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Encantos de Mojuí dos Campos

Inicio do conteudo

 

Lente de aumento na escrita

Encantos de Mojuí dos Campos

Autora do estudo: Zoraide Faustinoni

O projeto

O projeto

Prefeitura de Mojuí dos Campos (PA)
Igarapé Beira-Rio, Mojuí dos Campos (PA)
Praça da igreja, Mojuí dos Campos (PA)

Cidade recém-emancipada, Mojuí dos Campos apresenta grande potencial para o turismo. Sua programação cultural inclui inúmeros eventos, como a Festa da Integração Nordestina, os festivais do abacaxi, do mamão, do maracujá, entre outros. A região conta também com vários igarapés de águas geladas e transparentes; no entanto, a professora Rosiane constatou que grande parte dos alunos apresentava um sentimento negativo em relação ao lugar em que vivem. A partir dessa observação, ela propôs o projeto “Encantos de Mojuí dos Campos” com duplo objetivo: de um lado, melhorar a relação dos jovens moradores com a cidade e, de outro, trabalhar conteúdos de língua portuguesa em estreita relação com as práticas sociais. Com esse duplo objetivo, professora e alunos produziram um fôlder turístico da cidade, que foi adotado pela prefeitura.

Ficha técnica
Instituição de ensino Escola Estadual de Ensino Médio Governador Fernando Guilhón
Localidade Mojuí dos Campos, Pará
Classe 3º ano do Ensino Médio
Professora Rosiane Maria da Silva Coelho
Duração do projeto 4 meses
Produto final fôlder turístico

Etapas do projeto

  Etapa 1   Etapa 2   Etapa 3  
Compartilhando   Produção do
fôlder turístico
  Distribuição
do fôlder

1. Compartilhando

A socialização do projeto ocorreu em uma roda de conversa em que os alunos expressaram suas opiniões e sentimentos sobre o lugar em que vivem. Diante da predominância de pontos negativos apontados pelos alunos, a professora ressaltou os aspectos positivos e tudo foi registrado em um quadro. Rosiane perguntou se havia na cidade algum texto que mostrasse fotos dos igarapés, da igreja, dos festivais que foram listados por eles. Os alunos disseram que não havia e ela, então, propôs a elaboração de um guia turístico, posteriormente mudado para fôlder.

Roda de conversa com a turma da professora Rosiane Maria da Silva Coelho

2. Produção do fôlder turístico

Uma longa caminhada desde a produção inicial até sua finalização com produção coletiva, assim foi a elaboração do fôlder, com muito trabalho e algumas reclamações dos alunos (“Mais escrita?”), mas sempre com incentivo e apoio da professora. Nesse percurso, os alunos puderam comparar os textos iniciais que tinham feito com o do fôlder de Santarém e, mediante roteiro, eles mesmos concluíram que havia muito trabalho pela frente. Durante a análise, fizeram diversos comentários: “Nossa, faltam muitas informações.” “Haja produção, professora, porque esse texto está ruim.” “Precisamos melhorar muito.”

Observem o diagrama com todas as etapas do projeto.

Etapas de produção do fôlder turístico de Mojuí dos Campos (PA)

3. Distribuição do fôlder

Os fôlderes foram distribuídos no aeroporto e no centro comercial de Santarém, cumprindo assim sua função social de divulgar para moradores e turistas as atrações de Mojuí dos Campos.

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Situação de produção

Situação de produção

A professora Rosiane iniciou a conversa sobre gêneros textuais ao perguntar aos alunos se conheciam algum texto que divulgasse as festas, os eventos religiosos e as belezas naturais de Mojuí dos Campos. A primeira proposta foi a elaboração de um guia turístico, depois substituída pelo fôlder.

A produção inicial do fôlder mostrou que os alunos não tinham uma representação adequada desse gênero. A análise de dois fôlderes obtidos na cidade de Santarém possibilitou uma discussão sobre a situação de produção desse gênero textual: quem produz, com que finalidade, a quem se destina, o que se pode comunicar por meio desse gênero, qual o melhor jeito de dizer, qual o suporte, onde circula etc.

Para produzir o fôlder os alunos tiveram que assumir outro papel, deixaram de ser apenas alunos escrevendo para o professor com a finalidade de demonstrarem saber ou de serem avaliados, mas tornaram-se autores de textos que tinham como intenção divulgar atrações turísticas de Mojuí dos Campos e que iriam circular na cidade em que vivem e fora dela. Nesse papel, construíram uma representação sobre quem seriam e como seriam os leitores desses textos e foram buscar conteúdos e jeitos de dizer que pudessem de fato atrair os turistas.

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Produção inicial e análise dos textos dos alunos

Produção inicial e análise dos textos dos alunos

Vamos analisar duas produções ressaltando aspectos positivos e aqueles que precisam ser aperfeiçoados.

Produção 1

Com muito prazer informamos as festas de Mojuí dos Campos como.
* A festa Junina
* A festa Nordestina que teremos suas iguarias e danças folclóricas
* Temos como atrações os eventos de Mojuí dos Campos os festivais.
* Festival da Galinha Caipira
* Festival do abacaxi
* Festival do Maracujá
Teremos também a Caminhada de fé com Maria

Venha conhecer Mojuí dos Campos suas belezas e encantos.
Variados Campos, suas paradas chegão a:
* Praça da Matriz
* Praça da Prefeitura
* Praça do Pacin
Vemos Também os campos de jogos como.
* Campo Ipiranga
* Campo do Nogueirão
* Campo do União

Não Vamos esquecer os igarapés de Mojuí dos Campos.
* Beira rio
* Igarapé do Nelcinho
* A ponte de Mojuí dos Caboco

Análise do texto

O texto 1 traz informações sobre os eventos e belezas naturais de Mojuí, ainda que em forma de lista.

