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Leitura literária em sala de aula

Leitura literária em sala de aula

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Autora: Maria Alice Armelin
06 Dezembro 2018

Projetos de Pernambuco, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina revelam como professores trabalham a literatura na escola

O trabalho com a literatura em sala de aula ainda é um desafio para muitos professores e escolas do Brasil e de todo o mundo. Envolver estudantes em práticas significativas de leitura não é tarefa fácil.

Mobilizado por essa inquietação, em março deste ano, o Programa Escrevendo o Futuro convidou os professores certificados em 2017 pelo curso on-line “Leitura vai, escrita vem: práticas em sala de aula” a contar de que maneira trabalhavam com seus alunos a leitura de obras literárias e que ações ou projetos desenvolviam para promover práticas de leitura interessantes, eficazes e mobilizadoras dentro e fora da escola.

Em resposta, 113 educadores enviaram uma primeira e sucinta descrição de seus projetos. Entre muitas excelentes propostas, foram priorizadas as que tinham foco em práticas voltadas à leitura de obras literárias, realizadas ou em realização em 2018.

Entre os projetos compatíveis com esses requisitos, foram selecionados os de maior consistência e coerência. A partir de então, foi estabelecida uma interlocução formativa com vistas ao aprimoramento das propostas. Aos autores foi pedido o preenchimento de um roteiro de apresentação do projeto, apontando objetivos, ações planejadas para atingi-los, atividades, procedimentos, estratégias e resultados esperados.

Após esse diálogo com os professores, foi possível fazer uma análise mais apurada das propostas e a partir dela seis escolas em que se desenvolviam os projetos escolhidos foram indicadas para receber a visita de um representante do Programa Escrevendo o Futuro.
As visitas, realizadas entre julho e outubro, permitiram a observação mais próxima das ações, potencialidades e resultados de cada projeto, além do contato direto com o professor autor, gestores, alunos e, por vezes, pais e familiares.

Abaixo, você pode conhecer os seis projetos selecionados.

 

Maria José de Barros
Escola Técnica Estadual Maria Eduarda Ramos de Barros
Carpina (PE)

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Ao propor e desenvolver esse projeto com alunos dos 3os anos do Ensino Médio da ETE Maria Eduarda Ramos de Barros (Carpina – PE), a professora buscava aproximar os jovens da obra Os Sertões, para que a lessem, se apropriassem dela e pudessem discuti-la de uma forma mais dinâmica.

Sabe-se o quanto é difícil para o professor de EM cumprir as exigências do currículo de literatura, principalmente quando se trata da abordagem de obras clássicas: o universo em que se movem as personagens e a linguagem utilizada pelo autor são em geral distantes e pouco atrativos para os jovens. Como cativá-los e mobilizá-los para essas leituras necessárias, não só por figurarem nas listas dos vestibulares, mas, porque comportam uma grande riqueza do ponto de vista literário, histórico e humano?

Para atingir seus objetivos, Maria José desenvolveu com os alunos atividades que lhes deram a oportunidade de aproximar-se da obra, dialogar com ela, expor ideias e argumentar a respeito: contextualizações; mesa-redonda com professores de História, Geografia e Sociologia; orientação para a leitura e pesquisa sobre a obra e, como culminância do processo, a realização de debates entre os alunos, utilizando a dinâmica GVGO[1].

Nem todos os alunos leram integralmente a obra – 600 páginas escritas em linguagem sofisticada, recheada de termos pouco usuais e de conceitos científicos –, mas todos eles pesquisaram e leram informações, resenhas, críticas e análises a respeito. Em consequência do processo, os jovens amadureceram: nos debates, posicionaram-se com respeito frente às opiniões divergentes; venceram a timidez e expuseram suas ideias e pontos de vista, argumentando com conhecimento e segurança e ainda revelando um forte sentido de pertencimento, despertado pelo que leram e discutiram.

Um debate sobre Os Sertões, utilizando a dinâmica GVGO e reunindo alunos dos 3os anos, foi realizado durante a visita da representante do Programa Escrevendo o Futuro à escola. A quantidade de informações e a qualidade das argumentações e conclusões expostas pelos dois grupos foram surpreendentes, mostrando o quanto os jovens haviam seapropriado dessa obra de maneira viva, estabelecendo raciocínios e questionamentos próprios, traçando paralelos entre o Brasil de Os Sertões e o atual, mostrando compreensões de como se produziram (e se produzem) situações de miséria, desamparo e discriminação social, que podem desembocar em ações desastrosas como a da Guerra de Canudos.

