Olhar em movimento: cenas de tantos lugares

"O tema O lugar onde vivo é, efetivamente, muito importante e especial porque permite que os jovens experimentem falar do mundo e de si, a partir de seu lugar histórico. O grande e produtivo desafio é justamente, a partir dessa reflexão sobre seu lugar, experimentar as variações entre pertencimento e não pertencimento, entre ter raízes e querer voar."

Amaranta César

Bem-vindo ao especial do gênero Documentário! A seguir você encontrará uma seleção de materiais que complementam e ampliam o trabalho proposto no Caderno do Professor. Por isso, antes de continuar, é importante que você conheça bem todas as atividades. Leia, reflita e se organize.

PÍLULAS DAS OFICINAS

Uma das principais novidades desta edição da Olimpíada de Língua Portuguesa é a inclusão do gênero Documentário. Professoras e professores de todo o Brasil contarão com o apoio de materiais elaborados pela Equipe do Programa Escrevendo o Futuro. Em destaque temos o novo Caderno do Professor Olhar em Movimento: cenas de tantos lugares, que contém orientações importantes para a produção de documentários e realização das oficinas em sala de aula. Para que você tenha uma ideia do que vai encontrar lá, selecionamos alguns textos para te animar!

Oito razões para adotar o documentário na escola

Ampliação do letramento escolar e cumprimento de preceitos legais estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio são dois dos motivos pelos quais escolhemos incluir esse novo gênero em nossas categorias de inscrições no concurso.

Bloco 1 | Oficina 1

E esse tal de documentário, o que é mesmo?

Nesta oficina será feita uma apresentação do gênero Documentário, traçando uma relação entre jornalismo e o cinema de ficção.

 

CURTA DURAÇÃO

Nesta edição do concurso os estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio deverão produzir um vídeo do gênero Documentário com duração máxima de 5 minutos. A partir disso, a Equipe da Olimpíada elaborou uma seleção de documentários curtos para ampliar o repertório dos professores e auxiliar no aperfeiçoamento das oficinas. Confira!

O Vermelho de Selarón

O Vermelho Selarón.  Rafael Bacelar, Rodolfo Gomes. Rio de Janeiro/RJ, 2010, 5 min.

Huni Kuin - Os últimos guardiões

Huni Kuin - Os últimos guardiões. Danilo Arenas Ireijo. Feijó/AC, 2016, 7 min.  

Filhos do Mar

Filhos do Mar. Daniel Lopes. Salvador/BA, 2012, 5 min.

O último Tropeiro

O último tropeiro. Felipe Shikama, Guina Pereira. Sorocaba/SP, 2012, 5 min.

Escultor brasileiro mantém a tradição viva

Sintonia. Alisson Prazeres, Arthur B. Senra, Raquel Pinheiro e Tetê Procópio. Belo Horizonte/MG, 2012, 6 min.

Vidigal

Vidigal. Cavi Borges e Gustavo Melo. Rio de Janeiro/RJ, 2008, 5 min

DOCUMENTÁRIO POTÊNCIA E MOBILIZAÇÃO

"Buscamos colocar nos nossos filmes o que ainda não foi dito e o que achamos que vai de fato abrir um horizonte, não só para a sociedade civil, como para a política pública."

Estela Renner, cineasta e sócia fundadora da Maria Farinha Filmes, reflete sobre as motivações que inspiram os filmes da produtora e afirma a capacidade de transformação do documentário.

PROJETO: SINOPSE, ARGUMENTO E ROTEIRO

No gênero Documentário, os alunos trabalharão em trio sob orientação do professor e deverão postar juntos o projeto composto pela sinopse, argumento, roteiro e o documentário em vídeo de no máximo 5 minutos de duração, incluindo os créditos. Os textos postados devem respeitar o limite de 8.500 caracteres. Selecionamos algumas diretrizes para auxiliar os futuros roteiristas e diretores na redação de seus projetos de documentários. Mais informações podem ser encontradas no Caderno do Professor, no Bloco 3.

SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS

Lar doce Lar: uma lição de vida

A sequência didática elaborada pela professora Michele Mendes Rocha de Oliveira de Santa Maria (RS) procura articular atividades diversas, com o intuito de mobilizar os alunos para a escrita de um roteiro de documentário com foco em um problema vivido pela comunidade local e levantado por eles. E por fim apresentar o documentário em um Cine documentário que será realizado na escola e no “Lar”, além de divulgá-lo também nas diferentes mídias locais e redes sociais.

O documentário chega à sala de aula

A professora Alessandra Cegobia de Andrade de Franca (SP), propõe por meio de atividades organizadas em uma sequência didática, oportunizar ao aluno avançar de forma autônoma no processo de leitura e escrita do gênero roteiro de documentário e,  desta forma, democratizar os usos da Língua Portuguesa, contribuindo para melhorar o ensino da leitura e da escrita.

 

PLANOS DE AULAS

Introduzir o gênero documentário

A sequência de 15 planos de aulas veiculada pela Plataforma Nova Escola foi elaborada por Leonel Andrade dos Santos de Caucaia (CE). A finalidade é introduzir o gênero Documentário para reconhecer aspectos relativos à sua construção composicional e às suas marcas linguísticas/semióticas.

LEITURAS SUGERIDAS

Projeto didático de gênero e produção de Documentário:

uma experiência no Ensino Fundamental

Este trabalho apresenta os resultados de uma experiência de ensino que envolveu o gênero Documentário e foi desenvolvida em uma escola pública de Marabá (PA) com o apoio do MediaLab (Unifesspa) e do Programa Arte na Escola (na Unifesspa). Com esta proposta, promovemos a mobilização de diferentes letramentos: linguístico (envolvendo atividades de leitura, produção textual e análise linguística), tecnológico (incluindo a exploração de tecnologias de áudio e vídeo na produção de documentários) e científico (possibilitando a construção de conhecimentos de mundo no desenvolvimento de pesquisas de temáticas de interesse dos alunos). Além disso, contribuímos para que os alunos desenvolvessem capacidades que os instrumentalizam a entender, narrar, transcrever e sistematizar informações.

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O documentário e suas interfaces no espaço escolar: material didático e objeto de ensino-aprendizagem de língua portuguesa

Explorar o gênero Documentário e trazer sugestões para sua utilização, como material didático e como objeto de aprendizagem, em práticas de ensino de língua portuguesa. Estas práticas são aqui pensadas, em primeira instância, para os níveis fundamental II e médio da escolarização brasileira, mas podem ser perfeitamente adaptadas para outros níveis e modalidades de ensino, ou ainda para ações de formação continuada de professores. O estudo está embasado no enfoque sócio-histórico e discursivo da linguagem e cuida de introduzir e aprofundar as noções teóricas com as quais opera, de forma intrinsecamente articulada aos contextos de uso em sala de aula.

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O Documentário como gênero audiovisual

Neste artigo, objetivamos apontar quais os elementos constitutivos do documentário são capazes de diferenciá-lo de outros gêneros audiovisuais, como o filme de ficção e a reportagem jornalística na TV. Sustentamos que a marca característica do documentário é seu caráter autoral, definido como uma construção singular da realidade, um ponto de vista particular do documentarista em relação ao que é retratado. Alguns elementos lingüístico-discursivos evidenciam esse caráter autoral: a maneira como se dá voz aos outros, a presença de paráfrases discursivas e um efeito de sentido monofônico. Ainda destacamos a criatividade usada no processo de edição e montagem como um importante índice de autoria. Tomamos como aparato teórico de análise estudos no campo do Cinema e conceitos do âmbito da Lingüística Textual e da Análise do Discurso.

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PARA SABER MAIS

CurtaDoc

O CurtaDoc é um acervo online dedicado ao documentário latino-americano.

Afroflix

AFROFLIX é uma plataforma que disponibiliza conteúdos audiovisuais que em sua maioria são produzidos, escritos, dirigidos e protagonizados por pessoas negras.

Vídeo nas Aldeias

É um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil.

Cadernos do Inventar

Material didático usado por professores e estudantes para trabalhos com cinema e direitos humanos em escolas de nível fundamental e médio.

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