As informações estão dispostas em papel sulfite, no formato A4, dobrada ao meio, procurando imitar um possível formato do suporte em que se apresenta um fôlder.

O texto inicia-se com uma boa frase, que incita o turista, mas na qual falta uma vírgula para isolar os elementos da enumeração (“Venha conhecer Mojuí dos Campos, suas belezas e encantos.”); também poderia ser finalizada com um ponto de exclamação, ao invés de um ponto final, para torná-la mais expressiva. Ao longo do texto, surgem outros problemas de pontuação, especialmente a não utilização de dois-pontos nos trechos em que há enumeração de eventos ou de pontos turísticos.

Constatamos também ser necessário fazer uma seleção dos eventos e pontos turísticos para compor o fôlder. Será preciso também selecionar as informações mais relevantes sobre as atrações escolhidas.

Nota-se ainda o uso de estruturas e formas de dizer que não são adequadas ao gênero como: “Com muito prazer informamos” [...] “Teremos também a caminhada” [...] Não Vamos esquecer os igarapés” [...]

Finalmente, observam-se construções sintáticas estranhas, como em: “A festa Nordestina que teremos suas iguarias e danças folclóricas”; e problemas ortográficos, como: “[...] suas paradas chegão a” [...]

Produção 2

Índice

FESTA DA INTEGRAÇÃO NORDESTINA
ARRAIAL DE SANTO ANTONIO
CAMINHADA DE FÉ COM MARIA

Festa Nordestina
Começou no ano de 2007 no mês de Junho.
A mesma é comemorada por três noites, com várias apresentações culturais e Regionais e é localizada no Campo do Nogueirão.
A festa tem como objetivo homenagear os nordestinos e alegrar a cidade.

Caminhada de FÉ com Maria
A caminhada de Fé com Maria é uma caminhada de Fé que acontece no mês de novembro.
Os fies percorrem um percuso de 36 km de Mojuí até Santarém.

Arraial de Santo Antonio
O arraial acontece todos os anos no mês de setembro e são 3 noites de muita festa tem várias apresentações. Danças, Iguarias, cantores e muito mais.

Análise do texto

No texto 2 nota-se a escolha de algumas atrações turísticas.

A dupla de autores não se limita a listar os eventos, mas faz uma descrição apresentando alguns detalhes sobre eles.

As informações estão dispostas em papel sulfite, no formato A4, dobrada em três partes, imitando um possível formato utilizado pelo fôlder.

A produção apresenta um índice (provavelmente porque os alunos haviam analisado anteriormente um guia turístico), que não faz parte da estrutura de um fôlder.

Embora haja uma descrição dos eventos, esta precisa ser aperfeiçoada, seja nos aspectos gramaticais, seja nos aspectos estilísticos, para que se torne mais atraente ao turista.

Há repetição desnecessária de palavras nas frases, como em “A caminhada de Fé é uma caminhada de Fé que acontece no mês de novembro”; emprego incorreto de letras maiúsculas e minúsculas (nome do mês com maiúscula, nome de evento com minúscula) e outros erros de ortografia (fies, pecuso).

Denominador comum

Os primeiros fôlderes produzidos eram muito simples e a maioria trazia características de guia turístico com a presença de índice, lista de locais e não fazia qualquer descrição dos eventos. A linguagem era pouco elaborada, sem a utilização de recursos capazes de atrair o turista. Além disso, apresentavam repetições desnecessárias de palavras, grafia incorreta, problemas com a pontuação e a construção de frases, e outros aspectos gramaticais.

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Procedimentos para aperfeiçoar as produções

Procedimentos para aperfeiçoar as produções

Com base na análise das produções iniciais, para melhorar os aspectos discursivos e de conteúdo, a professora desenvolveu três ações principais: uma visando conhecer as características do gênero (análise de dois fôlderes obtidos em Santarém); outra, com o objetivo de realizar a alimentação temática (pesquisa em fontes escritas e pesquisa de campo); e a terceira visando o retorno das duplas aos seus textos iniciais para identificar aspectos que precisariam ser melhorados.

1. Estudo das características do gênero

Fôlder turístico de Santarém e região

Os fôlderes foram obtidos em uma agência de turismo e na secretaria de Turismo, em Santarém. A partir de cópias dos exemplares, os alunos, em grupo, fizeram a análise dos aspectos discursivos, textuais e linguísticos dos fôlderes, orientados pela professora, com as seguintes perguntas: Quem produziu o fôlder? Com qual finalidade? Quem é o público leitor? Onde circula esse gênero de texto? O que nele é divulgado? Além da linguagem verbal, que outros tipos de linguagem não verbais aparecem? Por quê? Por que há imagens?

Em seguida, observou-se a estrutura gramatical do texto: O fôlder tem título? Subtítulo? Qual é o tempo verbal predominante? E o modo verbal? No texto aparecem vários adjetivos, por quê? Qual a variedade linguística empregada?

2. Alimentação temática

Distribuídos em grupos, os estudantes iniciaram as pesquisas sobre os eventos festivos e culturais e os pontos turísticos da cidade que foram escolhidos por eles para compor o fôlder: Caminhada de Fé com Maria, Festa de Integração Nordestina, festivais do abacaxi e do maracujá, igarapés. Um grupo encarregou-se das fotos e outro visitou alguns empresários locais com o objetivo de conseguir patrocínio para a produção do fôlder. Antes de saírem a campo, sob a orientação da professora, elaboraram as perguntas para a coleta de informações.

