vima

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Entrevista com Vima Lia de Rossi Martin

12 junho 2017

Esdras Soares e José Victor Nunes Mariano

Na conversa, a docente da área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da USP falou sobre a relação dos jovens com a leitura, sobre as possibilidades de abordagem da literatura em sala de aula e acerca da mediação da leitura literária. Confira e deixe suas impressões na área de comentários.

25 thoughts on “vima

  1. Ah! Primorosa e auspiciosa é essa nova investida do programa “Escrevendo o Futuro”!
    Falamos muito em estratégias de leitura, no entanto nos esquecemos da principal delas: as palavras, modo, maneira, estilos que, em maior ou menor grau, propiciam tais estratégias.

  2. Acho que o aluno muitas vezes não tem maturidade para compreender determinados conteúdos, inclusive de Literatura. E fica parecendo que ele não sabe interpretar, mas não sabe porque ainda não atingiu o grau de maturidade adequado.

  3. Considero esse assunto bem interessante porque envolve o conteúdo significativo, mesmo quando se trata de séries diferentes , vai se adequando.

  4. Concordo que não podemos generalizar é preciso certificar de perto, trabalho na Sala de Leitura Fernandópolis interior de São Paulo e a realidade tem mudadoPois todas as ações é projetos viabilizamos na escola é voltado a leitura mas o diferencial é que todos os docentes valorizam os acontecimentos e fazem um trabalho colaborativo. A Leitura em nossa escola é prioridade, quero enfatizar, se os meus filhos tivessem há uma década atrás essa dinâmica que oferecemos hoje aos alunos, com certeza a bagagem de conhecimento seria melhor ainda

  5. Sem dúvidas, um espaço que vai contribuir com a prática docente, haja vista que o texto literário não tem assumido sua função em sala de aula.

  6. A leitura é o principal meio que liga o ser a sociedade, através dela construimos significados diversos sobre o mundo. A partir da leitura Literária podemos construir diferentes interpretações que vão formando uma comunidade de leitores que passam a compartilhar suas impressões e aprendem juntos a ler o texto.

  7. Boa noite professora Vima Lia! Sou professor de Língua Portuguesa e não concordo com esse crivo do senso comum. Pois meus alunos leem e muito, e ainda compartilham comigo e com os colegas em sala de aula. Moro e trabalho em uma pequena cidade: Miracema do Tocantins – TO.

  8. É importante trazer a leitura para sala de aula principalmente com textos literários, mas eu fico pensando como atrair o aluno faze- ló entender, de que forma, quais as ferramentas necessária, porque quando entro na sala de aula o educando tá naquela bagunça entre seus colegas as vezes é muito difícil de ensinar. Entendo que entrevista como está é um convite para reforça a leitura em sala de aula e também fora dela e ampliar novos horizontes …..

  9. O professor é responsável pelo o planejamento da sua aula e uma das prioridades no processo de leitura é pratica-la .Os estudantes estão abertos sim,a aceitar as orientações e só executá-la, usando a arte para um apoio expressivo ,como o teatro a música a dança todo movimento é bem vindo para estimular nossos jovens a gostar da nossa literatura.

  10. A leitura constitui um dos instrumentos de extrema importância e necessária para o individuo compreender o mundo, compartilhar das experiências diversas e reelaborar suas próprias experiências. Compreendendo que a aprendizagem do indivíduo é algo que deve ser construído socialmente (sociointeracionismo), no âmbito das relações humanas.

  11. Amei a entrevista de muito bons esclarecimento, no momento que estamos tateando procurando encontrar um rumo e sentido para as aulas de Literatura , entender que o texto é para ser sentido, nos abre uma possibilidade de revermos nossa prática na sala de aula c a professora Rosi Martins parabéns a equipe escrevendo o futuro por nos possibilitar aprender

  12. Excelentes contribuições. O ensino de literatura precisa mesmo romper com o que propõe o currículo, um ensino cronológico e pouco sensível. Precisamos dar voz aos alunos e permitir-lhes a experiência do ler para sentir e não apenas responder a questões propostas que ignoram os multifacetados sentidos do texto a partir do próprio texto e do lugar daquele que lê.

  13. Gostei muito……. o meu tcc foi feito em cima das dificuldade na leitura em si, que os alunos das séries iniciais tem, se arrastando essa dificuldade até mesmo em todo ensino fundamental… gostaria de receber informação que me ajude a desenvolver na escola a fim de melhorar esse quadro.

