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Dia Internacional da Mulher: possibilidades de trabalho na escola

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Autora: Carolina Suhet
04 Março 2020

Autora: Carolina Suhet

08 de março foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher, sendo adotado por diversos países, inclusive o Brasil. Essa data que se aproxima traz consigo momentos de reflexão e aprendizado sobre o respeito, igualdade e, acima de tudo, o empoderamento feminino. 

Para além de uma data, é uma oportunidade para professores e professoras explorarem as lutas e conquistas das mulheres. Assim, é relevante investigar e aprofundar cotidianamente essas contribuições para tornar o convívio mais respeitoso na escola, e também desconstruir comportamentos misóginos e imagens estereotipadas. 

O intuito deste texto é que o Dia Internacional da Mulher seja uma inspiração de novos olhares para o futuro. Que os alunos enxerguem na sala de aula a importância da luta diária das mulheres na nossa sociedade.

Por isso, o Portal Escrevendo o Futuro preparou dicas de como abordar a temática, não apenas no mês de março, mas também durante todo o ano letivo. Vamos lá!

Pesquisar e estudar bibliografias relevantes sobre o assunto

Para iniciar o seu trabalho em sala de aula, é importante se munir de bibliografias que tratam sobre as mulheres, principalmente através de uma perspectiva plural. Neste tópico, indicamos livros e textos on-line de escritoras que discutem as lutas das mulheres e o seu papel na sociedade, com o objetivo de valorizar a figura feminina. 

 

O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras - bell hooks

Bell hooks é uma intelectual norte-americana, uma das mais importantes da atualidade. Neste livro apresenta um olhar educador, para construir uma sociedade com consciência crítica e compromisso contra o sexismo e qualquer forma de opressão. 

 

 

 

Vozes insurgentes de mulheres negras: do século XVIII à primeira década do século XXI - Bianca Santana

A proposta deste livro é difundir os escritos das mulheres negras brasileiras, traçando uma espécie de genealogia do pensamento dessas mulheres e a construção do feminismo negro brasileiro.

Clique aqui para acessar.

 

 

O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir

É uma das obras pioneiras do feminismo, e traz uma análise profunda sobre a condição das mulheres na sociedade, abordando aspectos psicológicos e históricos.

 



 


Existe feminismo indígena? Seis mulheres dizem pelo que lutam
- Isabela Aleixo

Este texto publicado no portal O Globo compartilha o depoimento de mulheres de diversas etnias indígenas, que debatem questões como violência e igualdade de direitos, contemplando as suas especificidades.  

Acesse o texto aqui.

Todos devemos ser feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Adichie, neste excelente discurso no TEDx Euston, que inspirou o seu livro Sejamos todos feministas, fomentou um debate sobre feminismo no mundo inteiro. Tanto o discurso quanto o livro são reveladores e partem da experiência pessoal de uma mulher nigeriana. 

Adotar práticas que incluam e destaquem as mulheres na história

Muitas mulheres são destaques em suas áreas de atuação e estão envolvidas nos principais debates públicos. Mesmo assim, é inegável que elas ainda estão para trás na disputa por espaço e voz. Na lista a seguir, estão grandes mulheres que deixaram contribuições sociais, culturais e científicas para o mundo.

Marie Curie (1867-1934) - Cientista

Marie foi uma cientista polonesa que conduziu pesquisas sobre radioatividade e ganhou o Prêmio Nobel em Ciências duas vezes. 

Malala Yousafzai (1997-) - Ativista

Malala, nascida no Paquistão, defende o direito das meninas frequentarem a escola. Aos 17 anos, foi a pessoa mais jovem a ser contemplada com um Prêmio Nobel da Paz. 

Valentina Tereshkova (1937-) -  Engenheira, pilota, cosmonauta e política

Valentina é russa, e foi a primeira mulher a viajar para o espaço, na missão Vostok VI. Hoje ela é deputada.

