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Autora: Marina Almeida
30 Junho 2021

Redes de Ancoragem se unem a universidades para auxiliar sobre as produções do concurso

Apoio à elaboração do Relato de prática, discussão sobre os gêneros textuais e oficinas de leitura e escrita desenvolvidas a partir da obra de Geni Guimarães. Estas são algumas das atividades desenvolvidas pelas Redes de Ancoragem da Bahia e do Distrito Federal para apoiar os professores e participantes da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa. Conheça outras ações na primeira reportagem desta série.

No Distrito Federal, o projeto original de Anderson Luís Nunes da Mata, docente da Universidade de Brasília (UnB), era organizar uma formação presencial sobre os materiais da Olimpíada em 2020. Com a pandemia, o projeto foi adaptado para um modelo mais curto e on-line naquele ano, e a ideia do curso de extensão ficou para 2021. “Com a segunda onda do vírus no início deste ano e o descompasso entre o calendário escolar e o universitário, preferimos adiar o curso, que vai acontecer on-line no segundo semestre e será realizado em uma parceria entre a universidade e a Secretaria Estadual de Educação do Distrito Federal”, explica.

“Vamos partir do material da Olimpíada de Língua Portuguesa, que é muito rico e nem tão conhecido, mas não vamos nos limitar a ele. Vamos trazer a reflexão teórica sobre gêneros e mostrar como incorporá-los na prática da produção, não na forma de teoria, mas na realização das atividades com alunos”, conta Anderson. Uma das propostas do curso será que os professores elaborem uma oficina para trabalhar os gêneros de acordo com as necessidades de sua escola e realidade. Ele acredita que os efeitos da formação poderão ser vistos nas próximas edições.

O curso será organizado em 6 módulos independentes – que abordarão Sequência didática e reflexão sobre a prática, Poema, Crônica, Memórias literárias, Documentário e Artigo de Opinião – com carga de 30 horas cada. Também contará com a participação de docentes convidados e o participante poderá escolher quais módulos deseja cursar.

Além do curso de extensão, Anderson está organizando uma série de encontros com os  professores inscritos na Olimpíada para oferecer apoio na produção dos Relatos de prática, Linha do tempo e Álbum da turma. Serão cinco encontros, divididos por gênero, compostos por uma breve apresentação, escuta sobre as dificuldades dos professores e a busca de solução conjunta para os problemas apresentados. “Nossa ideia é ter um momento de compartilhamento em grupo, seguido por um momento de trabalho mais individualizado com os professores”, explica Anderson, que conta com o apoio do docente Anderson Matias e do doutorando Gleiser Valério nestes encontros.

Oficinas sobre a obra de Geni Guimarães

Na Bahia, a parceria entre professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e estudantes estagiários do curso de Letras da instituição promoveu uma série de 31 oficinas on-line voltadas para os professores inscritos na Olimpíada de Língua Portuguesa. Algumas das ações incluíam também seus alunos, com o acompanhamento do docente responsável.

Sob a orientação das professoras de Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa, os estudantes planejaram e realizaram as oficinas, que funcionam como parte de sua formação como futuros professores. Partindo da vida e obra de Geni Guimarães, escritora homenageada desta edição do concurso, as oficinas desenvolvem temas variados sobre leitura e produção textual ou audiovisual.

O grupo que organiza as atividades e respondeu em conjunto a esta entrevista é composto pelas professoras Lícia Maria Freire Beltrão, Raquel Bezerra, Noemi Santana, Ana Cristina Farias, Sandra Carneiro e Fátima de Souza, todas da UFBA, e por Ivan Espinheira, representante do Consed na Rede de Ancoragem do estado. “Destacamos dessa formação, três aspectos importantes: a ampliação do repertório em torno da literatura nacional, com o estudo da obra de Geni Guimarães; a produção de oficinas com o uso de recursos digitais; e as experiências de ensino e aprendizagens colaborativas em torno da literatura, leitura e produção oral e escrita de gêneros textuais digitais”, explicam.

As oficinas foram pensadas seguindo as temáticas do ensino de Língua Portuguesa, o que inclui a leitura/escuta, produção oral/escrita e ensino de literatura, na perspectiva da multimodalidade. Outro eixo que orientou a formação foram alguns temas considerados centrais na escrita de Geni Guimarães, como o enfrentamento do racismo estrutural, a questão social cuja resistência precisa ser promovida, e a “escrevivência” – termo cunhado por Conceição Evaristo para a narração das memórias e experiências da mulher negra.

Com formatos variados, as oficinas envolviam exposição, debate e retextualização de poemas e textos para formatos digitais. Entre as atividades propostas estavam a escrita de bilhetes para a Geni criança, publicados no Instagram @parapequenageni, e a produção de um podcast sobre a autora. “Um ponto a destacar foi a participação de Geni Guimarães em duas atividades virtuais: uma dirigida por nós, professoras, que consistiu numa roda de conversa, e a outra, envolvendo estudantes que a entrevistaram visando à produção de um podcast”.

Para o grupo, é a força da obra da escritora que permite o trabalho com tantas abordagens. “Geni Guimarães é a própria poesia. Uma mulher inspiradora que escreve e fala do amor no dia a dia, da família e da amizade. Mas Geni também é exemplo de resistência e de insubmissão. Inspira-nos pelas temáticas de sua ‘escrevivência’, pelas belas histórias de vida e de família, como o fez em A cor da ternura. Inspira-nos pela força de sair de um quadro depressivo e voltar à vida e à escrita com o livro Poemas do regresso. Inspira-nos, ainda, sua amorosidade e sua forma de perceber o mundo. Inspira-nos, finalmente, por ser uma professora e por ser uma mulher negra que inspira outras pessoas quando se faz representatividade. Concluindo com as palavras de Ricardo Piglia, podemos dizer que sua obra permitiu um trabalho tão diverso porque ‘é um laboratório do possível’.”


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