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Entrevista: Eliane Brum

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A delicadeza e o tom suave da voz não deixam transparecer, à primeira vista, o universo de histórias do mundo e de si mesma que Eliane Brum traz. É no transcorrer da conversa, alternada entre o “tu” e o “você”, ou misturando os dois, que a premiada jornalista e escritora gaúcha enreda o interlocutor como se estivesse narrando uma boa história ou uma empolgante reportagem, quase a mesma sensação que se tem ao ler seus textos publicados na imprensa – em novembro passado ela estreou como colunista, em língua portuguesa, da edição para internet do jornal espanhol El País. Eliane falou de experiências pessoais, da relação com os livros, com as palavras, do ato vital de escrever e das delícias da “melhor profissão do mundo”, a de repórter
.

 

Luiz Henrique Gurgel

Fotos: Marcia Minillo

■ Quase sempre iniciamos nossas conversas querendo saber da história do entrevistado como leitor. Como foi seu caminho pela leitura e pela escrita? Que papel teve a escola?

Minha história com os livros começa antes de eu saber ler e escrever, ouvindo meu pai. Minha família é de agricultores, imigrantes italianos, que foram parar na zona rural de Ijuí, num povoado chamado Picada Conceição. Meu pai foi o primeiro que estudou, por conta de uma história de romance, que se passa no final do século XIX: o filho de um grande estancieiro, parente do general Andrade Neves, família tradicional do Rio Grande, se apaixonou por uma escrava; ela engravidou e, ao contrário do que faziam os homens daquela geração, ele assumiu o filho e o amor, mas foi deserdado. A escrava – nunca descobri o nome dela – morreu, e esse homem, criado para ser um grande general ou advogado, começou a peregrinar pelo Rio Grande do Sul como professor, com sua filha mulata, que se chamava Luzia. E foi a Luzia com o pai dela, Sabino Andrade Neves, que chegaram à Picada Conceição para fazer uma escolinha. Graças a essa escolinha meu pai aprendeu a ler e a escrever. Por um tempo ficou repetindo o mesmo ano, até que não tinha mais para onde ir e a própria Luzia o colocou em uma charrete, levou-o à prefeitura e disse: “Esse guri precisa de bolsa para estudar” – meu pai vai parar no internato e continua os estudos até virar professor.

Eu nunca conheci a Luzia, ela está enterrada no cemitério desse povoadinho, e meu pai – hoje com 83 anos – nos leva lá todo ano, dizendo: “Essa mulher, Luzia, foi quem nos tirou da ‘cegueira’ das letras”. A Luzia, esse nome meio profético, deu à luz pelas letras. Aí começa o meu interesse pelas letras.

 

■ E já tinha ideia de que ler e ter contato com os livros era transformador?

Intuía: pelo que meu pai dizia de Luzia, pelo que via no rosto dele quando falava dela, mas não sabia que mistério era esse, sabia que tinha algo importante quando as pessoas liam. Sou filha “temporã”, tenho dois irmãos mais velhos e outra irmã, que vinha depois, mas morreu. Quando nasci, todo mundo já lia e, na minha família, todo mundo lê muito. Então, eles ficavam lendo e eu ficava impressionada com aquilo, cada um tendo as expressões mais diferentes possíveis: rindo, chorando. E eu estava fora daquele mundo. Quando começo a ler, me transformo de uma maneira que não sabia que era possível. Fui uma criança muito triste, desde muito pequena tenho uma aflição da vida, como uma coisa árida, e do mundo, como uma coisa bastante dolorosa. Sempre fui muito mais uma “escutadeira” e uma “olhadeira” que uma “faladeira”; quando ia à zona rural, ficava escutando as histórias dos meus parentes.

 

■ Você chega à escola com essa história?

Sim, mas com a perspectiva de que algo vai me transformar. E transforma, porque é a partir dos livros, da palavra escrita, que minha vida passa a existir.

Passo a ler compulsivamente e descubro que pelos livros posso ser alienígena, vampiro, fantasma, bicho, planta, fada, duende... posso ser muitos, posso penetrar outras vidas, ir para outros mundos, e é isso que a leitura me dá, é como um portal. Apesar de minha mãe ser professora de literatura e meu pai, de história econômica, os dois deram aulas de português. Eles nunca me disseram o que ler ou proibiram qualquer leitura, porque entendiam que a descoberta era de cada um. Eu ia para as prateleiras da nossa biblioteca e começava a procurar. Minha busca era orientada pelos meus interesses, encontrava todas as minhas respostas nos livros. A minha iniciação sexual, devo aos escritores. Conhecia de cor quais eram as páginas mais picantes de O cortiço e de Dona Anja. Com 10 anos eu tinha lido toda a coleção do José de Alencar, mesmo os livros que eu achava muito chatos. A certa altura a biblioteca dos meus pais ficou pequena e aí vai entrar outra pessoa na minha vida, que é a Lili Lohmann. Uma moça de ascendência alemã que trabalhava na livraria da cidade. Eu chegava à livraria, ficava em um canto, lendo. A Lili tinha uma cara muito sisuda e séria, mas me deixava ficar lá. Um dia, ela fez um gesto, não falou nada, botou uma escada, eu era pequena para alcançar os livros mais altos. Alguém reclamou que eu lia sem pagar e ela criou um cargo para mim, eu era a consultora dela para dizer se podia ou não comprar os livros.