Essa etapa durou duas semanas e, no dia programado, todos os grupos trouxeram informações valiosas para a produção do fôlder.

Esse trabalho possibilitou que os alunos entrassem em contato com a situação de produção de um fôlder turístico, além de observar suas características textuais.

Nesta etapa os alunos perceberam também que precisariam escolher os pontos e eventos turísticos mais importantes para compor o fôlder.

3. Revisão da produção inicial pelos alunos

Depois da análise do fôlder de Santarém e da pesquisa sobre as atrações turísticas da cidade, a professora organizou os alunos em duplas para análise de suas primeiras produções. Essa análise foi orientada e acompanhada de perto pela professora, que retomou a situação de produção e outras características de textos desse gênero:

• Produzimos um fôlder? Por quem será lido? Onde circulará?
• Há título principal? E os subtítulos? Eles chamam a atenção do leitor?
• Há informações objetivas e interessantes sobre o município?
• A linguagem utilizada está adequada ao nosso público-alvo?
• A ordem de apresentação das informações favorece a compreensão do texto?
• Os períodos têm predominância descritiva?
• Utilizamos o tempo e o modo verbal adequado?

A professora destacou a importância dessas questões para ampliar a visão dos alunos em relação às suas produções. Segundo ela:

“Assim, puderam notar com mais clareza e objetividade as limitações contidas em seus textos. Durante a análise, surgiram diversos comentários, como: “Nossa, faltam muitas informações”. “Haja produção, professora! Porque esse texto está ruim.” “Precisamos melhorar muito.”

Com este trabalho os alunos se colocaram no papel de leitores de seu próprio texto. O roteiro proposto pela professora possibilitou que retomassem a situação de produção do fôlder turístico e avaliassem o quanto suas produções se aproximavam ou se distanciavam desse gênero.

4. Novos textos dos alunos: segunda produção

Os alunos, em duplas, fizeram, então, a primeira reescrita ou segunda produção de seus textos. A professora orientou-os a incluir as informações obtidas por meio das pesquisas e entrevistas.

O que melhorou na segunda produção?

Na segunda produção os textos trazem informações relevantes sobre a cidade e suas atrações e os aspectos positivos já são destacados:

[...] Mojuí oferece atrativos culturais e cenários naturais expressivos. Destaca-se no município a agropecuária e agricultura como base econômica. Destaque que permite anualmente a realização de festivais como: do Maracujá, do Abacaxi, do Mamão, da Galinha Caipira, da Tapioca, entre outros.

Outros eventos relevantes são a Caminhada de Fé com Maria e a Festa de Integração Nordestina. É importante também destacar os belos igarapés situados nessa cidade para momentos de lazer e apreciação da natureza. (Texto de abertura do fôlder)

Nota-se o uso de recursos que incitam o leitor a conhecer a cidade:

[...] Para descobrir os demais encantos de Mojuí dos Campos, como por exemplo, a alegria de seus moradores, visite e conheça um pedacinho do Nordeste no seio da Amazônia. (Texto de abertura do fôlder)

Em alguns textos observa-se também o cuidado com a descrição e o uso de adjetivos:

O ambiente apresenta uma estrutura com redário, um campo esportivo, um açude e o igarapé de águas escuras com uma belíssima vista para a mata nativa. (Igarapés)

Essas mudanças mostram o efeito do trabalho realizado pela professora e pelos alunos: análise de fôlderes que serviram como modelo, pesquisa de campo e em fontes escritas e análise das produções iniciais com orientação da professora e elaboração de um roteiro.

Aspectos que ainda precisavam ser aperfeiçoados

A maioria dos estudantes copiou literalmente trechos de textos retirados de fontes escritas ou incluiu trechos da entrevista sem fazer as modificações necessárias.

Em muitos textos os alunos escreveram como se estivessem em uma interação face a face: “Agora vamos falar pra vocês sobre a Caminhada de fé com Maria”. “Também vamos mostrar os igarapés”.

Alguns textos estavam muito extensos, considerando o tamanho total do fôlder. Havia também informações desnecessárias tendo em vista a finalidade do gênero, ou seja, revelavam problemas de progressão temática.

Em grande parte dos textos faltava adequar a linguagem por meio de escolhas de palavras mais precisas que tornassem o texto mais persuasivo e produzissem os efeitos de sentido próprios do gênero.

Notava-se muita repetição de palavras, que poderiam ser substituídas por pronomes, sinônimos ou outros elementos de coesão.

Havia ainda problemas com a pontuação principalmente com o emprego da vírgula e com a grafia de palavras. As questões gramaticais observadas tanto na primeira produção como na segunda foram tratadas por meio de atividades específicas de reflexão e sistematização.

Mais análise, mais reescrita!

A professora retomou, no datashow, o fôlder de Santarém. Chamou a atenção para o espaço ocupado pelas informações, para a estrutura textual, para os aspectos discursivos e também para a importância de, neste gênero, utilizar a multimodalidade, dando destaque a imagens, fotos, cores, formato e tamanho das letras.

Ao mesmo tempo, mostrou a segunda produção de uma das duplas (autorizada pelos autores), que apresentava problemas de textualização recorrentes entre os alunos, para que fizessem uma comparação.

