Lara Rocha faz uma análise do livro Leite do peito, que revela o forte caráter autobiográfico na obra da escritora.

Já a Proposta de trabalho com o livro Leite do peito contém orientações para atividades com os(as) estudantes em sala de aula, incluindo leituras, rodas de conversa e oficina de criação de bonecas Abayomi.

Conceição Evaristo

O Portal também apresenta conteúdos diversos sobre a escritora Conceição Evaristo, que foi homenageada na 6ª edição da Olimpíada, em 2019. Nesta entrevista, ela conta sobre a força da oralidade em sua trajetória e sobre a criação do termo escrevivência - a escrita que nasce do cotidiano, das lembranças e da sua experiência de vida.

Para conhecer mais sobre a obra literária da autora, leia o conto “Olhos d’água”, o poema “De mãe”, e o ensaio “O mundo é vasto. A textualização do mundo também”, que estão disponíveis no formato áudio. Vale a pena conferir o artigo “Literatura, afeto e comprometimento social: a importância da obra de Conceição Evaristo na educação”, em que a escritora Oluwa Seyi Salles Bento aborda a utilização da produção literária da escritora para mediar conteúdos sobre questões raciais nas aulas.

Escritores(as) negros(as)

Outra autora negra fundamental para a literatura brasileira é Carolina Maria de Jesus, cuja trajetória e produção literária é foco da exposição gratuita no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

Em seu artigo “Quarto de despejo como diário de Carolina Maria de Jesus: armadilhas e possibilidades em sala de aula”, a professora Fernanda Souza aborda caminhos pedagógicos para evitar estereótipos racistas ao se trabalhar a obra da escritora nas aulas.

Já a reportagem “Carolina Maria de Jesus em quadrinhos”ressalta como a linguagem visual pode ajudar os(as) docentes a discutir racismo e cultura negra, além de se aproximar da realidade dos(as) estudantes.

Para trazer à tona a vida e a obra de Maria Firmina dos Reis, primeira mulher negra a publicar um romance no Brasil, o artigo “Maria Firmina dos Reis: inaugurando a literatura de autoria negra feminina”, de Luciana Martins Diogo, enfoca sua voz inovadora na construção das personagens negras e no questionamento sobre o tratamento dado às mulheres.

Há também espaço para entrevistas com escritores negros no Portal. Cuti, que é o pseudônimo de Luiz Silva, um dos criadores da série Cadernos Negros, fala sobre a visibilidade e o conceito de literatura negro-brasileira e o ensino de literatura nas escolas, além de trazer trechos de sua poesia.

Na conversa, em vídeo, o quadrinista Marcelo D’Salete, autor de Angola Janga – Uma história de Palmares, conta sobre o processo de transpor a história do Quilombo dos Palmares para o universo dos quadrinhos e o uso das HQs em sala de aula,

Conheça ainda outros autores(as) negros(as) na nossa lista de sugestões de leitura.

Outras temáticas

O artigo A leitura da palavra mundo e o português influenciado pelas línguas africanas”, de Sheila Perina de Souza, discute o preconceito linguístico, além da influência das diversas línguas africanas e indígenas na língua portuguesa.

Vale a pena conferir o artigo “Representações de África em O rei Leão: que África é essa?”, de Heloisa Pires Lima, que propõe um novo olhar para produções culturais sobre o continente africano que habitam o nosso imaginário.


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