 

■ Você foi trabalhar na livraria?

Não, ficava lá lendo. Uma noite, eu estava na redação da revista Época e toca o telefone, era a Lili. Ela tinha me achado lendo uma das minhas colunas e foi maravilhoso poder dizer o quanto ela tinha sido importante para mim. Eu contei a história dela em uma coluna1. A gente tem contato, mando meus livros, e talvez eu não seria escritora e jornalista se não fosse a Lili, se não fosse a Luzia, os meus e tanta gente que faz parte da minha vida. Na minha história a escola não foi muito importante. A escola, para mim, sempre foi um lugar de repressão, desencaixamento; por isso fiz o caminho de casa e da livraria.

 

■ E como foi perceber que escrever era o que queria fazer na vida?

Escrever era a coisa mais importante para mim. Quando falo que a palavra escrita me deu a possibilidade de viver, não é força de expressão, é concreto. Não sei se continuaria viva se não tivesse a escrita, porque realmente eu era muito triste. Aos 9 anos, escrevi a minha primeira poesia, e ela veio dessa dor de existir. Era um domingo chuvoso, acordei mais cedo que todo mundo e novamente sentindo uma dor grande. Comecei a escrever e aquilo foi libertador, porque transformei a dor em palavra, fiz uma marca. Foi minha primeira poesia, e a partir desse momento passo a escrever sem parar, em guardanapo, em pedaço de papel, e vou deixando pela casa. Meu pai vai recolhendo isso, e um dia junta tudo e faz um livro chamado Gotas da infância. Assim, lanço meu primeiro livro com 11 anos, e foi um grande momento, mas ao mesmo tempo muito difícil, porque eu me senti desnudada.

 

■ E essa ligação com a escrita permaneceu?

Eu só parei quando engravidei, aos 15 anos; depois retomei. Mas, quando chegou a hora de fazer faculdade, eu estava muito perdida, não sabia o que fazer. Fiz o primeiro vestibular para biologia, porque queria estudar os insetos. No segundo, fui me inscrever para informática, talvez para aprender o que menos sabia, mas uma amiga disse que teria muita matemática. Acabei optando por jornalismo, que fiz na PUC-RS, e por história, na UFRGS. Até o final eu achava que não servia para ser jornalista, era muito tímida, e também porque não me reconhecia no que lia nos jornais, até que conheci o professor que mudou a minha vida.

 

■ Você teve um professor que mudou sua vida?

Eu tive um professor que mudou a minha vida. Provavelmente não seria jornalista se não fosse ele, Marques Leonan, um baixinho “gigante”. Ele é extraordinário, foi um grande repórter e dava aula de redação. Trouxe reportagens que eu nunca tinha visto no Brasil, do New Journalism americano, reportagens incríveis. Contava histórias de gente, onde a vida estava nas frases, nas entrelinhas, nas vírgulas. E ele falava com muita paixão nas palavras. Fiz a reportagem das “filas”. Escrevi quais são as filas que a gente entra desde que nasce até morrer. Hoje não é uma reportagem tão inusitada, mas naquela época era. O Leonan achou ótima. Foi extremamente importante ele ter dito que eu sabia escrever e ter reconhecido a minha escrita. Descobri que ser repórter é a melhor profissão do mundo, que eu podia transformar não só a minha dor, mas também a dor do outro em palavra. Primeiro faço intuitivamente, depois conscientemente, a minha escolha pelas pessoas ditas comuns. É para demonstrar que não existem vidas comuns, o que existe são olhos domesticados e esses não podem ser os nossos. Toda vida é extraordinária, é singular, é única. E quando a gente consegue olhar isso no outro nossa vida fica grandiosa.

 

■ Você diz que é mais “escutadeira” que “faladeira”. Como a pessoa se entrega e confia a própria história a você? Existe uma técnica?

