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Autora: Marina Almeida
24 Junho 2021

Redes de ancoragem organizam lives e cursos formativos que abordam as produções para o concurso

Os formadores das Redes de Ancoragem de diversos estados têm organizado lives e cursos on-line para apoiar os professores com as atividades da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa. Na primeira reportagem desta série, conversamos com formadores do Rio de Janeiro, Pará e Tocantins sobre as possibilidades de ensino e aprendizagem, em meio aos desafios provocados pela pandemia na educação.

No Rio de Janeiro, a docente Maria Teresa Tedesco, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com a Undime do estado, organizou várias formações on-line e gratuitas. Cada curso, com 1h30 de duração, foi voltado para um dos gêneros da Olimpíada. “Eu falava sobre leitura, escrita e dava sugestões de atividades, mas reservava algum tempo para abordar também o Relato de prática, a Linha do tempo e o Álbum da turma”, explica. “Optamos por um período mais curto, para que não ficasse cansativo. Com isso, não tivemos queda de participação ao longo do tempo.”

O interesse pelos cursos foi tão grande, que a equipe liberou a participação para professores de outros estados. No total, foram mais de 1.500 participantes, incluindo docentes da Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Mato Grosso. Também chamou a atenção o fato de que cerca de metade desses professores não tinha se inscrito nesta edição da Olimpíada. “O que percebemos é que há uma demanda represada por formação.”

Embora pudessem ser acompanhados isoladamente, a ideia era que os cursos funcionassem como uma sequência. “As pessoas buscam essa continuidade na formação e a maioria dos professores acompanhou as aulas sobre vários gêneros”, conta Maria Teresa. Os cinco vídeos já apresentam mais de 7 mil visualizações e, junto com outros materiais de apoio produzidos, podem ser acessados aqui.

“Como os professores perguntavam sobre a realização das atividades no ensino remoto, passei a incorporar questões sobre como alcançar esse estudante e levá-lo a produzir os textos”, diz. Ela ainda pretende organizar um encontro de plantão de dúvidas sobre o Relato de prática em julho. “A  7ª edição é um sinal de esperança, um lembrete de que é possível realizar não só a Olimpíada, mas também a prática da leitura e escrita na escola, mesmo com as dificuldades que enfrentamos hoje.”

Vozes do Norte

Pará e Tocantins também realizaram ações de formação de professores para as atividades com a Olimpíada, com destaque para a live realizada em conjunto pelas formadoras Márcia Cristina Greco Ohuschi, docente da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Ângela Fuza, docente da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A ideia da live sobre o Relato de prática surgiu no grupo de pesquisa em que ambas participam.

Elas contam que além da proximidade de aspectos sociais e geográficos, por serem estados vizinhos, o diálogo mais estreito entre as Secretarias Estaduais de Educação facilitou a parceria. A live em conjunto, chamada Vozes do Norte em ação, abordou o Relato de prática, a Linha do tempo e o Álbum da turma, e está disponível no Youtube.

“Para meu trabalho como formadora, essa parceria com o Pará possibilitou a oportunidade de estreitar os laços com a professora Márcia, no sentido das trocas de ideias, de materiais e de propostas metodológicas de trabalho. Outro ganho foram as novas amizades constituídas com os outros parceiros da Rede de Ancoragem. Para os professores, os ganhos são referentes ao acesso com um material bastante consistente, elaborado pelas docentes-formadoras e ao contato com outras realidades retratadas ao longo de nossa live”, conta Ângela.

Márcia também ressalta as trocas de experiências para as formadoras e para os participantes. “Nossos professores do Pará, por exemplo, identificaram-se com o Relato de prática produzido pela professora Deuzanira Pinheiro, de Tocantins, que traz o contexto da educação indígena – realidade muito presente também no nosso estado.”

Segundo a docente, os relatos recebidos dos professores têm se centrado nas dificuldades impostas pelo trabalho remoto, na limitação de acesso dos alunos à internet e na falta de interação, sobretudo nos casos em que a única opção é a entrega e a busca de materiais impressos. “Aqueles que conseguem trabalhar de forma on-line dão retornos de registros belíssimos e emocionantes, como o de uma professora do município de Igarapé-Açu, que me enviou um vídeo de uma aluna declamando seus primeiros versinhos com rimas!”, conta Márcia.

Lives de divulgação e formação

No Pará, outras ações também incluíram uma live sobre as novidades da 7ª edição da Olimpíada e um evento on-line da Secretaria de Educação de Belém, realizado com a participação de escritores, historiadores e geógrafos em diálogo sobre O lugar onde vivo, tema das produções. “Como os professores estão muito sobrecarregados de trabalho, não realizaremos outras lives, mas os incentivamos à participação nos webinários da Olimpíada e também fazemos contatos, semanalmente, por e-mail e pelas redes sociais”, explica Márcia. Ela também acredita que a formação realizada em 2020, que contou com a participação de convidados como Joaquim Dolz, Percival Britto e Renilson Menegassi, contribuíram para o trabalho dos professores neste ano.

Já no Tocantins, também foram realizadas outras duas lives: uma, em abril, para mobilizar os professores para as inscrições na Olimpíada e outra, em junho, para apresentar as possibilidades de trabalho com os Cadernos Docentes. “A live surgiu em função de uma demanda dos professores, pois eles relataram dificuldades em adequar os Cadernos às suas realidades e ao curto espaço de tempo letivo, antes das férias de julho”, conta Ângela.


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