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Autora: Marina Almeida
22 Abril 2021

Com reforço dos canais de comunicação e webinários, equipes orientam e incentivam docentes a participar do concurso

Para auxiliar professores e professoras a participarem da Olimpíada de Língua Portuguesa em meio aos desafios provocados pela pandemia, as Redes de Ancoragem estaduais vêm desenvolvendo uma série de atividades. São webinários, ações de mobilização pelas redes sociais, criação de canais de comunicação, entre outros. Nesta reportagem, conhecemos um pouco do trabalho desenvolvido pelas Redes do Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Bahia.

Rio de Janeiro: evento on-line para incentivar professores

Marlise Alves Cardoso, da Undime do Rio de Janeiro, conta que mais da metade dos municípios do estado já fez sua adesão. Para reforçar esta etapa, as ações da rede incluem o envio constante de materiais de formação e motivação para os dirigentes municipais.

Entre os desafios deste ano, ela cita a sobrecarga dos professores com as novas demandas trazidas pela pandemia, além de problemas como falta de acesso à internet, escassez de equipamentos eletrônicos e deslocamentos para suprir os estudantes com materiais impressos.

Para incentivar a participação das secretarias, das escolas e dos professores, a equipe realizou uma live no dia 14 de abril, com a participação da equipe do Cenpec e da docente formadora do estado, Maria Teresa Tedesco, da UERJ. “Houve uma apresentação sobre como será a formação on-line para os professores, com conteúdos voltados para os gêneros da Olimpíada. Também convidamos uma professora de um município do Rio de Janeiro que foi finalista da 6ª edição para contar sobre a sua experiência e o que a participação trouxe para a sua prática”, conta Marlise. Ela também ressalta a importância do professor participar e aprimorar seus conhecimentos, principalmente neste momento.

Pará: ações em diversas frentes

No Pará, Missilene Silva Barreto, representante do Consed, avalia que o número de inscrições e adesões ainda é tímido. Segundo ela, o maior desafio apontado pelos professores é a questão da adaptação das atividades da Olimpíada para o formato remoto de ensino. Além dessas dificuldades, ela lembra que muitos alunos paraenses não têm acesso à internet e ficam excluídos das ações on-line. “Dada a complexidade geográfica do estado, muitos municípios apresentam condições bastante precárias ou nenhum acesso à internet, tendo que investir somente em atividades impressas que os alunos buscam na escola e realizam em casa – muitas vezes cheios de dúvidas e sem o professor por perto para saná-las – para depois devolvê-las para a avaliação.”

Entre as estratégias adotadas pela Rede de Ancoragem do estado, ela cita as divulgações nas mídias sociais, rádios, sites, telefonemas e envio de e-mails e mensagens instantâneas. Também estão programados encontros virtuais ao vivo. “Os temas estão sendo pensados a partir das sugestões apontadas por nossos professores nas mídias sociais”, explica.

O primeiro evento, realizado em 19 de abril, abordou as novidades da 7ª edição da Olimpíada, como a reformulação dos Cadernos Docentes, o foco no Relato de prática e as possibilidades para o ensino remoto. Já em maio deve acontecer o segundo webinário, com caráter mais formativo e voltado exclusivamente ao Relato de prática. Os eventos acontecem via YouTube, no canal do Centro de Formação CEFOR/PA. “Os webinários realizados pelo portal Escrevendo o Futuro também estão em nossa agenda. Temos investido na mobilização dos nossos professores para que participem”, diz Missilene.

Em outra ação, a equipe deve aproveitar as reuniões com diretores e coordenadores, previstas numa ação de formação do estado, para apresentar a 7ª edição da Olimpíada. “Apesar dos desafios que o momento nos impõe, estamos confiantes e otimistas de que nossos professores acolherão com satisfação as ações realizadas pela Rede de Ancoragem do Pará.”