Questionou sobre a quantidade de informações, perguntou se todos os dados escritos eram importantes, quais eram desnecessários e se haveria espaço no fôlder para todas as informações. Já em relação aos trechos em discurso direto, sugeriu que fossem transformados em discurso indireto.

Também chamou a atenção para trechos que apareciam sem títulos ou subtítulos, explicitando como eles ajudam a chamar a atenção para informações cruciais contida no texto.

Iniciaram, então, uma nova reescrita. Segundo a professora, “não foi fácil incentivá-los a mais uma reescrita, porque já deixavam escapar alguns comentários do tipo: ‘Escrever novamente, professora?’ ‘Mais escrita!’.”

Mas, segundo a professora, “superar essa resistência foi fundamental ao aprendizado daqueles jovens escritores. Mesmo ao som de reclamações, eles produziram...”.

Vamos analisar alguns textos dessa segunda produção, o processo e o resultado da reescrita.

A análise prévia feita pela professora e as questões orientadoras da reescrita tiveram por objetivo aperfeiçoar os textos para que o fôlder atingisse sua principal finalidade: divulgar aspectos positivos da cidade e atrair o turista. A consciência de que o fôlder iria circular fora dos muros escolares, que iria cumprir uma finalidade social, contribuiu para que, apesar da falta de hábito de fazer reescritas, os alunos se empenhassem nesse trabalho.

Texto: Festival do Maracujá

Texto original Análise e questões orientadoras da reescrita Texto reescrito

     O festival do maracujá é uma festa da cidade de Mojuí dos Campos bem movimentada.

     O presidente da Comunidade de Boa Fé diz: “O Festival do Maracujá começou há muitos anos desde 2008, no começo tivemos muita dificuldade para realizar a festa porque ninguém queria participar, ou melhor, colaborar, mas depois aceitaram. Agora, anualmente a festa vem acontecendo na comunidade de Boa Fé. Nossa comunidade fica no Km 5, na PA 43, distante 5km do Centro de Mojuí cerca de 15 a 20 minutos de carro.”

     A festa iniciou em 2008 através de iniciativa da Associação de Moradores e Produtores de Maracujá após uma assembleia comunitária.

     Durante as festividades são servidos pratos a base de maracujá, como: pudim, geleia, sucos, bolos e cocajá. Também tem muitas apresentações de quadrilhas como Aconchego e Laços Dourados, além de bandas de forró da região.

Pontos positivos:
• o texto traz informações relevantes sobre o evento.

Aspectos que podem ser aperfeiçoados:
• Acrescentar um título para chamar a atenção do leitor para o evento.
• Transformar discurso direto em indireto.
• Melhorar o jeito de dizer para tornar o texto mais persuasivo.
• Substituir repetições por meio do uso de sinônimos.

Questões orientadoras da reescrita:
• Vamos colocar um título?
• Como poderíamos reescrever o primeiro parágrafo para que o turista tenha vontade de vir ao festival do maracujá?
• Observem o segundo parágrafo: vocês acham que fica bom transcrever a fala do entrevistado? Que informações desse parágrafo interessam ao turista? O que deveria ser apagado?

     FESTIVAL DO MARACUJÁ [1]

     O Festival do Maracujá já se tornou um acontecimento de grande importância [2] na comunidade de Boa Fé, localizada no Km 05, na PA 43, distante cerca de 05 Km do Centro de Mojuí dos Campos.

     Esse evento [3] teve início em 2008, a partir de uma assembleia dos moradores dessa localidade, com o objetivo de arrecadar fundos para a Associação Comunitária e também para divulgar os produtos aos municípios vizinhos.

     Durante as festividades são oferecidas iguarias e sobremesas a base de maracujá, como: bolo, geleia pudim, sucos e o cocajá (cocada feita com maracujá). Também há a exibição de quadrilhas juninas e bandas locais de forró.

Comentários: [1] Título; [2] Na reescrita, o texto deixa de ser apenas descritivo para tornar-se persuasivo. A mudança no primeiro parágrafo evidencia esse objetivo. O festival passa a ser apresentado como evento relevante, de grande importância. O adjetivo “grande” reforça essa intenção; [3] Uso de sinônimo para não repetir a palavra festival, sem prejudicar a progressão textual.

Texto: Fé e devoção

Texto original Análise e questões orientadoras da reescrita Texto reescrito

     Fé e devoção

     Tendo início em 1995, a Caminhada de Fé com Maria completará - neste ano de 2015 - 21 anos de realização. Iniciada pelo Padre Auricélio Paulino, dirigente da paróquia naquela época, o evento religioso acontece sempre na última semana de novembro. Na primeira realização, a procissão contou com 300 participantes. Hoje milhares de devotos percorrem um perímetro de 37 KM, saindo do município de Mojuí dos Campos até a Igreja da Matriz, em Santarém (cidade vizinha).

     A primeira Caminhada religiosa surgiu de uma intuição pessoal e um pedido da Mãe de Deus ao padre: “Auricélio, faça uma caminhada de Mojuí dos Campos à Santarém!”. “Eu perguntei para quê, querida Mãezinha”? E ela respondeu-me: Para que a pé, em 37 quilômetros, você realize um sacrifício em ação de graça por sua vida, dos seus familiares, amigos, paroquianos e também em favor do meu povo - os humildes descendentes nordestinos.

     Com o passar dos anos, o evento de fé passou por várias transformações em seu trajeto, porém por desaprovação popular voltou à rota de origem.

