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Aproximando leituras e leitores

Aproximando leituras e leitores

 

Meu nome é Raquel Ferreira Silva de Santana e sou professora de Língua Portuguesa. Leciono em escolas municipais de Paulista, PE (Educandário Cônego Costa Carvalho e Escola Municipal Governador Miguel Arraes de Alencar). A faixa etária dos meus alunos é de 11 a 15 anos, do 6o ao 9o ano. Minha pergunta é a seguinte:

Como posso atrair meus alunos para escuta da leitura e uma boa prática da escrita? Por que tanta desatenção?

Desde já, agradeço.

 

Cara professora Raquel,

Ao ler que você trabalha com todas as turmas do EFII, pude bem entender sua questão sobre a necessidade de atrair os alunos para as propostas de leitura e produção escrita, assim como sua inquietação quanto à desatenção em sala de aula. Tenha a certeza de que seu texto está representando muitos professores, que vivem às voltas com as “peculiaridades” de turmas compostas por adolescentes!

Penso que assim como eles, que estão em franco período de mudanças, nós professores necessitamos de inspirações, novos ares e uma aposta em caminhos como o proposto nesta seção; um tempo dedicado para questionamentos e troca de experiências. Então, vamos lá! 

Se o objetivo é atrair jovens para as práticas de leitura e escrita, entendo que tudo deva começar com a reflexão sobre o papel que temos de desempenhar cotidianamente em nossas salas de aula: a mediação; o trabalho do educador como um mediador, um parceiro discursivo dos alunos, que os orienta e acompanha em todo o processo, envolvendo desde o planejamento de dinâmicas de trabalho para a apresentação de um texto, passando sempre pela necessidade de dar voz e vez aos estudantes, pela ativação de conhecimentos prévios e discussão permanente, até a reflexão sobre a versão escrita do texto e as propostas de reescrita.

Quais caminhos já trilhei para despertar o interesse de minhas turmas pelas propostas em sala de aula? Rememorar é sempre o primeiro passo para o processo de ampliação de “modos de fazer”, mas não pode ser a única fonte para a ação docente! Afinal, no trabalho com jovens, o dinamismo e a flexibilidade estão (ainda mais) em alta, convocando os educadores a uma constante reflexão sobre formas de mediação que otimizem a participação, o envolvimento e a efetiva aprendizagem.

Pensando nisso, precisamos dedicar tempo para o (re)planejamento de propostas, que estejam voltadas a diferentes formas de apresentação e mediação, considerando a diversidade de mídias e estratégias de leitura convocadas por cada gênero discursivo. Por exemplo: se tomarmos a sequência didática, tal como proposto na “Coleção da Olimpíada”, teremos, como um dos enfoques das oficinas, o trabalho com a alimentação temática, ou seja, com procedimentos propostos pelo professor para favorecer a construção de um repertório pertinente a uma determinada tarefa. Para tanto, se pensarmos no gênero Memórias Literárias, poderemos lançar mão de entrevistas de programas de TV, vídeos com depoimentos de autores consagrados, retratando trajetórias de vida, a leitura de exemplares do gênero já produzidos por esses autores e até mesmo textos de alunos finalistas da Olimpíada que têm, no “resgate literário” do vivido, sua marca.

Esse “trabalho plural” poderá ser realizado por meio de diferentes configurações da turma (em pequenos grupos, de forma individual e coletiva) e por distintos atores (professor, professor com alguns alunos, apenas alunos), com vistas a favorecer o trabalho do docente também em relação às estratégias de leitura, como a antecipação, inferência, comparação entre informações no mesmo texto e intertextualidade. Assim, entendo que teremos maiores chances de evitar a desatenção, potencializando a reflexão, a participação e a construção do conhecimento.

 

Para terminar, seguem algumas dicas:

- Videoconferência: “Alimentação temática para a produção de textos de estudantes”;

- Caderno Virtual “Se bem me lembro...”, contendo oficinas, vídeos e textos exemplares do gênero;

- Jogos de Aprendizagem;

- Artigo: “Escuta do texto ou leitura?”, de Élie Bajard, publicado na revista Na Ponta do Lápis, nº 13;

- Leitura de contos por Edi Fonseca:

- “Bruxas não existem”, de Moacyr Scliar

- “Pechada”, de Luiz Fernando Verissimo

 

Agradeço pelo envio de sua pergunta.

Um abraço e até já,
Olímpia


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