 

[1] Dinâmica GVGO: dois grupos, reunidos em círculos. Os participantes do círculo interno (GV) debatem o tema; os do círculo externo observam e anotam. Depois, invertem-se os papéis para nova rodada de debates. Ao final, os participantes avaliam seu desempenho e são avaliados pelo professor.

Clarissa Ariadne Orrico
Escola Municipal Dra. Rita Schlithler de Mattos
Monte Alto (SP)

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Para elaborar seu projeto, desenvolvido com alunos de 7os e 8os anos da EMEB Dra. Rita Schlithler de Mattos (Monte Alto – SP), Clarissa partiu de uma constatação: muitos deles tinham pouca intimidade com a leitura de obras literárias, apresentavam pouca fluência ao ler e dificuldades para compreender e produzir textos.

Romper com essa situação, permitindo aos alunos superarem suas dificuldades, levou Clarissa a definir como objetivos de sua proposta: a promoção da leitura, em especial, a literária; a descoberta de novos mundos que ela possibilita; a percepção de que a língua portuguesa é mais do que a obrigação de sala de aula; a possibilidade de construir diferentes sentidos para o lido, compartilhando compreensões e a necessidade de se instruir, saindo do lugar comum.

A partir de um diagnóstico inicial da relação dos alunos com a leitura, a professora planejou realizar uma série de ações contínuas envolvendo, sobretudo, leituras diárias de diferentes gêneros e a leitura completa de uma obra literária por bimestre.

A atividade inicial, antes da leitura da obra em si, é a de ativar conhecimentos prévios pela observação da capa e contracapa, da lombada, do título, das ilustrações, do nome autor, do ilustrador, das orelhas, da folha de rosto, do índice ou sumário. As biografias – autor e ilustrador – são lidas e, se for necessário contextualizar melhor a obra, os alunos pesquisam aspectos históricos, geográficos e sociais relacionados à trama da história. Os conhecimentos são, então, socializados em aula.

É importante frisar que a leitura dessa obra é feita em voz alta, na sala de aula, de forma compartilhada[1], com e por todos os alunos. A professora retoma com eles o que já foi lido em aulas anteriores, lê um trecho e os alunos dão continuidade. Paralelamente ela faz a mediação do processo de leitura e compreensão do que está sendo lido, por meio de pausas em que chama a atenção dos alunos para determinados aspectos da história, questiona as reações e comportamentos das personagens, retoma com os alunos ideias ou fatos já vistos/discutidos, explicita com eles as relações entre acontecimentos da narrativa etc. Trabalha, ainda, a pronúncia das palavras mais difíceis, a entonação, a pontuação. Dessa forma, Clarissa busca articular numa mesma ação que seus alunos se aproximem da literatura, lendo efetivamente as obras selecionadas para esse fim, e aprimorem a fluência e a compreensão do que leem.

Em seu projeto, a professora complementa esse movimento com a atividade em duplas, na qual os alunos devem selecionar um trecho da obra lida, justificar oralmente o porquê de sua escolha e representar seu conteúdo utilizando outras linguagens. As duplas apresentam sua produção aos colegas sempre acompanhada do texto escrito (trecho selecionado) e de informações sobre a obra. Ao final do bimestre, os trabalhos são expostos para apreciação de todos colegas e dos pais/familiares.

 

[1] A leitura compartilhada ou colaborativa, segundo Kátia Bräkling,tem por finalidade "ensinar a ler, ou seja, criar condições para que as estratégias de atribuição de sentido [...] sejam explicitadas pelos diferentes leitores, possibilitando, dessa forma, que uns se apropriem de estratégias utilizadas por outros, ampliando e aprofundando sua proficiência leitora pessoal". Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/136/a-importancia-da-leitura-em-sala-de-aula-para-a-fluencia-leitora.

Rosiane Maria da Silva Coelho
Escola Estadual Barão do Tapajós
Santarém (PA)

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A ideia deste projeto, desenvolvido com alunos de 7º ano[1] da EEEF Barão do Tapajós (Santarém - PA), nasceu a partir do curso on-line “Leitura vai, escrita vem: práticas em sala de aula” e da proposta de trabalho final, numa disciplina do curso de Mestrado em Letras da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em que Rosiane está matriculada.

Segundo a própria professora, “o título do projeto é propositalmente ambíguo, porque o sentido do verbo escolhido, ‘contar’, faz referência à contagem dos alunos que passarão a somar nas estatísticas como novos leitores e a segunda acepção remete ao ato de relatar/contar histórias”.

