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Síntese do Fórum “Bilhete Orientador”

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Patrícia Calheta

Caros participantes,

Depois de várias semanas conversando sobre o bilhete orientador, é hora de encerrarmos este fórum! Para tanto, segue a síntese que, longe de tentar esgotar o assunto ou mesmo retratar cada uma das vozes que por aqui passaram, busca resgatar a essência de nossas reflexões, ao longo dos 4 tópicos.


Então, vamos rememorar a história aqui construída?

 

No tópico 1, muitos professores aceitaram o convite para a discussão inicial sobre o bilhete orientador, em função de breves perguntas: “o que é? Para quê? Para quem?”. Assim, recolhendo dizeres do grupo, ficamos diante de um precioso conjunto de considerações, as quais destacaram o caráter dialógico da proposta e sua contribuição para o maior vínculo entre professor-aluno e aluno-produção textual, com um olhar especial para a possibilidade de o estudante colocar-se como “autor” de seus escritos, revelando marcas e modos pessoais de apreciar e registrar sua forma de enxergar o mundo. Nesse sentido, falamos bastante sobre a proposta do bilhete enquanto uma exemplar possibilidade de conversar com cada um, chamando a atenção tanto para aspectos do texto já conhecidos e bem registrados por escrito, quanto para questões que ainda demandavam reescrita, sempre com o objetivo de aprimorar o texto, por meio da constante reflexão. Ainda, mereceu destaque a opinião da maioria em termos da condição de trabalho com o bilhete orientador no EF e no EM, com alguns ajustes, próprios da condição de produção e análise dos estudantes de cada segmento.

 

Com as informações ainda “quentes” do tópico 1, revelou-se a proposta de seguirmos adiante, rumo ao tópico 2, que anunciou a possibilidade de leitura de uma crônica, visando à escolha por um dos três bilhetes orientadores apresentados. Nosso grupo, de início, apresentou-se com mais cautela, no sentido da publicação de mensagens, embora o número de visualizações do tópico continuasse alto, indicando que estávamos “de olho” no “rumo da prosa”! Com o passar dos dias (e das primeiras postagens), outros educadores resolveram se pronunciar. Desse modo, foi possível iluminar algumas questões que pareciam menos claras nas justificativas que acompanhavam a escolha de cada professor, de forma a trazer para nossa discussão outras vozes, com destaque a da linguista Luciene Simões, que foi prontamente ”ouvida” pelo grupo, favorecendo o redirecionamento do foco e um ajuste mais fino em relação à proposta. Como resultado dessa vigorosa troca discursiva, o grupo apontou, acertadamente, para a escolha pelo bilhete orientador de número 2, especialmente pelo fato de que aspectos já conquistados/aprendidos dividiam espaço com o anúncio, por meio de perguntas claras, como pistas bem direcionadas, para um ponto central a ser revisto: o foco da crônica, ou seja, a necessidade de o leitor ser levado a um determinado cenário, onde uma situação capturaria sua atenção, surpreendendo-o. Ao mesmo tempo, no texto, ainda falamos sobre o importante destaque à promessa de um caminhar lado a lado, dando vez à afetividade e à construção colaborativa entre professor e aluno que, como bem salientamos, compõem de modo bastante favorável as relações de ensino-aprendizagem.

 

Com o tópico 3, nossa discussão ganhou ainda densidade, uma vez que o grupo aceitou o desafio de pensar sobre as características do bilhete orientador, assim como em quais momentos do processo de “idas e vindas” do texto do aluno ele deveria ser utilizado e, ainda, quantos deveriam ser produzidos, levando em consideração realidades da sala de aula, como o número elevado de alunos. Nossos escritos revelaram o seguinte conjunto de elementos indispensáveis a um bilhete orientador:

- utilizçãode "linguagem informal", compondo um texto enxuto;

- saudação ao aluno (do modo como o professor costuma fazer em sala de aula);

- indicação de elementos já presentes no texto e que demonstram a reflexão do aluno sobre o gênero produzido;

- perguntas que funcionem como um "roteiro" para a reescrita, selecionando o que será trabalhado em cada versão;

- sugestão de textos, vídeos, canções e atividades já realizadas que tenham relação com o texto do aluno;

- finalização do bilhete, de forma que o aluno perceba que o diálogo não termina ali (muitas vezes, é necessário escrever mais de um bilhete, assim como escrever várias versões do texto).

 

Compusemos uma “lista de respeito”, não acham? Acompanhando tais reflexões, conversamos sobre a necessidade de fazermos uma avaliação dos saberes e não saberes de cada aluno em relação ao gênero proposto para produção, em função da análise do texto inicial, com vistas a eleger prioridades para o trabalho com toda a turma, de acordo com os principais achados em todos os textos. Assim,  salientamos a importância de, pelo menos, um bilhete ser direcionado a cada aluno, especialmente nos momentos iniciais do processo de reescrita, além de acenarmos para o desenvolvimento de estratégias para trabalhos em pequenos grupos, com orientações dirigidas a cada um. Ao lado de tais considerações, também apontamos para a pertinência de análises coletivas, com um bilhete direcionado à turma, retratando de dois a três aspectos que demandariam maior reflexão, de modo a favorecer a produção de nova versão do texto individual. Finalizando essa discussão, resgatamos a necessidade de o professor saber dosar e hierarquizar as demandas para reescrita (partindo sempre do propósito enunciativo e seguindo em direção aos tópicos: questões discursivas; aspectos da textualidade e, por fim, convenções da escrita), já que, em muitos casos, não é possível esgotar as questões a serem tratadas em um único bilhete orientador.

 

Finalmente, chegamos ao tópico 4, o último de nosso fórum. Diante da proposta de reler a crônica (do tópico 2) para a produção de um bilhete orientador à aluna-autora, algumas “valentes” professoras (a quem especialmente agradeço!) procuraram “respirar fundo” e se prontificaram a contribuir, dando luz e colorido singulares a todo o processo aqui vivenciado! Lendo seus escritos, roubam a cena o primoroso cuidado com “o que” e “como” dizer; realmente pudemos experimentar a sensação de vivenciar juntos a prática de produção de efetivos bilhetes orientadores. Então, com o levantamento e registro de aspectos reveladores de saberes sobre o gênero, as produções publicadas seguiram em busca de perguntas-chave, a fim de iluminar focos para a reescrita. Vale lembrar que, por vezes, a vontade de potencializar reflexões pareceu vencer até o limite imposto pelo gênero bilhete e a necessária brevidade e seleção de pontos de atenção, mas penso que todos os escritos serviram (e servirão) de inspiração para todo educador que queira “prosear” conosco, em qualquer tempo, assim como realizar o trabalho de reescrita por meio do bilhete orientador!

Falando em continuar a conversa sobre reescrita, convido a todos para a apreciação de uma nova proposta presente no Portal da OLP: o “Percurso Formativo – Aprimoramento de Textos”, disponível pelo link:

https://www.escrevendoofuturo.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1733&Itemid=251

Agradeço imensamente a participação neste fórum! Já estou esperando pelo momento de “ouvi-los” novamente, para “trocar e aprender” ainda mais com cada um de vocês!

Um beijo e até breve.

 

Patrícia Calheta


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