Não acho que exista uma técnica. É um encontro. É um “escutar” em todos os sentidos. Não se escuta só o que é dito, mas também o que não é dito, que às vezes é tão importante quanto escutar o silêncio, as hesitações. Só que, para ser capaz de fazer essa escuta, precisa fazer um movimento interno antes de sair de casa, esse movimento exige muita entrega, e o desejo de se entregar é uma escolha, cada um escolhe o jeito de fazer e vai se aprimorando ao longo da vida. Para ser capaz de alcançar o outro, precisa se despir de si, da sua visão de mundo, dos seus preconceitos, dos seus julgamentos, para ir em direção ao mundo do outro e, mais que isso, ver um mundo que é o do outro. É claro que há sempre uma mediação, mas é esse movimento que nos garante e nos protege de não falhar nessa escuta. Isso não é fácil, porque depois você precisa fazer o caminho de volta. Quando experimenta ser o outro, tu já não és mais o mesmo. Se vou fazer uma reportagem, aquela que foi não volta mais, porque eu sou habitada em outra experiência diversa, que transforma e me enriquece. Eu tenho muita dificuldade nessa volta, pelo tamanho da entrega. Escrever uma reportagem ou a história de outro é uma gravidez. Meu parto é quando eu escrevo. De novo, só é possível viver quando transformo aquilo tudo que está dentro de mim em palavra escrita.

 

■ O que acha mais interessante para o estudante pensar em fazer quando vai conversar com uma pessoa mais velha e colher a história dela?

Cada um faz de uma forma intuitiva. É importante escutar concretamente e não interromper achando que sabe o que ela vai dizer ou induzindo que ela diga o que tu queres ouvir, que cabe na tua tese, ou porque tens pressa. Não tem tempo na escuta, eu interrompo o mínimo possível. Hoje em dia eu não faço nem a primeira pergunta, porque acho que ela já induz a pessoa a me dizer o que eu quero ouvir, a perceber meu interesse. Ela vai tentar corresponder às minhas expectativas. Às vezes acho que a primeira pergunta pode ser uma forma de controle. Então, quando a primeira pergunta pode ser evitada, eu evito. O que faço é dizer: “Me conta...”. É extraordinário. As pessoas começam a contar por lugares e detalhes que eu jamais imaginaria, com resultados que não teria de outra maneira, se eu conduzisse. Essas pequenas orientações, de quando vai entrar na casa de alguém, tu precisas ter a consciência de que, quando aquela pessoa abre a porta, ela te dá algo grandioso, tem que ter profundo respeito por isso. Os melhores textos que li da Olimpíada tinham uma capacidade imensa de escuta. Tu vês as palavras, o ritmo e claramente quem escreveu.

 

■ Com qual “pessoa” se identifica e usa mais, “tu” ou “você”?

Eu uso as duas pessoas, mesmo. Mais o “tu”, muito mais, mas às vezes misturo com o “você”, uma mescla dos dois mundos em que vivo, venho do sul e estou morando em São Paulo... Estou sempre em trânsito. Às vezes causa um estranhamento, quando uso o “tu”, na linguagem oral, conjugo o verbo na terceira pessoa do singular, o que é “errado”, na norma culta. Mas é como todos os gaúchos falam; eu uso mais tu, mas misturo os dois.

 

■ Em algumas das suas reportagens você foi participante, conviveu por longo tempo nos lugares e com as pessoas, tinha um volume grande de informações, sensações, histórias e experiências. Como organiza isso quando vai finalizar o texto?

Uma matéria que eu fiz – foram 115 dias –, acompanhei a vida da Ilse, que tinha um câncer incurável. Eu anoto tudo no meu bloquinho. Não só o que as pessoas dizem, mas também se entrou um cheiro de bolo, se alguém abriu a porta, se a pessoa fez um gesto, se ela hesitou... tudo isso está no meu bloquinho. Quando olho, tenho anotado até meus sentimentos. Eu sei reproduzir exatamente o que estava sentindo naquele momento, com as minhas percepções, com tudo. O que faço é ler tudo o que escrevi e vou marcando em cores diferentes as coisas mais importantes. Por exemplo, em amarelo são coisas que as pessoas disseram; em azul, coisas que eu observei. Feito isso, eu vou para o computador e não olho nada, porque aquilo está dentro de mim, e escrevo como uma leitora. Meu romance foi assim, como as reportagens. Vou escrevendo e descobrindo para onde as pessoas estão me levando. Então, meu texto é uma surpresa para mim também. Quando termino, vou para os papéis checar se a frase é exatamente o que a pessoa disse. Checo linha por linha, palavra por palavra, e toda informação, para não trair ninguém. Na minha coluna semanal, por exemplo, ficava das 5 às 10 horas da manhã revisando frase por frase. A gente precisa ser paranoico com as informações, com a construção da frase. Quando dá tempo, faço uma leitura em voz alta, para perceber o ritmo, se tem palavra sobrando, se o texto não desafina.

 

■ O que é mais importante para um repórter: o “faro”, ser observador para buscar boas histórias? Ou a intuição? Ou é uma mistura das duas coisas?