Para implementá-lo, a professora considerou dois aspectos da realidade escolar: o fato de o trabalho com leitura literária não ser valorizado e geralmente estar articulado a propostas de escrita e a incipiente trajetória leitora dos estudantes, que a levou a priorizar a leitura de narrativas mais curtas. Assim, tomando o gênero conto como objeto de ensino, Rosiane estabeleceu como objetivos: leitura de diferentes contos; reconhecimento de sua estrutura composicional (narrador, personagens, enredo, ambiente, tempo...); identificação dos momentos da narrativa (situação inicial, conflito, clímax, desfecho); o exercício de habilidades de leitura (levantar conhecimentos prévios, verificar hipóteses, analisar, relacionar, comparar caraterísticas linguísticas dos contos lidos; posicionar-se em relação ao que leu etc.).

Para alcançá-los, planejou e realizou uma série de atividades organizadas em oficinas desenvolvidas em sala de aula: Roda de conversa, Momento do Conto, Roda de Indicação, Roda de contos, Painel literário “Deixa que eu te conto!”. Nas oficinas, os alunos trabalharam de forma coletiva, individual, em duplas, trios e grupos. Além de seminários, debates e dramatizações, os alunos realizaram também uma pesquisa de campo com moradores antigos da região, para coleta de narrativas orais de assombro, depois retextualizadas.

A culminância do projeto foi a realização de um Café Literário, em 17 de agosto, com exposição dos livros lidos e dos contos retextualizados, leitura, encenação e dramatização de contos, além de contação de histórias. Estiveram presentes estudantes, outros professores da escola, funcionários, pais e outros convidados especiais.

“Conte com a gente!” possibilitou diversos avanços entre os estudantes, como ampliação da proficiência leitora, valorização das narrativas dos moradores da região, maior percepção das diferenças entre fala e escrita, apropriação da utilização de estratégias de retextualização e maior envolvimento nas atividades de leitura. Inclusive, a leitura e discussão de contos antes das aulas tornou-se um hábito entre a turma, que já está envolvida em outras propostas, como a criação de um jornal da escola.

 

[1] Participação também de alunos do Projeto Mundiar (Programa da SE/Pará para correção de distorção idade-série).

       

Delci Cleonice Bender
Escola Municipal Maurício Cardoso
Herveiras (RS)

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A proposta apresentada pela Profª Delci e sua aplicação na prática tornam seu projeto muito interessante e coeso. Realizado com alunos de 6º a 9º anos de EF, suas ações beneficiam todos os alunos da EMEFMaurício Cardoso (Herveiras - RS). Seu ponto de partida foi a constatação de que muitos alunos retiravam livros da biblioteca, mas apenas os carregavam consigo, sendo incapazes de indicar e comentar o que já haviam lido.

Um primeiro passo foi sensibilizar os alunos e discutir com eles as razões da rejeição à leitura. Com a participação ativa das turmas, Delci levantou o perfil leitor da comunidade escolar e organizou os dados em gráficos, expostos a todos. Estabeleceu um cronograma de atividades relacionadas à leitura e passou a realizar a leitura coletiva de obras literárias escolhidas pelos alunos. A partir de filmes baseados nessas obras, levou-os a observar semelhanças/diferenças na representação das narrativas por meio de linguagens distintas. Paralelamente, colocou os alunos no papel de autores, levando-os a produzir poemas e narrativas – também lidos pelos colegas –, além de vídeo e desenho animado.

Essas ações reverberaram em novas propostas, dessa vez feitas pelos alunos: ler e contar histórias para os colegas dos anos iniciais e criar um Clube do Livro, para troca de experiências com leituras.

Ressalte-se a capacidade da professora em dar voz e vez aos alunos, ao acolher suas ideias, incorporá-las ao projeto inicial e implementá-las juntamente com eles. Por conta do protagonismo conquistado, e dos processos democráticos que norteiam a realização das atividades, os alunos do Clube do Livro apresentam e defendem suas propostas com fluência e propriedade, são “donos de seu discurso”.

Aprimorar a atuação desses adolescentes como “mediadores de leitura” junto aos alunos mais novos requer investimento contínuo, mas é uma iniciativa que os investe de uma responsabilidade a que eles respondem com muita dedicação.

A observação in loco do projeto acabou demostrando que, além da valorização da leitura literária, o projeto conseguiu estabelecer entre professora e alunos um compromisso compartilhado, baseado em valores como seriedade, confiança, trabalho coletivo e respeito mútuo.

Liliana Pires de Lima Heizen
Colégio Estadual Irmã Maria Margarida
Salto do Lontra (PR)

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A ação principal deste projeto, desenvolvido com alunos do EM e Normal do Colégio Estadual Irmã Maria Margarida (Salto do Lontra - PR), consiste na leitura e estudo de obras clássicas pelas equipes de alunos, seguida da produção de releituras por meio de um ensaio fotográfico, de acordo com a criatividade de cada grupo. Para isso, os alunos lançam mão de vários recursos tecnológicos: câmera fotográfica, filmadora, smartphones, aplicativos para edição de fotos e vídeos. As imagens, acompanhadas de uma breve síntese da obra, são organizadas em forma de álbum fotográfico ou scrapbook. Todo o processo ocorre com a mediação da professora, desde a escolha das cenas a serem retratadas, até a construção da síntese.

