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Tecendo Redes

Tecendo Redes

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Autora: Camila Prado

Programa Escrevendo o Futuro é destaque nos 25 anos do Itaú Social

Em 2018, o Itaú Social completou 25 anos de atuação, sempre tendo como norte a melhoria da educação pública no Brasil. Para celebrar a data, o Espaço Memória do Itaú Cultural e a própria equipe da fundação trabalharam por cinco meses deste ano pesquisando acervo e realizando entrevistas para montar a exposição Tecendo Redes. Nela, o visitante é convidado a um passeio pelos programas que a fundação realizou, e realiza, ao lado do poder público e de parceiros institucionais – como é o caso do CENPEC, que coordena, entre outras iniciativas, o Programa Escrevendo o Futuro.

Por meio de sínteses e relatos sobre os programas, a exposição nos leva a refletir de forma ampla sobre o papel social das empresas e as contribuições que podem oferecer diante das desigualdades no país, que não são poucas. A trajetória do Itaú Social nos revela todo o seu comprometimento e, embora ainda haja um longo caminho a percorrer, grandes feitos aconteceram até aqui.

Na ilha da exposição que traz números de projetos, descobrimos que 990 milhões foram investidos diretamente em programas sociais e que nada mais nada menos que 38 mil organizações da sociedade civil foram apoiadas pelo Itaú Social. Ao centro de uma espécie de móbile com uma profusão de números significativos como esses, há um vídeo do educador Paulo Freire dando sustento ao passado e ao futuro de toda essa matemática: “Estou com 74 anos feitos, continuo todo dia quando acordo ou me deito com o mesmo sentido de esperança. Um dia esse país se encontra consigo mesmo e fica menos feio do que hoje. Como educador, eu jamais deixei a esperança de lado. Se eu pudesse chamar isso de recado, eu diria ‘arranje um jeito de molhar a esperança de vocês como quem molha uma inocente árvore’”.

Sobre esse sentido de esperança e o intuito da mostra Tecendo Redes, a historiadora Nathalia Burato, que integra o Espaço Memória e colaborou na idealização, curadoria e realização da exposição, comenta: “essa exposição não fala de passado apenas, o acervo e a história estão presentes o tempo todo mas muito misturados com a apresentação do que é a Fundação hoje e seus desafios para o futuro. Vou dar um exemplo: o vídeo do Paulo Freire é da década de 1990, tirado de um programa da Fundação quando ela ainda era uma área dentro de marketing do Banco. Eu acho que a graça está justamente nessas possibilidades de uso do acervo que o tiram de um lugar de acervo passado, e preso ao passado, para um acervo que ajuda na construção do futuro.” 

Por meio de diversas experiências, como vídeos e espécies de megafones com depoimentos de colaboradores, educadores e crianças, textos colados no chão e pendurados em tecidos, livros para serem folheados, vitrines com informações e publicações, o visitante circula seus sentidos pela atmosfera dos projetos realizados desde 1993 pelo Itaú Social, entre eles Raízes e Asas, Prêmio Itaú-Unicef, Programa Avaliação Econômica de Projetos Sociais, Programa Melhoria da Educação no Município, Jovens Urbanos, Escrevendo o Futuro, Leia para uma Criança, Voluntariado etc.

Escrevendo o Futuro e suas memórias

Na entrada da exposição, os tecidos pendurados trazem títulos de textos feitos pelas crianças do Escrevendo o Futuro. No chão, lê-se a primeira redação premiada do Programa - e, de fato, o Programa e a fundação praticamente caminham por um chão comum, pois o Escrevendo o Futuro surgiu em parceria com o CENPEC, apenas dois anos após o Itaú Social constituir-se como fundação, em 2000.

Em um passeio visual pelas memórias do Escrevendo o Futuro, vemos seus grandes marcos, o que não deixa de ser uma forma de reviver a trajetória e compreender pontos relevantes dos rumos tomados. Lá estão os primeiros kits do prêmio, o surgimento da revista Na Ponta do Lápis e do Portal, a inserção dos relatos de prática dos professores no prêmio, a primeira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, a ampliação da abrangência, a substituição de gêneros textuais e o marco de ter se tornado política pública em 2008.

“O papel do Escrevendo Futuro é muito importante. Ele é fruto da preocupação do Itaú Social com o desenvolvimento das crianças brasileiras e seu senso crítico, também o vejo como um prêmio que representa a preocupação em ter um trabalho de base e com qualidade, o que se prova com a parceria estabelecida com o CENPEC e a preocupação em não ser apenas um prêmio, mas uma oportunidade de formação de qualidade para professores e alunos”, comenta Nathália. “Nós pesquisamos os textos dos jovens, registros de áudio e vídeo deles falando sobre seus textos e/ou participando das cerimônias de premiação. Foi extremamente gratificante conhecer a qualidade do programa e sua abrangência. Muitas vezes fiquei emocionada e surpresa com a qualidade dos textos, com a sensibilidade das crianças e jovens para pensar no lugar onde vivem”, complementa.

Do micro ao macro, dos números ao conteúdo, do passado ao futuro, a exposição nos traz variadas dimensões da atuação do Itaú Social. Reverberando desde falas de pessoas que estão na ponta até de quem está na gestão, planejando os próximos passos da fundação. Assim, se por um lado ecoam dizeres como “minha ambição é ser cada dia mais o melhor professor que meus alunos podem ter”, do professor José Gilson Franco, integrante do Escrevendo o Futuro, por outro também nos inspira um caminho vicejante escutar o vice-presidente do Itaú Social, Fábio Barbosa: “É com educação que a gente assegura a cada cidadão a oportunidade de ter uma vida melhor. Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta a seu tamanho original.” Que o Itaú Social continue agindo perto e pensando longe, tecendo redes que alinhavam pessoas, experiências, narrativas e territórios, sempre em busca de melhorar o Brasil melhorando a educação.

Fotos Itaú Social/Sérgio Carvalho

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