     A Caminhada de Fé com Maria é um belíssimo acontecimento religioso, no qual muitos fiéis de diferentes localidades acompanham a peregrinação e podem demonstrar a fé e a devoção por nossa senhora da Conceição.

Pontos positivos:
• O texto traz informações importantes sobre o evento: o que é, quando teve início, quem começou, época em que ocorre, trecho percorrido pela caminhada, evolução desde sua criação até os dias de hoje.
• Uso de adjetivo qualificando o evento como “belíssimo” é importante para convencer o turista.

Aspectos que podem ser aperfeiçoados:
• O texto está muito longo, considerando o tamanho total do fôlder; é preciso reduzi-lo.
• O segundo e o terceiro parágrafos trazem informações desnecessárias considerando os objetivos do fôlder.
• No segundo parágrafo há ainda a utilização do discurso direto que não é adequado ao fôlder.

Questões orientadoras da reescrita:
• Esse texto está muito extenso e nosso fôlder vai ser pequeno.
• E essa estrutura, “está legal”?
• O que nós podemos fazer para resumir o texto? Que trecho poderíamos eliminar?
• O que mais podemos fazer para melhorar esse texto?

     Caminhada pela Fé [1]

     Tendo início em 1995, a Caminhada de Fé com Maria completará - neste ano de 2015 - 21 anos de realização. Iniciada pelo Padre Auricélio Paulino, dirigente da paróquia naquela época. O evento religioso acontece sempre na última semana de novembro. Na primeira realização, a procissão contou com 300 participantes. Hoje milhares de devotos percorrem um perímetro de 37 KM, saindo do município de Mojuí dos Campos até a Igreja da Matriz, em Santarém (cidade vizinha). [2]

     A Caminhada de Fé com Maria é um belíssimo acontecimento religioso, no qual muitos fiéis de diferentes localidades acompanham a peregrinação e podem demonstrar a fé e a devoção por nossa senhora da Conceição.

Comentários: [1] Mudança no título, tornando a informação mais precisa. Não se trata de fé e devoção em geral, mas de um evento religioso específico; [2] Eliminação do 2º e do 3º parágrafos.

Texto: A festa de integração nordestina

Texto original Análise e questões orientadoras da reescrita Texto reescrito

A Festa de Integração Nordestina

É um festival cultural que tem como objetivo fazer o resgate e a valorização da cultura e das pessoas oriundas do Nordeste, que tanto contribuíram para o desenvolvimento desta cidade.

O festival ocorre anualmente no fim de junho e vai até o início de julho no campo Nogueirão.

A Festa de Integração Nordestina é organizada pela Prefeitura Municipal de Mojuí dos Campos e conta com a participação de 13 comunidades locais.

A primeira Festa de Integração Nordestina, em Mojuí dos Campos, aconteceu no ano de 2007 e desde então, este evento conta com várias atrações artísticas regionais e nacionais.

Pontos positivos:
• O texto traz informações relevantes sobre o evento: o significado e os objetivos da festa, quando começou a ser realizada, época em que se realiza, comunidades envolvidas, atrações.

Aspectos que podem ser aperfeiçoados:
• As informações são apresentadas em parágrafos com certa independência entre si. A coesão poderia ser melhorada com o emprego de sinônimos ou dêiticos, melhorando assim a progressão textual.

Questões orientadoras da reescrita:
• De que forma podemos agrupar essas informações eliminando as repetições? Como podemos tornar esse texto mais atraente para o leitor?

Festa da Integração Nordestina

     A Festa da Integração Nordestina (FIN) [1] é um evento que atrai milhares de pessoas de vários municípios vizinhos de Mojuí dos Campos. Esse evento cultural tem como objetivo resgatar e valorizar a cultura nordestina, pois os fundadores dessa cidade são oriundos dessa região brasileira. O festival ocorre anualmente, no final do mês de junho e início de julho, no campo Nogueirão – centro da cidade.

     A primeira FIN aconteceu em 2007 e conta com diversas atrações artísticas locais- quadrilhas juninas, declamações de poemas de cordel, shows com apresentações nordestinas, além de pratos típicos do Nordeste. Essa festividade é organizada pela Prefeitura Municipal em parceria com treze comunidades circunvizinhas.

Comentários: [1] O deslocamento do nome completo da festa, do 3º para o 1º parágrafo, e o acréscimo de que se trata de “um evento que atrai milhares de pessoas” dá ao texto mais força de persuasão. A inclusão da sigla “FIN” possibilita que ela seja usada como elemento de coesão, evitando a repetição desnecessária do nome completo da festa. Com o mesmo objetivo são usadas as palavras “esse evento”, “o festival”, “essa festividade”.

Texto: Igarapés

Texto original Análise e questões orientadoras da reescrita Texto reescrito

IGARAPÉS

     A cidade de Mojuí dos Campos tem boas opções para visitantes que desejam estar mais próximos à natureza. Os igarapés Beira-rio, Zé Vargens e o Balneário dos Amigos são alternativas para um bom descanso e um banho refrescante.

     Com águas escuras e bem geladas, o igarapé Beira-rio fica localizado, na área central de Mojuí. O local dispõe de uma sede, onde ocorrem shows, aos finais de semana. Tem também um restaurante que oferece pratos típicos da culinária nordestina.

     No bairro da Cidade Alta, está situado o igarapé do Zé Vargens. Lá os visitantes podem desfrutar das águas cristalinas e apreciar as invenções criativas do proprietário do local - Zé Vargens -, tais como: carrinho de garrafa PET, relógio de sol, aviões de lata, tudo em material reciclável.

