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Alfabetização no 5º e 6º anos: o que fazer?

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Boa tarde!

Trabalho com duas turmas de 6º ano da Rede Municipal de Ensino, em Marataízes (ES), com 35 alunos em cada uma delas. 60% dos alunos estão fora da faixa etária prevista para o 6º ano (muitos acima de 13 anos). Tenho muitas dificuldades de trabalhar com os gêneros textuais com essas turmas, pois eles não são alfabetizados (não conseguem escrever, nem compreendem o que leem). Gostaria de sugestões de atividades que pudessem me ajudar!

Marlúcia da Silva Souza Brandão
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Cara Olímpia,

Sou professora de 5º ano e nos últimos tempos estou me deparando com alunos que chegam a série sem saber ler e escrever. Tive que iniciar o processo de alfabetização para que pudessem, pelo menos, ler palavras e frases com sílabas simples. Porém os próprios alunos não tem interesse algum de aprender a melhorar o seu aprendizado. Estou desesperada porque os pais apenas querem que os filhos vão à escola, mas não querem o compromisso de ajudar, ensinar. Na escola os professores cumprem com o seu papel, enquanto os pais nunca têm tempo. O que faço? Ah! Livros literários vão e voltam do mesmo jeito, dever de casa, nem lhe digo, “não tem tempo”. O que faço?

Ednalva Pereira de Sousa Fonseca

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Prezada Olímpia,

Sou Maria Aparecida, trabalho na escola Benetoli, no município de Auriflama (SP). Pergunto: Como trabalhar com alunos de 6º ano que têm defasagem de aprendizagem e dificuldade na leitura e escrita? Estamos enfrentando dificuldades em reelaborar aulas, reagrupar os conteúdos de forma que os alunos sejam, ao mesmo tempo, alfabetizados.

Um abraço.

Maria Aparecida Gomes Seraguci 

 

Caras professoras Marlúcia, Ednalva e Maria Aparecida,

Com contornos diferentes, vocês três representam a preocupação de professores com o necessário trabalho de alfabetização, voltado a estudantes do 5o e 6o anos do EF. Em algumas oportunidades, já falei sobre o assunto, na tentativa de retomar aspectos centrais envolvidos nessa questão. Para além de sugestões e materiais indicados nesse e em outros textos, entendo valer a pena pensarmos no investimento reflexivo, tanto de professores quanto de alunos, em torno da necessária articulação entre práticas de leitura e escrita e gêneros do discurso.

Explico melhor: ainda que esses alunos tenham dificuldades no aprendizado das relações entre letras e sons, o fato de estarem inseridos no espaço escolar há vários anos certamente favoreceu o contato com diferentes propostas de estudo de gêneros discursivos. Assim, o tão recomendado levantamento dos conhecimentos dos alunos a respeito desses gêneros será o ponto de partida para que, em função dos achados, possamos fazer um trabalho que promova o diálogo entre gêneros já conhecidos e outros previstos para cada ano letivo.

Um exemplo para “clarear” ainda mais a ideia: se tivermos pela frente o desafio de ensinar poemas populares, poderemos nos valer de informações vinculadas ao que os alunos conhecem sobre canções, a fim de estabelecermos relações entre elementos comuns, tais como a escolha e combinação sonora das palavras e a possível presença de versos e estrofes. Assim, não será preciso fazer um trabalho com gêneros diferentes dos previamente selecionados para o ano, mas planejar atividades que favoreçam a atualização de informações (vale fazer o levantamento de títulos de canções favoritas e até eleger uma delas) para, então, destacar a presença desses mesmos elementos em poemas populares, focando o trabalho na análise das palavras.

Agora, uma dica para cada uma de vocês:

Professora Marlúcia, aposte no diagnóstico sobre os conhecimentos prévios dos alunos, com vistas à possibilidade de se valer de alunos mais experientes para a formação de grupos e divisão de tarefas. Estou certa de que a discussão que já fiz sobre o trabalho com alunos repetentes poderá ajudá-la, assim como os materiais bem práticos, sugeridos nos textos dessa seção, ok?

Professora Ednalva, penso que se os livros “vão e voltam do mesmo jeito”, cabe investir em diversificar as propostas de leitura em sala de aula, como o início da leitura de um capítulo, feita por você, com a parada em um momento bem interessante e instigante da história, a fim de convidar a turma para a leitura (em casa) do final desse capítulo ou mesmo a seleção de textos feita pelos próprios alunos, em função de uma pesquisa prévia e leitura de sinopses. Para ampliar o trabalho, favorecendo a participação da família, que tal a organização de um sarau ou de um concurso de “talentos de casa”?

Professora Maria Aparecida, finalmente chegou a sua vez! Há algumas semanas, escrevi sobre o trabalho de “recuperação de conteúdos” e penso que a consulta a esse texto poderá contribuir para sua reflexão. Além disso, indico a leitura atenta dos links presentes no texto, o que certamente favorecerá a ampliação de ideias, combinado?      

Bem, agora para terminar, seguem diferentes materiais, vinculados tanto a atividades para alfabetização quanto a textos que apresentam discussões sobre o tema:

 

1. Textos da seção Pergunte à Olímpia

- Gênero e alfabetização: como promover esse encontro?

- Leitura, escrita e portadores de textos

- Alunos repetentes ao encontro do conhecimento!

- SD: passos para ‘recuperar conteúdos’

 

2. Plataforma do Letramento

- Entrevista com Magda Soares

- Projeto Aceleração da Aprendizagem

 

3. Publicações do CEALE (UFMG)

- Glossário Ceale – Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para educadores

 

4. Publicações do CEEL (UFPE)

- Alfabetização e Letramento

- Manual didático: “Jogos de alfabetização” (UFPE)

 

5. Plataforma Educação&Participação

- Canção “É hora de brincar”, Mestre Pê

 

Obrigada pelo envio das perguntas e fiquem à vontade para aproveitar esse trio que formei e continuar a prosa por aqui, certo?

Um abraço e até já,
Olímpia


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