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Leitura, escrita e portadores de textos

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Olá, Olímpia!

Meu nome é Neide. Sou coordenadora do Centro de Excelência Professora Zoraide Nascimento, em Iramaia, Bahia.

Preciso saber como trabalhar os portadores de texto com os alunos do 5º ano, na faixa etária de 11 e 12 anos, que não sabem ler e nem escrever corretamente.

 

 

 

Cara educadora Neide,

Sem dúvida, o trabalho com portadores de texto representa um caminho favorável para a reflexão sobre o sistema de escrita e as diversas práticas sociais e gêneros a eles vinculados!

Bem, mas vamos pensar juntas sobre sua realidade? No caso de alunos do 5º ano, talvez as dificuldades retratadas por você não tenham (apenas) ligação com a alfabetização, mas (também) ao conhecimento da turma sobre os gêneros que circulam nos diferentes portadores de textos. E ainda vale pensarmos que, quando você disse que eles “não sabem ler e nem escrever corretamente”, os alunos possam apresentar dúvidas sobre algumas estratégias utilizadas na leitura de gêneros presentes em determinados portadores de texto, aliadas à escrita alfabética de palavras… Enfim, parece que estamos diante de variadas possibilidades, não é mesmo? Tentarei “clarear as ideias”, propondo um planejamento em 3 passos.

Entendo que o primeiro passo para o desenvolvimento desse trabalho pelos professores seja traçar o perfil de conhecimentos de cada aluno, ou seja, o que cada um sabe sobre: o sistema de escrita, as estratégias de leitura e os portadores de texto (com seus respectivos gêneros). Em função desse diagnóstico inicial, cada professor poderá identificar claramente quais os saberes de cada aluno e, por consequência, quais os principais focos de trabalho, nas diferentes turmas do 5o ano de sua escola.

O segundo passo consiste em planejar atividades, em função dos achados na maioria dos perfis de cada turma. Nesse sentido, considerando que você é a coordenadora, valerá a pena investir em discussões nos momentos de reunião de equipe, pois os professores poderão trocar informações e realizar um interessante trabalho colaborativo. É também válido definir o uso de alguns portadores por todas as turmas, de forma a possibilitar a análise de diferentes modos de participação dos alunos, diante da mesma proposta. Vocês verão que enquanto algumas turmas exigirão um trabalho mais voltado a estratégias de leitura, como a localização e a relação entre diferentes linguagens, em um gênero como a notícia, presente em um portador como o jornal, outras estarão mais atreladas à reflexão sobre o sistema alfabético da escrita, elegendo termos-chave do mesmo texto, desse mesmo jornal, para propor uma análise mais focada nas relações entre sons e letras.

 

Ainda antes de passarmos para o último passo, tenho duas dicas:

a) reflita com sua equipe sobre estratégias utilizadas por alunos que ainda não se apropriaram do sistema de escrita. Explico melhor: mesmo sem compreender o princípio alfabético, os alunos podem explorar textos de diferentes portadores, conseguindo antecipar algumas informações, em função do que já sabem sobre o portador ou o tipo de informação nele veiculada. Assim, diante de um folheto de supermercado, por exemplo, os alunos poderão analisar a relação entre imagens, números e palavras escritas, de forma a lançar hipóteses acerca do assunto, objetivo do texto e modo de apresentação e organização das informações; ou ainda, ao olharem um cartaz com a imagem do “Zé Gotinha”, poderão dizer que se trata de uma campanha de vacinação. Esse deverá ser o ponto de partida para as reflexões sobre as relações entre sons e letras;

b) escolha, com a equipe, portadores de texto que contenham diferentes gêneros (como um cartaz, que pode conter os gêneros convite e anúncio publicitário, por exemplo) e gêneros presentes em diferentes portadores de texto (como a propaganda, presente em outdoor, cartaz, jornal, entre outros). Falei um pouquinho sobre isso em outro texto desta seção, chamado “Gênero pode ser suporte também?” Confira!

 

Agora, o terceiro passo: acompanhar os avanços de cada aluno, ao longo de todo o trabalho, visando ao replanejamento, de acordo com as necessidades de aprendizado dos alunos de cada turma.

Para terminar, uma consideração: o trabalho com portadores de texto, como jornais e revistas, tende a acompanhar os estudantes no processo de escolaridade, pois sempre enfocaremos um determinado gênero que neles circulam, favorecendo, assim, a ampla reflexão por parte de alunos, antes e depois do 5º ano! Também por isso, torna-se tão relevante seu papel como coordenadora, orientando o planejamento ao longo dos anos, não é mesmo?

 

Desejo um ótimo trabalho a todos e agradeço pelo envio de sua pergunta!

Um abraço e até já,

Olímpia


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