Para um repórter, o principal instrumento é a escuta. Mas o fundamental, no processo de reportagem, é estar aberto para o espanto. E isso não só na reportagem. Tu não podes saber o que vai acontecer quando virar a esquina – essa é a graça. Quando pretendes fazer uma reportagem, tu estudas muito sobre o que já foi feito, sobre o que já foi tema. É obrigatório estudar muito! Exatamente para se perder. O contrário disso é ter uma tese feita dentro da redação, dentro do seu umbigo e ir para a rua comprovar tua tese. A melhor reportagem ocorre quando dá tudo errado, quando vais para a rua esperando uma coisa e surpreendentemente ser capaz de enxergar a realidade que descobres ser outra história – aí é que chega o novo. Reportagem sempre começa pelo espanto, pela coragem de se perder e de se movimentar pelas dúvidas. É um processo de ficar quebrando as tuas certezas, por isso a posição do repórter é de imensa fragilidade.

 

■ Na sua experiência com ficção, a liberdade é maior por estar menos atrelada a uma situação concreta?

Eu tinha ilusão de que quando fosse escrever ficção teria total liberdade. Isso se comprovou ser ilusão. O que ficou claro na minha experiência é que a coisa mais interessante é se arriscar e ser possuído por si mesmo. Essa é uma experiência que, para mim, foi dilacerante, bem difícil de sustentar. Dia após dia, eu tinha a impressão de que encenava a minha vida concreta e vivia na minha ficção durante todo o tempo. Eu escrevia possuída por isso, eu não sei até onde ia a liberdade. Uma duas é a historia da relação entre uma mãe, Maria Lúcia, e uma filha, Laura. A minha ideia era que o livro fosse narrado pela Laura, só que, certa noite, eu acordei com a voz da mãe na cabeça. Era voz rascante, como quando uma unha passa em um quadro-negro. Nunca tinha ouvido vozes na minha vida e ouvi essa voz. Eu ouvia e ela me dizia: “Essa tua história está errada, eu quero dar minha versão”. E a história começou a se escrever por conta própria e eu tinha essa sensação, uma experiência bem curiosa e um tanto aterradora.

 

■ E o seu interesse em conhecer o Brasil e a Amazônia? Como é isso?

Sou fascinada pela escuta do povo brasileiro, apaixonada. Conheci o Brasil quando fiz minha primeira grande reportagem, que foi “Coluna Prestes”, e ouvi pessoas que nem eram rebeldes nem governistas, eram pessoas que viviam no caminho, anônimas; eu descobri o Brasil nessa travessia de 25.000 quilômetros. Fazendo essas reportagens e escutando as pessoas, fui ficando totalmente fascinada pelas formas como elas contam sua história. O brasileiro tem uma diversidade imensa, tem achados de linguagem, tem formas narrativas de uma riqueza extraordinária, muitas vezes estive diante de analfabetos, que eu tive vontade de me ajoelhar na frente deles, porque esse cara ou essa mulher está fazendo literatura pela boca e estou tendo a honra de escutar isso. Por exemplo, na reportagem “As parteiras da floresta” tem Dorica, que é uma parteira indígena, índia Caripona, 96 anos. Para Dorica, o português é a segunda língua, ela é analfabeta e só fala em português comigo, por extrema gentileza, porque eu não falo a língua dela. E na segunda língua dela, essa mulher me diz: “A parteira povoa o mundo, nas horas mortas da noite”. A frase é bela. Então o que eu faço é só escutar o que elas contam, com seu ritmo, com uma forma de interpretar a vida e de olhar o mundo. Eu me sinto muito privilegiada. Cada lugar do Brasil tem sua particularidade, moldada pela geografia, pela brutalidade, pela relação com o Estado, é todo um mundo falado pela linguagem, que é absolutamente fascinante. Tenho certeza absoluta de que a literatura brasileira iria ser mais rica, se as pessoas tivessem educação de qualidade e pudessem também escrever, porque a narrativa oral do Brasil é impressionante.

 

1. Saiba mais sobre a Lili em <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI74307-15230,00-A+HISTORIA+DE+LILI+LOHMANN.html>.

 

 

Nascida em Ijuí (RS), Eliane Brum é jornalista, escritora e documentarista. Autora do romance Uma duas (Leya, 2011) e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O avesso da lenda (Artes e Ofícios, 1994), A vida que ninguém vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O olho da rua (Globo, 2008), além de codirigir dois documentários: Uma história Severina (2005) e Gretchen filme estrada (2010). Ganhou mais de quarenta prêmios nacionais e internacionais de reportagem.

 

 

Revista Na Ponta do Lápis
Ano IX
Número 23
dezembro de 2013


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