O primeiro passo para implementar o projeto é a apresentação da proposta e de seus objetivos à turma. A seguir, as obras – selecionadas de acordo com a pertinência dos temas, as características das personagens e a disponibilidade de acesso – são distribuídas às equipes.

Concomitante ao processo extraclasse de produção das imagens, em sala de aula é feito o estudo da biografia e de traços estilísticos dos autores, além da abordagem de temas pertinentes às obras românticas e realistas, tais como: o papel da mulher, a concepção de família, questões culturais e sociais, organização do trabalho, preconceito racial, denúncias sociais por meio da arte, entre outros.

Após a conclusão dos trabalhos e a confecção dos álbuns, é feita a socialização das produções e os scrapbooks passam a fazer parte do acervo da biblioteca da escola.

Reeditado em 2018, o projeto passou a incluir a parceria de outros professores: ganhou amplitude ao ser estendida a outras turmas da escola pela profª de LP, Eliana B. Soranzo. Já as intervenções do prof. de Filosofia possibilitaram maior pertinência nas discussões sobre padrões socialmente aceitos no século XIX e na atualidade, em função de conceitos como ética e moral.

Destaque-se ainda que outro ganho importante para a proposta em 2018 veio de uma sugestão dos alunos: além dos scrapbooks, produzir vídeos com base nas sínteses das obras clássicas e nos ensaios fotográficos. Dessa forma, tornou-se possível ampliar a divulgação das produções, fazendo uso da internet e das redes sociais. Aliás, scrapbooks e vídeos brilharam na I Mostra Literária, um belo evento realizado pela escola em 20 de setembro.

Luciana Aparecida Skibinski
Centro Educacional Profª Ana Maria de Paula
Matos Costa (SC)

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O projeto desenvolvido pela Profª Luciana com seus 27 alunos de 4º ano do EFI, da Escola de Anos Iniciais Profª Ana Maria de Paula (Matos Costa - SC), constitui-se de atividades contínuas de aproximação das crianças com os livros e de promoção da leitura literária, realizadas diária ou semanalmente.

Para fazer frente ao costumeiro “Eu não gosto de ler”, dito pelos alunos, Luciana iniciou o projeto ainda em 2017. Os acervos disponibilizados pelo MEC para as classes de alfabetização impulsionaram os primeiros passos do projeto: a criação do “Cantinho da leitura” – painel de TNT, com bolsos, onde livros ficam acessíveis para as crianças manipularem e lerem sem cobranças – e a “Mala da leitura” – o aluno leva um livro para ler com a família; no dia seguinte conta ou lê a história para os colegas.

Para dar mais vida e ludicidade à proposta, a “Tenda da leitura” entra, periodicamente, em cena ajudando a contar uma história especial com o auxílio de recursos: fantoches, caixa misteriosa/objeto secreto etc.

Por vezes a professora escolhe uma obra e a lê em voz alta para a turma, mas interrompe a leitura num momento de suspense para que as crianças busquem o livro e possam descobrir como a história termina. Já a “Leitura deleite” ajuda a instaurar a calma e a atenção das crianças no início da aula; permite expandir a imaginação, ampliando o repertório vocabular dos pequenos. Há ainda a “Roda da leitura” momento de conversar sobre o livro lido, trocar impressões, conhecimentos, etc. A intenção é explorar a obra, buscando desenvolver a competência leitora dos estudantes.O “Piquenique da leitura” prevê saídas da escola para leituras ao ar livre, em espaços do entorno. Os livros são levados em cestas. O projeto conta ainda com a visita semanal à biblioteca para escolha e empréstimo de livros pelos alunos.

Os resultados do trabalho desenvolvido há dois anos vão se tornando visíveis: crianças familiarizadas com os livros, melhora da fluência na leitura e uso de recursos expressivos como entonação, volume, pausas... E ainda, reflexos diretos na escrita pela melhora significativa dos textos produzidos pelas crianças.

O grande mérito do projeto “Ler rima com prazer” está, sem dúvida, em articular múltiplas e contínuas atividades dentro de um cronograma definido, o que permite às crianças um contato constante com as obras literárias disponíveis. Assim, elas vivenciam diferentes maneiras de relacionar-se com os livros, por meio da escuta, da leitura individual e compartilhada em vários espaços (casa, escola e entorno dela) e da indispensável conversa sobre as obras lidas.

 


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