  14. Muito interessante a abordagem feita pela professora Vima. O que é consenso é que o PISA diz que o brasileiro lê pouco, que nosso país está nos últimos lugares no quesito leitura.
    E a professora questiona este consenso e nos faz pensar sobre os paradigmas que seguimos no tocante aos tipos e quantidade de leitura.
    Confesso que em relação ao ensino de literatura, ainda tenho a mesma prática que acredito, da maioria dos professores. No entanto, já começo a vislumbrar algo novo, tentando atualizar esse estudo, provocando os alunos a fazerem suas leituras dos clássicos, traçando um paralelo com a atualidade, buscando trabalhar outros autores que não estão contemplados no cânone literário, principalmente autores nordestinos, pernambucanos e da região da zona da mata, onde a escola onde leciono escola está inserida. Tenho também experimentado trabalhar literatura, lincando-a com outras linguagens artísticas, como é o caso da música, pintura, fotografia e audiovisual. Tenho gostado bastante destas experiências e meus alunos têm aprovado, pois isto os ajuda a despertar mais o interesse e o prazer pela leitura, conhecer melhor as obras e seus autores e a reconhecerem que nossa região tem dado grandes contribuições à literatura brasileira.
    Meu desejo é que os responsáveis pela elaboração dos currículos abram as mentes e não engessem o estudo da literatura, talvez, se invertessem, começassem o estudo pela contemporaneidade, ao invés de começar pelo mais difícil. Esta forma como está organizado o estudo da literatura atualmente, diga-se de passagem, que é bem antiga, nos deixa muito bitolados porque temos que prestar contas em cada série, daquele conteúdo que a ela é destinado.
    A partir da fala da professora, me dei conta que nas aulas de literatura, lemos pouco com nossos alunos. São aulas mais teóricas. Minha culpa, minha máxima culpa! Ai meu Deus! Que vergonha!
    Meu sonho é que possa apresentar a literatura para meus alunos levando-os a se apaixonar pelos autores e suas obras.
    Acredito que ainda estamos muito distantes do que propõe a professora Vima. Mas acredito que se o sistema não muda, nós, os verdadeiros autores deste processo, podemos iniciar esta mudança na prática, experimentado novas formas, inovando, nos atrevendo a fazer diferente e, algo importante: devemos partilhar essa experiências com os colegas.
    Deixo aqui meus parabéns à professora pelas colocações. Abriu-me muito os olhos e a cabeça para minha prática em sala de aula. Obrigada. Nem tudo está perdido!

  15. “Viver é afinar o instrumento/De dentro pra fora/
    De fora pra dentro/ A toda hora, todo momento…” Walter Franco

    Vejo a literatura como ponte de equilíbrio entre o racional e o emocional. Assim há que se ter uma Política Nacional para a efetivação da leitura em todos os ambientes, principalmente nas escolas. Para isso, a formação de professores leitores com acesso a bens culturais como o livro. Dessa forma, os “clássicos” ,que são muitas vezes utilizados por mera questão de quantidade ou por que o professor não tem feito a leitura de livros contemporâneos, poderão chegar sem o pre-conceito de que o aluno seja incapaz de ler textos literários, muralha que o afasta dos livros. Projetos de leitura permitem que os textos sejam compartilhados, ganhem significados e ressignificações , o aluno interpreta a si e ao mundo de novos ângulos. Teoria do medalhão ,de Machado de Assis e Desenredo, de Guimarães Rosa, por exemplo, podem ser discutidos à luz do que temos vivido. Lembro o Projeto Nestlé de Literatura que ajudou muitos educadores a conhecer o jovem- quem é, o que lê, como lê – contribuindo para um ensino de qualidade. A paixão de adolescentes do nono ano por A hora da estrela, de Clarice Lispector, cuja leitura tive de refazer umas cinco vezes , leva-me a concluir que é preciso atitude, buscar novas metodologias e acreditar no leitor oferecendo-lhe textos diversificados: reportagens, entrevistas, notícias, pesquisas, prosa e poesia, autores modernos e clássicos… E derrubar de vez a muralha da indiferença pelo texto literário.

  16. É muito complicado trabalhar produção de texto em algumas escolas públicas, pois os alunos estão chegando ás escolas analfabetos funcionais e vários casos analfabetos literalmente, isto na segunda fase do ensino fundamental.

  17. IMPORTANTÍSSIMO A ABORDAGEM DA PROFESSORA VIMA, QUANTO AO PAPEL DO PROFESSOR MEDIADOR E A SALA DE AULA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE UMA COMUNIDADE LEITORA,O TRATO DADO AS DIMENSÕES E AS FUNÇÕES DA PSIQUÊ NO CAMPO DA LITERATURAS.

  18. Concordo plenamente com a professora Vima no que diz respeito a leitura em voz alta em sala de aula. Penso que esse é um exercício que todos os professores deveriam praticar desde as séries iniciais. Sou professor do ensino fundamental II e procedo assim em minhas aulas de leitura. Nesses momentos de leitura, compartilhamos com os alunos: sentido, gestos, emoções, interesse, expressões, entonação da fala, entre muitas outras coisas. Tenho ouvido de muitos alunos depoimentos como: “Nossa! Parece até que a história é de verdade!”; “Parece até que eu estava vendo a cena.”; etc. Precisamos levar ficção (romance, conto), poesia, crônicas para a sala de aula e ler (em voz alta) com os nossos alunos. Acredito que exercícios desse tipo são preciosos na formação dos jovens leitores.

  19. É justamente esse o equívoco do “ensino” de literatura: a literatura não existe pra ser ensinada; a leitura literária pode ser mediada, pode ser aprendida e explorada. Mas, o principal mal dessa questão é a forma como a literatura é objetivada, colocada como uma mercadoria; isso provém desse nosso sistema contaminoso e que, inclusive, contamina a nossa educação. Outra questão é o fato de que nem todos os professores de língua portuguesa leem qualquer coisa, muito menos literatura.
    O texto literário não pode ser encarado como algo de utilidade urgente e prática. Ele deve sim ser algo que deve ser levado às crianças, jovens e adultos, de modo que a poeticidade presente no mesmo possa ser reconhecida na leitura mediante a sensibilidade, que pode, portanto, ser trabalhada.

  20. ÓTIMA ENTREVISTA, DA PROFESSORA VIMA ESCLARECENDO MUITOS ASPECTOS E ALGUNS EQUÍVOCOS SOBRE A LEITURA , NÃO SOMENTE EM SALA DE AULA. E A IMPORTANCIA DO PROFESSOR COMO MEDIADOR NO PROCESSO DA LEITURA.

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