Elza Soares (1930-) - Cantora e compositora 

Ícone da música brasileira, além de ser uma grande defensora dos direitos das mulheres, fazendo denúncias contra abusos nas suas canções. 

Ruth de Souza (1921-2019) - Atriz

Foi a primeira atriz negra no teatro, no cinema e na televisão brasileira. Uniu-se ao grupo do Teatro Experimental do Negro (TEN), e seu trabalho atravessa gerações.

Sara Gómez (1942-1974) - Cineasta

A diretora afro-cubana entrou para a história como a primeira mulher a dirigir um filme em seu país.

Tereza de Benguela - Líder quilombola

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola do século XVIII. Estrategista militar e dirigente política, liderou o Quilombo de Quariterê, na atual cidade de Cuiabá. 

Frida Kahlo (1907-1954) - Pintora 

Ela ficou conhecida pelas suas pinturas de autorretratos e fotografias. Além disso, foi uma defensora dos direitos das mulheres.

Marta Vieira da Silva (1986-) - Futebolista

Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva. Um recorde não apenas entre mulheres, mas também entre homens.

Conquistas femininas 

Por muito tempo, os direitos e a liberdade das mulheres foram negados. As lutas e as conquistas femininas foram importantes para abrir espaço para as mulheres nos dias atuais.  Conte e relembre com seus alunos os principais sucessos alcançados depois de muitas batalhas, todas muito valiosas. Na linha do tempo a seguir encontram-se algumas dessas realizações, desde o século XIX até os dias atuais. 

1827

Meninas são liberadas para frequentar escolas, porém, restringidas ao nível elementar

1832

É publicado Direitos das mulheres e injustiças dos homens, de Nísia Floresta

1852

O Jornal das Senhoras, primeiro jornal editado por mulheres é criado

1871

Lei do Ventre Livre é promulgada

1885

Chiquinha Gonzaga se torna a primeira maestrina brasileira

1887

Rita Lobato Freitas é a primeira médica brasileira

1910

É criado o Partido Republicano Feminino

1918

Em Torno da Educação, uma obra de Maria Lacerda de Moura é publicado

1919

Resolução de salários iguais para homens e mulheres é aprovada

1928

Primeira prefeita brasileira é eleita, Alzira Soriano de Souza

1934

Mulheres conquistam o direito de votar

1936

Primeiro Sindicato das Domésticas é criado, por Laudelina Campos de Melo

1977

Lei do Divórcio é aprovada

1979

Mulheres são autorizadas a praticar qualquer esporte

1980

Forças Armadas passa a aceitar também mulheres

1981

Ivone de Lara lança a canção Sorriso Negro

1985

Surge a primeira Delegacia da Mulher

1988

Ocorre o primeiro encontro nacional de mulheres negras

2006

É criada a Lei Maria da Penha

2010

Dilma Rousseff é eleita, tornando-se a primeira mulher Presidente do Brasil

2015

É aprovada a Lei do Feminicídio

Desconstruir imagens estereotipadas

Partindo desse olhar, ao propor a reflexão sobre os papéis atribuídos a cada gênero, o professor ou professora promove ações mais igualitárias, desenvolvendo  práticas educativas que favorecem a harmonia entre todos com parceria e respeito.

Uma possibilidade é enriquecer as suas atividades por meio de práticas que desmontem  comportamentos sexistas que podem ser encontrados dentro e fora da escola. Além disso, incluir e fomentar a discussão sobre a participação e valorização da mulher nos diferentes espaços sociais.  

Os exercícios devem mostrar que meninos e meninas têm condições de desenvolver bem as mesmas ações e habilidades.  Essas discussões, sempre embasadas, podem se ligar a debates recentes que apareceram, por exemplo, na mídia ou assuntos levantados de acordo com o interesse da turma. Essas sugestões de abordagem podem se consolidar por meio da formação de rodas de conversa, análise de textos, apresentação de seminários ou criações artísticas com cada turma.

 

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Veja também a seleção de materiais feita pelo Portal CENPEC.

 


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