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Com que crônica eu vou?

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Assunto: Gênero: crônica
Autor(a): NPL nº 16

Aproveite a riqueza da nossa música popular para trabalhar com os alunos um dos gêneros de maior sucesso nas letras brasileiras.

"O povo brasileiro é esplendidamente musical e,
se em algum momento expressou sua eficiência na arte,
o fez através da música."
Mário de Andrade

A música, a melodia, o ritmo, o timbre, os versos constituem uma rica fonte para compreender as manifestações culturais, os saberes e fazeres do povo, a história de uma época. Para conhecer um pouco mais da música popular brasileira, escolhemos a obra do compositor Noel Rosa, considerado o criador de uma escola de poesia para o samba. Observador do cotidiano, conseguiu transformar o efêmero em um “documento poético”, em crônica musical. As letras de suas canções trazem temas como fome, falta de dinheiro, marginalidade, boemia, desacertos do governo, vida da cidade. Tudo de forma lírica, irônica, bem-humorada, inspirada no linguajar popular: “É assim que eu faço as minhas coisas. Com situações, episódios, emoções, aspectos colhidos da vida real”, declarou ele na década de 1930.

Noel_1Poeta da Vila

Vamos iniciar o trabalho conhecendo os aspectos da vida e da obra de Noel Rosa. É importante que você, professor, apresente aos alunos o Rio de Janeiro dos anos 1920 e 1930. Uma sugestão é fazer com os alunos uma mostra de fotos, notícias de jornais, discos, objetos que propiciem um panorama cultural desse período. No site do Instituto Moreira Sales (<ims.uol.com.br>) há um interessante acervo de fotos do Rio antigo.

Ouça com os alunos algumas de suas canções na versão original, mas ouça também gravações recentes. Por exemplo: Feitiço da vila, Com que roupa? , Palpite infeliz, Três apitos, Último desejo, na voz do Noel Rosa, estão disponíveis no YouTube (http://www.youtube.com/). Também há interpretações de Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Rita, Caetano Veloso, entre outros. Aproveite a ocasião para conversar com os alunos sobre as músicas que eles gostam de ouvir e de cantar; pergunte-lhes se tocam algum instrumento e se gostariam de “dar uma canja” para a turma.

Noel de Medeiros Rosa, sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista, nasceu no bairro de Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1910. Contribuiu para a legitimação do samba de morro no “asfalto”, ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação de sua época. Teve, em seu nascimento, fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, além de uma pequena paralisia na face direita, que o deixou desfigurado para o resto da vida, apesar das cirurgias sofridas aos 6 e 12 anos. Na escola recebeu dos colegas o apelido de “Queixinho”. Neto, bisneto e sobrinho de médicos, em 1931 entrou para a faculdade de medicina, sem, no entanto, abandonar o violão e a boemia. O samba falou mais alto, pois largou o curso meses depois, quando começou a compor e a tocar no Bando de Tangarás. Dominava o idioma e a gramática. Talentoso, desenhava caricaturas. Teve paixões por mulheres que se tornaram musas de alguns de seus sambas, como Ceci, dançarina de um cabaré da Lapa. Para ela, compôs Dama do cabaré e Último desejo. Casou-se com Lindaura – de apenas 13 anos – em dezembro de 1934. Essa união não modificou seus hábitos boêmios, que acabariam por comprometer irremediavelmente a sua saúde. Compôs mais de 250 músicas com mais de 50 parceiros. Inspirado, improvisava versos sobre tudo e todos; de cada detalhe, nascia um samba. Morreu no dia 4 de maio de 1937, aos 26 anos, em decorrência da tuberculose. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira: < www.dicionariompb.com.br/noel-rosa.

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