Paraná: comunicação e interação

No Paraná, os desafios para a participação incluem as dificuldades com o ensino remoto e a inscrição de algumas escolas com inconsistência no código do INEP (veja a resposta a essas e outras dúvidas sobre inscrição aqui).

No estado, a Rede de Ancoragem está organizando webinários para tirar dúvidas e motivar os professores das redes estadual e municipais a participarem desta edição da Olimpíada. A equipe, formada por Eliana Deganutti de Barros (UENP), Célia Chaida (Undime) e Cidarley Coelho (SEED/PR), ainda ressalta que o convite se estende aos gestores das escolas, pois eles são mediadores importantes nesse processo.

O primeiro webinário, realizado no dia 15 de abril, foi pensado para dar uma visão geral da Olimpíada e falar sobre as mudanças no Relato de prática. O segundo, previsto para o dia 22, deve abordar o Artigo de Opinião, trazendo alguns pontos do Caderno Docente e a adaptação das atividades das oficinas para o ensino virtual/híbrido. Outros eventos on-line devem ser realizados em maio, com transmissão pelo Canal do Professor, da Secretaria Estadual de Educação noYouTube, aberto a todos os interessados. Entre eles, está previsto um webinário sobre Documentário, com a participação de Poliana dos Santos Silva de Lazari, mestranda do PROFLETRAS/UENP, que desenvolveu uma sequência didática com o gênero em 2020, na modalidade remota emergencial.

A comunicação é outro foco das ações no estado. A equipe da Rede de Ancoragem explica que a Secretaria Estadual oferece apoio por WhatsApp para os técnicos dos núcleos de educação de cada município e, nesse canal, as questões sobre a Olimpíada são respondidas ou encaminhadas. Além disso, há um núcleo de cooperação com os municípios que divulga as notícias e os webinários realizados.

Bahia: webinários e parceria com a UFBA

A Rede de Ancoragem na Bahia avalia que o ritmo de inscrições e adesões ainda está lento neste primeiro momento, mas uma série de ações vêm sendo desenvolvidas para mobilizar redes e professores. Em meio à pandemia, os desafios são maiores e mais complexos: há redes com aulas suspensas, outras com aulas remotas, enfrentando a falta de acesso aos equipamentos tecnológicos e internet.

Outro obstáculo é alinhar as atividades da Olimpíada com um ano letivo “dois em um”, em que o professor trabalha com dois grupos distintos em um mesmo ano e segue o modelo curricular continuum. “Certamente, são adversidades que merecem ser pensadas cuidadosamente para que não percamos o dinamismo e a riqueza da proposta do concurso e não desanimemos professores e estudantes”, diz a docente Lícia Beltrão, da UFBA.

Entre as ações organizadas pela Rede de Ancoragem estão a realização de encontros formativos virtuais com professores e coordenadores municipais. O primeiro deles ocorreu em 30 de março e abordou questões trazidas pelos docentes como a realização de aulas remotas, a falta de equipamentos dos alunos, a inscrição das turmas que seguem o modelo curricular continuum e o registro da produção dos estudantes que realizam atividades impressas, sem apoio da internet.

Também está prevista a organização de oficinas e cursos sobre o gênero Poema e sobre a vida e produção literária de Geni Guimarães, escritora homenageada desta edição, sob a coordenação das professoras Noemi Santana, Raquel Nery, Ana Cristina Farias, Sandra Carneiro e Fátima Aparecida De Souza, da Faculdade de Educação.


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Parceiros
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Futura
 
Undime, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
 
Conséd, Conselho Nacional de Secretários de Educação
Coordenação técnica
Cenpec, Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
Iniciativa
Itaú
 
Ministério da Educação
Programa Escrevendo o Futuro / Olimpíada de Língua Portuguesa
Cenpec - Rua Minas Gerais, 228 Higienópolis, CEP 01244-010 São Paulo/SP
Central de atendimento: 0800-7719310
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