     Já o Balneário dos Amigos, de propriedade de Leonei Rodrigues Marinho, fica a 2 km do centro da cidade, na Estrada de Rodagem, s/n, próximo à Câmara Municipal. O ambiente apresenta uma estrutura com redário, um campo esportivo, um açude e o igarapé de águas escuras com uma belíssima vista para a mata nativa.

Pontos positivos:
• O texto faz uma boa descrição dos igarapés utilizando vários adjetivos que buscam convencer o leitor de que é uma boa opção de lazer, com informações sobre sua localização e estrutura para atender o turista.

Aspectos que podem ser aperfeiçoados:
• A professora considerou que o parágrafo inicial deveria ser reescrito, para tornar-se mais atraente para o leitor.
• Considerou ainda que o texto poderia ser reduzido em alguns trechos.

Questões orientadoras da reescrita:
• Ler o texto e fazer as mudanças necessárias para torná-lo mais atraente ao turista.

IGARAPÉS
BELEZAS NATURAIS DE MOJUI

     Uma boa opção para visitantes que vem a Mojuí dos Campos é descobrir as belezas naturais deste lugar, como por exemplo, os igarapés Beira-rio, Zé Vargens e o Balneário dos Amigos [1].

     Com águas escuras e bem geladas, o igarapé Beira-rio fica localizado, na área urbana dessa cidade. O local dispõe de uma sede onde ocorrem shows [2] e também um restaurante que oferece pratos típicos da culinária nordestina.

     Além disso [3], a 06 km do centro de Mojuí, no bairro da Cidade Alta (“Vai-quem-quer”) há o igarapé do Zé Vargens. Lá os visitantes podem desfrutar das águas cristalinas e contemplar as belas invenções do proprietário - Zé Vargens -, tais como: carrinhos de garrafa pet, relógio de sol, aviões, tudo em material reaproveitável.

     Já o Balneário dos Amigos, de propriedade de Leonei Rodrigues Marinho, fica situado a 02 km do centro da cidade, na Estrada de Rodagem, s/n, próximo à Câmara Municipal. O ambiente oferece uma estrutura física com redário, um campo esportivo, um açude e o igarapé de águas escuras com bela paisagem natural

Comentários: [1] Esse outro jeito de iniciar o texto, sem dúvida provoca no leitor um efeito que o parágrafo original não provocaria. O argumento de que se trata de boa opção conhecer as belezas naturais de Mojuí ganha força nesse outro jeito de dizer. A reescrita inclui ainda um operador argumentativo (como por exemplo) que tem efeito explicativo e busca reforçar o apelo ao turista; [2] Com o objetivo de diminuir o tamanho do texto e ganhar espaço, aqui houve a eliminação de um pequeno trecho e a junção de duas frases que estavam separadas por ponto final; [3] Nota-se aqui a inclusão de um operador argumentativo (Além disso) que tem por objetivo somar argumentos a favor de uma mesma conclusão: vale a pena conhecer as belezas naturais de Mojuí.

5. Atividades de reflexão e sistematização

O trabalho com os aspectos linguísticos partiu sempre de textos dos alunos, com a devida autorização do autor. A professora apresentava o trecho com problemas gramaticais, fazia a leitura com os alunos, questionava-os sobre o que estaria inadequado, explicava o porquê da inadequação segundo as normas gramaticais e o trecho era reescrito coletivamente.

Além desse trabalho coletivo sobre os textos dos alunos, a professora apresentou exercícios para reflexão sobre o uso e a sistematização de regras. Os alunos registravam no caderno as regras descobertas e aprendidas.

Com relação à grafia incorreta de palavras, a professora desenvolveu dois tipos de ação:

• trabalho diversificado com alguns alunos que ainda apresentavam dificuldades relacionadas à dimensão fonológica da palavra;

• trabalho com toda a classe:

– reescrita coletiva de trechos que apresentavam erros de ortografia; os erros mais recorrentes eram objeto de sistematização em listas de palavras, quadros com explicitação de regras e exercícios;
– orientação para uso do dicionário e o desenvolvimento do hábito de consulta a ele.

O uso do dicionário tornou-se uma prática frequente também nas outras disciplinas.

 

Conteúdo: Sequência descritiva

 

Atividade 1: Primeiras impressões...

1. Tire uma foto de um lugar bem interessante na sua cidade, imprima, cole em uma folha de papel com a identificação do lugar.

2. Troque com o(a) colega. Cada um irá fazer uma descrição do lugar, de acordo com a foto recebida, relatando o que vê na foto (seres, objetos, paisagem, cores, formas etc.). É interessante descrever o que mais chama sua atenção nela e quais sensações e impressões que essa imagem lhe transmite.

3. Troque novamente de texto com seu colega, veja o que ele achou de sua descrição e, se achar necessário, refaça procurando melhorar os aspectos que seu colega sugeriu.

4. Você e seus colegas vão montar um painel com as imagens e suas descrições. Todos vão ler os textos de todos e votar naquele de que mais gostaram, justificando a escolha.

Na justificativa a professora esperava que os alunos destacassem se a descrição feita apresentava aspectos objetivos, ou seja, visíveis na foto e aspectos subjetivos (sensações e impressões). É importante que tenham observado também o emprego de adjetivos e locuções adjetivas, figuras de linguagem, palavras e expressões intensificadoras, superlativos etc.

 

Atividade 2: Leiam os trechos a seguir

Trecho I

     Existem lugares com os quais a natureza foi extremamente generosa. Na Paraíba pode-se dizer que ela foi ainda mais caprichosa. Aqui você encontra praias urbanas ou paisagens paradisíacas, com mar verde no verão e águas quentes mesmo no inverno. E também cenários belíssimos de vales e serras com rico patrimônio arquitetônico e histórico, fantásticos para a prática de aventuras ecológicas. Sossego, tranquilidade, agito ou curtição. Na Paraíba você encontra o melhor cenário para suas férias inesquecíveis.

(Disponível em .)

Trecho II

     ... Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.

     O favo de jati não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

     Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação Tabajara.
[...]

(José de Alencar. Iracema. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1976, p. 3.)

Conversem com os colegas e com a professora

1. Que diferentes tipos de recursos descritivos foram utilizados nos dois trechos?
2. Que recursos são mais usados no trecho I?
3. Que recursos são usados somente no trecho II?

Com essa atividade, a professora pretendia que os alunos concluíssem que:

• os dois trechos fazem uma descrição;
• nos dois trechos são usados adjetivos;
• no trecho I, o autor usa advérbios e locuções adverbias que intensificam as ideias, como “extremamente”, “ainda mais” e “também”.
• no trecho II, além de adjetivos há locuções adjetivas, o autor usa a comparação, uma figura de linguagem, para descrever;
• adjetivos, locuções adjetivas, advérbios, locuções adverbais e figuras de linguagem são usados nas descrições.

Conteúdo: Pontuação

 

Atividade 1: Emprego da vírgula na oração

Observe o uso da vírgula nas frases abaixo e discuta com seus colegas e com a professora por que foi utilizada a vírgula:

a) Sossego, tranquilidade, agito ou curtição.
b) [...] Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos
mais negros [...]
c) Mojuí possui, aproximadamente, 15 mil habitantes.
d) Auricélio, faça uma caminhada de Mojuí dos Campos à Santarém!
e) Além disso, há igarapés de águas geladas.

Com essa atividade a professora esperava que os alunos identificassem alguns contextos em que se usa a vírgula. Por exemplo, para:

• separar elementos de uma enumeração;
• isolar o aposto que se insere entre o sujeito e o predicado;
• isolar o adjunto adverbial que se insere entre o verbo e seu objeto;
• isolar o vocativo do resto da oração.
• para isolar palavra ou expressão explicativa.

 

Atividade 2: Emprego da vírgula entre orações

Observe os seguintes trechos e discuta com seus colegas e com a professora o emprego da vírgula:

a) O favo de jati não era doce como seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
b) Embora a cidade seja bonita, poucos turistas viajam para lá.
c) A Caminhada da fé, que é um belo evento religioso, atrai muitos visitantes.
d) Embora tenha muitos atrativos, Mojuí não é valorizada como cidade turística.

Espera-se que os alunos entendam alguns casos em que se usa a vírgula entre orações. Por exemplo, para separar orações coordenadas (exemplo a); orações subordinadas adjetivas explicativas (exemplo c); e orações subordinadas adverbiais (exemplo b e d).

 

Atividade 3: Emprego do ponto final

Os trechos seguintes apresentam problemas que poderiam ser evitados de diferentes formas, entre elas, pelo uso do ponto final ou do ponto e vírgula para separar informações e sinalizar para o leitor onde termina uma ideia e começa outra; com isso, é possível melhorar a compreensão do texto.

Procure usar ponto final e/ou ponto e vírgula nos períodos a seguir, tentando descobrir as diferenças de sentido que ocorrem. Converse sobre isso com os colegas e com a professora.

• "O Festival do Maracujá começou há muitos anos no começo tivemos muita dificuldade para realizar a festa porque ninguém queria participar."

• "Mojuí dos Campos é um lugar encantador aqui tem muitas mulheres lindas."

• "O arraial acontece todos os anos no mês de setembro e são três noites de muita festa tem várias apresentações."

• "Foi-se o tempo em que Mojuí dos Campos era um lugar esquecido por todos agora é cidade organizada, com muitas festividades e belezas naturais."

Com essa atividade, a professora pretendia que os alunos percebessem que o emprego do ponto final é indicado, em geral, quando uma nova informação sobre o sujeito aparece no período. Em mais de um caso, outros recursos, como a introdução de um conectivo, poderiam também resolver o problema sem recorrer à pontuação; mas, nesse caso, a professora queria chamar a atenção para o emprego do ponto final. A atividade também permite experimentar e examinar os diferentes efeitos de sentido produzidos pelo uso do ponto final ou do ponto e vírgula: este último indica uma pausa menos longa ou menos “forte” entre as ideias que o primeiro, bem mais “definitivo”. O uso excessivo de pontos finais pode produzir um texto muito truncado, de orações muito curtas, sem conexões, próprias das crianças que estão aprendendo a redigir; já fazer um bom uso do ponto e vírgula denota um domínio maior do aluno na estruturação dos períodos do texto.

 

Atividade 4: Emprego de dois-pontos

1. Observe o emprego dos dois-pontos (:) nos trechos seguintes:

• Principais pontos turísticos de Mojuí: Praça da matriz, Beira Rio, Ponte de Mojuí dos Caboclos, Zé Vargem.

• Mojuí também tem campos como: Campo do Ipiranga, Nogueirão e Campo do União.

• Temos anualmente os seguintes festivais: Festival da galinha caipira, Festival do abacaxi e Festival do maracujá.

Discuta com seus colegas e com a professora. Qual é a função dos dois-pontos nessas frases?

Os alunos deveriam concluir que, nesse caso, os dois-pontos são usados para indicar que haverá uma enumeração a seguir no texto.

 

2. Os dois-pontos também são empregados com outras funções. Você sabe em que outros contextos utilizamos os dois-pontos? Junto com a professora, elaborem um quadro com o que vocês já sabem sobre esse uso; em seguida, façam uma pesquisa sobre isso utilizando livros de gramática impressos e digitais. Confiram o quadro elaborado anteriormente e vejam se é necessário modificá-lo.

Conteúdo: “am” ou “ao”?

 

Atividade 1: Leiam em voz alta as palavras de cada linha

BOTAM BOTÃO
CAÇAM CAÇÃO
MAMAM MAMÃO
TORRAM TORRÃO
VAGAM VAGÃO

 

Atividade 2: Discutam com seus colegas e com a professora

a) Que diferença notaram na pronúncia dos pares de palavras de cada linha? Que diferença notaram na escrita dessas palavras?

b) O que se pode concluir sobre a escrita desses pares de palavras?

c) A que classe gramatical pertencem as palavras da primeira coluna? E as da segunda?

Com essa atividade, a professora tinha como objetivo que os alunos percebessem que, nas palavras da segunda coluna, a sílaba pronunciada com mais intensidade é a última, enquanto nas palavras da primeira coluna a sílaba mais forte é a penúltima (nesse caso, a primeira). Outro objetivo era chamar a atenção para o fato de que, embora haja exceções, em geral, as palavras terminadas em ão são oxítonas, ou seja, têm a última sílaba pronunciada com mais intensidade. Além disso, deveriam observar que, quando a palavra é paroxítona, o som nasal na última sílaba é representado na escrita por m e não por ão (salvo exceções). Outro fator importante e que ajuda a decidir se a palavra é grafada com m ou ão no final, é a capacidade de identificar se a palavra é um substantivo ou a forma verbal da 3ª pessoa do plural, do presente do indicativo. A palavra que representa essa forma verbal (com algumas exceções) é grafada com m no final. O mesmo vale para a 3ª do plural do pretérito perfeito e do imperfeito do indicativo.

Conteúdo: Emprego de “há” e “a”

 

1. Leia as frases e observe o emprego do a/A

• Mojuí dos Campos fica a quarenta quilômetros de Santarém.

• A igreja matriz está a alguns metros da rua principal.

• O igarapé se localiza a quinze minutos de caminhada do centro da cidade.

• A um dia da Festa da integração nordestina, a cidade fica repleta de turistas.

• Daqui a menos de um mês teremos o festival do maracujá.

 

2. Leia as frases e observe o emprego do há/Há.

• Mojuí foi emancipada há pouco tempo.

• A Caminhada da fé foi criada há quase vinte anos.

• Há alguns meses foi realizado o Festival do abacaxi.

• Cheguei há pouco e estou encantada com essa cidade.

 

3. Discuta com os colegas e com a professora

Por que no primeiro bloco de frases foi empregada a preposição a e no segundo bloco a forma verbal há? Pense na ideia que estas duas palavras indicam: o que a preposição a indica no primeiro bloco? E a forma verbal há, no segundo?

Com essas atividades a professora tinha por objetivo que os alunos chegassem às seguintes conclusões:

• Usamos a preposição a para estabelecer relações entre dois locais, dois objetos, dois seres; e também para expressar espaço, distância, tempo futuro.
• Usamos a forma verbal há para relacionar um ponto no passado com o presente, quantificando o tempo, a duração de algo.

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Produção final e publicação

Produção final e publicação

Inserção de imagens e cores

As imagens, o uso de cores e os diferentes tipos de letras em fôlderes são tão importantes quanto a linguagem escrita. Esse foi um aspecto que mereceu atenção dos alunos na etapa de finalização do fôlder. Durante a pesquisa de campo um grupo ficara encarregado de produzir fotos de pontos turísticos e de conseguir com os moradores fotos das festas e eventos religiosos. As cores escolhidas, azul e amarelo, são as mesmas da bandeira de Mojuí dos Campos.

No laboratório de informática os alunos digitaram, formataram, inseriram imagens e cores, com a ajuda do instrutor do laboratório. Essa foi a parte mais fácil, os alunos estavam empolgados e se dispuseram a ir à escola no contraturno. Nessa etapa, o instrutor da sala de informática constatou que, embora os alunos fossem usuários das redes sociais, muitos não sabiam digitar, formatar um texto, nem inserir as imagens. Foi um novo aprendizado para eles.

Produção final coletiva

Depois de ler a produção das duplas já finalizadas e divulgá-las no datashow para a turma, a professora sugeriu que elegessem o melhor fôlder, mas os alunos não concordaram. Eles queriam que o produto final tivesse a participação de todos. Dessa forma, partiram para a produção coletiva.

Realizaram, então, uma roda de leitura dos fôlderes com o objetivo de observar os pontos fortes de cada produção.

Durante essa leitura eles perceberam que alguns textos se completavam e, assim, decidiram juntar, cortar e reescrever. Nessa etapa, a professora fez o papel de escriba e, segundo ela, não foi nada fácil negociar com os alunos o que deveria permanecer, o que deveria ser eliminado e a melhor forma de dizer.

Apesar das dificuldades, foram pouco a pouco modificando, transformando, reinventando a versão final. A parte introdutória foi completamente alterada, porque contou com a sugestão da maioria dos alunos. As demais partes resultaram de junção e eliminação de partes dos textos das duplas.


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